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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O PRINCIPIO DA COMPETENCIA


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O PRINCIPIO DA COMPETENCIA

Procura apresentar-te a Deus como obreiro aprovado, que não tem do que se envergonhar, mas que maneja bem a palavra da Verdade. 2. Tm.2.15.

Competência significa literalmente, uma aptidão para cumprir alguma tarefa ou função. Pode ser entendida também como aptidão; conhecimento ou capacidade em alguma área especifica.
Competência e habilidade são conceitos relacionados. A habilidade é colocar em pratica as teorias e conceitos mentais, os quais, foram adquiridos, enquanto a competência consiste na junção e coordenação de conhecimentos, atitudes e habilidades.
Nunca o mercado de trabalho, o ministério pastoral e até mesmo o serviço cristão exigiu tanto a competência e a qualificação das pessoas. Tanto as empresas como as igrejas exigem profissionais capacitados para o exercício da função para qual foi designado.
O mercado de trabalho por exemplo, ao analisar um curriculum de um professional habilitado para uma determinada função, prioriza entre outras habilidades as seguintes:
» - Trabalhador – Competente – Honesto – Simpático -  Leal – Confiável – Determinado – Persistente – Paciente – Humilde – Imbuído de espirito de equipe – Capaz de se adaptar às mudanças.
No serviço eclesiástico não é diferente. A líder precisa possuir determinadas habilidades e qualificações, as quais, os seres liderados não tem. Tanto profissional quanto espirituais.
Talvez tenha sido pensando nisso que o Apostolo Paulo recomendou a seu filho na fé Timóteo e aos obreiros da atualidade a procurar tomar algumas iniciativas e exercitar suas habilidades espirituais, administrativas e profissionais, dizendo: “Procura apresentar-te a Deus como obreiro aprovado, que não tem do que se envergonhar, mas que maneje bem a Palavra da Verdade”. 2. Tm. 2.15.   
Nessa recomendação de Paulo a Timóteo, encontramos pelo menos três pontos fundamentais, os quais, nos remete ao princípio da competência.
» - Primeiro. Trata da forma como nos apresentamos a Deus. Não devemos nos apresentar a Deus que é Soberano de qualquer forma, desorganizados, desprevenidos, mas aprovados. Só são aprovados aqueles que conseguem vencer ou passar em alguma prova ou teste de capacidade. Quando não há essa aprovação, somos considerados reprovados, inaptos para exercer determinada função, cargo público ou mesmo espiritual.  
Deus exige de nós aprovação para o exercício da vida cristã. Nas boas obras, no amor ao próximo em todas as áreas da nossa vida. Ates de sermos aprovados, no entanto, precisamos primeiro, sermos testados a fim de provarmos a nossa capacidade ou não para o exercício da missão para a qual fomos designados.
Na orientação em análise, o apostolo usa o termo procura o que significa buscar constantemente, se esforçar pessoalmente para adquirir o conhecimento; pelo crescimento espiritual, intelectual, profissional e pessoal. Deus exige de nós o melhor. Não podemos nos apresentar perante Ele de qualquer maneira.
» - Segundo. Como obreiro que não tem do que se envergonhar. Só sentirmos vergonha de Deus ou de alguém se tivermos cometido algo errado que venha desonrar nossa conduta, moral ou espiritual.
Isto não significa, no entanto, que não estejamos sujeitos ao erro em toda e qualquer área da nossa vida, mais, procurarmos agir sempre dentro da legalidade o que nos dará segurança e autoridade para andarmos de cabeça erguida em qualquer lugar, e com isso, não termos do que nos envergonhar.
A vergonha é um sentimento penoso de desonra ou humilhação perante outrem; vexame, afronta. Pode ser entendida ainda como timidez e acanhamento. Sentimento de impotência e incapacidade moral ou espiritual diante de Deus, das pessoas ou da função para a qual foi designado a fazer.
Não podemos nos apresentar na presença de Deus com um sentimento de timidez e acanhamento; mas antes, com fé e ousadia de espirito, mas antes, com fé e ousadia. A timidez não agrada a Deus, os que agem dessa forma, agem sem fé e confiança, o que é tido pelo Senhor como pecado. Tudo o que é feito sem fé é pecado. É necessário que aqueles que se aproximam dele creiam que Ele é galardoador dos que o temem.  
» - Terceiro. E por último, o jovem Timóteo é aconselhado por Paulo, a “Manejar” bem a Palavra da verdade. Manejar é um verbo transitivo que dá a ideia de manusear, dirigir, controlar de forma ética e coerente a palavra escrita de Deus.
Um obreiro aprovado não pode ser neófito, leigo e despreparado, mas está preparado para o exercício e o manuseio da Palavra de Deus. Para tanto, ele precisa primeiro aprender. Ninguém pode ensinar aos outros aquilo que não aprendeu. Caso contrário, isso seria um perigo tanto para quem ensina como para quem é ensinado.
Aprender perpassa pelo banco da escola, da universidade, dos cursos extensivos da leitura, da pesquisa ininterrupta e da busca constante pela a atualização do conhecimento sistemático as áreas afins. Somado a tudo isso, a experiência, a qual, vem aperfeiçoar o conjunto da obra, sempre regada pela oração, meditação, inspiração e a unção divina. Todos esses componentes, juntos, farão do obreiro um grande instrumento para a gloria de Deus.
O que mais conta para a competência em qualquer área da vida é conjunto. Era exatamente isso que Paulo queria fazer o jovem ministro Timóteo entender. Para ele, ser aprovado por Deus, devia reunir um conjunto de habilidades pessoais, espirituais, profissionais e intelectuais. Ninguém se torna líder ou um bom profissional, ou mesmo ministro do Evangelho, por acaso, precisa passar antes por todo um processo preparatório, para por fim, ser aprovado.
Todas as pessoas, geralmente, possuem qualidades e defeitos, no entanto, elas serão odiadas ou admiradas em razão do conjunto, ou seja, da somatória de tudo. Por isso, o mais importante a fazer é possuir um conjunto positivo. Insto, costuma render recompensas generosas e duradouras.   

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O PRINCIPIO DO CONTENTAMENTO




O PRINCIPIO DO CONTENTAMENTO

Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece. Fl.4.11-12.

O contentamento é uma importante virtude, a qual, deve ser desenvolvida pelo cristão constantemente. Ela não acontece de imediato à nossa conversão, mas é adquirida com o tempo.
No texto citado acima, Paulo, menciona o aprender demonstrando, que ele mesmo sendo uma apostolo chamado por Jesus, aprendeu a conviver contente em qualquer circunstância da vida. Seja na bonança, na fome, na alegria ou na tristeza.
Em seguida, ele revela de onde vinha a sua força e capacidade para superar os problemas e ainda permanecer feliz: “Tudo posso naquele que me fortalece”.
Paulo nos ensina nesse texto, que não são as circunstâncias que devem reger nossos sentimentos, mas sim, a confiança em Deus. Pois é ele que nos fortalece nos momentos de fraqueza nos dando forças para superar as adversidades da vida.  
Se você estar contente onde está, isso lhe dará mais paciência e serenidade para crescer, se assim o desejar. Ou se não quiser, pode ficar feliz onde está e com o que tem.
A realização pessoal, nem sempre consta na abundância ou na progressão funcional ou profissional, mas como já mencionamos, para uma pessoa que tem visão mais sabia da vida, a maior vitória é estar bem na posição em que está satisfeito com o tem. Pouco ou muito.
Se você estiver bem, equilibrado, consciente do quer, de onde está e para deseja ir, será capaz de estudar, trabalhar, cuidar da saúde, dos seus relacionamentos e ser uma pessoa de sucesso e vitoriosa.
Um conceito apropriado para definir o contentamento é sentimento de prazer, alegria, a qual, é o antônimo da tristeza.
Quando enviou o texto em análise, Paulo estava preso no porão de sua casa em Roma. Ele ficava acorrentado a um soldado romano vinte e quatro horas por dia. Mas assim mesmo estava contente, embora tivesse motivos suficientes para estar triste e abatido.
A palavra grega traduzida por contente é estar satisfeito; ter o bastante. Ela indica independência. Algumas vezes foi utilizada para qualificar uma pessoa que se mantinha sem a ajuda de ninguém.
Paulo estava contente não por preso e sofrendo, mas por confiar na providencia de Deus. Tudo posso naquele que me fortalece. Para ele, o sofrimento pelo qual passava naquele momento, o levaria a um estágio maior e mais elevado, assim, valia a pena passa-lo com alegria e não com tristeza.
Sabemos não ser fácil manter o contentamento. Assim como Paulo nos momentos difíceis da vida. O ser humano está propenso a murmurar e reclamar contra Deus, as pessoas e das circunstâncias, as quais, somos levados. Murmurar é um pecado grave, o qual, Deus aborrece. Ne.11.1; 1. Co.10.9,10.
Uma pessoa contente, desfruta das bênçãos divinas e da provisão da sua graça para o suprimento das nossas necessidades.
O contentamento permanente, mesmo nos momentos de dificuldades, é proporcionado pela presença de Deus nas nossas vidas, através do Espírito Santo. Somente ele pode produzir o contentamento na nossa vida. A nossa suficiência vem de Deus. 2. Co.3.5.
O conhecimento espiritual na nossa vida é a somatória da alegria e a felicidade vinda de Deus, as quais, são experimentadas por todo aquele que o serve de coração. Sl.4.7.
O conhecimento vem de dentro, reside no coração, no interior das pessoas que servem a Deus. Sl.112.7. Não depende daquilo que acontece no exterior. Não se baseia em circunstâncias. Hb. 3.17-18. Não nascemos contentes. Precisamos aprender a conviver com ele por experiência e não por teoria.
√ - Cinco passos para alcançarmos o contentamento.
1 – Sendo uma pessoa agradecida. Contentamento sempre gera gratidão, assim como murmuração produz reclamação. 1. Ts.5.18.
2 – Sendo dependente de Deus. Quando aprendemos a acreditar e depender da providencia de Deus, Ele controla todas as circunstâncias e conhece cada uma das nossas necessidades.
3 – Buscando a Deus em primeiro lugar. Deus precisa ocupar o primeiro lugar na nossa vida. Quando isso acontece, não nos preocupamos em demasia pelas coisas materiais, pois, elas vão acontecendo naturalmente, no tempo de Deus.
4 – Buscando em Deus força para alcançar o contentamento. Deus pode nos dar forças para superar qualquer dificuldade e adversidade da vida.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

O PRINCIPIO DA GENEROSIDADE




O PRINCIPIO DA GENEROSIDADE

Lança o teu pão sobre as aguas, porque depois de muitos dias o acharás. Ec.11.1.

Generosidade é também um ato de bondade. Qualidade daquele que gosta de doar dinheiro; presentes, alimentos e outros. A pessoa generosa é apresentada como uma benção para as pessoas carentes e necessitadas, bem como para a sociedade em geral.
O conceito de generosidade está diretamente relacionado à pratica de atos de bondade. Quando a pessoa está disposta a doar graciosamente o que possui a alguém que esteja precisando e pode ser vista de duas maneiras. Quando não se apegar em demasia ao que tem e não se incomoda com o que os outros tem.
Muitas pessoas deixam de praticar a generosidade deixando de doar algo para alguém pensando que serão exploradas, ou porque acreditam que quem recebe é preguiçoso, malandro ou aproveitador. Já outros, deixam de ajudar de ajudar por egoísmo ou por falta de amor e sentimento fraterno pelo sofrimento do próximo.
Há ainda os que doam não por generosidade, mas por vaidade, para obter benéficos ou admiração no meio social, ou mesmo para se aproveitar das pessoas necessitadas.
Já a generosidade, no contexto bíblico e cristão é uma característica de alguém que ama a Deus e ao próximo. Quem ama a Deus, ama as pessoas e quer ver o seu bem. Uma forma pratica de amar o próximo, é sendo generoso.  
√ - Deus é generoso.
Deus nos dá muito mais do que merecemos, simplesmente porque nos ama. Assim, nos dá o exemplo, por isso, devemos ser generosos com outras pessoas, mesmo que elas não mereçam. Agindo dessa forma, estaremos refletindo o amor de Deus nas nossas vidas.
√ - Lançando o pão sobre as aguas.
Salomão, fala sobre a importância de praticarmos atos generosos em favor dos necessitados lançando o pão sobre as aguas. Isto significa plantar o bem através da generosidade.  
Na verdade, Salomão se referia a uma pratica milenar muito utilizada no antigo Egito, quando os agricultores locais espalhavam as sementes de trigo sobre as aguas do rio Nilo, o qual, quando transbordava, inundava as áreas próximas ao seu leito, deixando o solo rico em nutrientes e propicio à plantação e ao cultivo de alimentos.
Aparentemente, os grãos semeados “lançados sobre as aguas” ficariam esquecidos e soterrados, no entanto, no tempo certo surgia da terra e produzia muitos frutos proporcionando grandes colheitas.
Lançar o pão (semente) atos de bondade, deve ser praticado pelo cristão que ama a Deus e ao próximo, sem, no entanto, esperar receber das pessoas algo em troca. Essa retribuição, virá do própria Deus no tempo certo e pode ser manifestar de várias maneiras. Pode ser através de bênçãos espirituais, físicas, emocionais familiares e outras. Uma coisa é certa, o que plantamos um dia voltará para nós, geralmente, em uma maior quantidade do que a plantada. Hb.6.10; Ap. 22.12.
O princípio da generosidade está intimamente ligado ao da semeadura e da colheita. Tudo o que plantamos, também colheremos, seja de bom ou ruim. Por isso, é importante lançarmos o pão sobre as aguas sempre que possível, pois, um dia a acharemos.
√ - Investindo no Reino dos Céus.
 Um dos mais eficientes de investimento sempre foi e será no Reino de Deus. Nele, os nossos bens estão protegidos da traça, dos ladrões, do colapso das bolsas de valores e dos planos econômicos mundiais. (Fl.4.19; 2. Co.9.9).
Ainda falando sobre o princípio da generosidade, o sábio Salomão nos aconselha a “repartir o pão com sete e com oito pessoas”. Ele está se referindo mais especificamente, à pratica de distribuição gratuita de porções de alimentos aos carentes e necessitados em ocasiões festivas. Ec.11.2; Ne.8.10). Essa pratica era comum na antiga comunidade judaica e na igreja primitiva e deveria ser seguida também pela igreja da atualidade.
Toda contribuição, no entanto, deve partir de um coração humanitário, altruísta, jamais preocupado com sentimentos egoístas e de ser notabilizado pelas pessoas. Lc.6.30. No Oriente Médio antigo, a generosidade era considerada um elemento essencial para a formação do caráter de uma pessoa justa e temente a Deus. 2. Cro.15.7; Pv.12.14).
Temos um exemplo prático de doação mencionado por Jesus na parábola do mordomo infiel. Certo homem rico soube que seu mordomo estava dilapidando os seus bens, chamando-o perguntou: “ É isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo”. Lc.16.2.
O homem rico perdeu a confiança no ser mordomo, principal responsável pela administração dos seus bens, por isso, pediu a este que prestasse contas da sua mordomia, pois, não havia mais possibilidades de continuar naquela função de confiança.
Preocupado com a possibilidade de perder a importante função, o mordomo infiel, na tentativa de reconquistar a confiança do patrão novamente, teve uma importante ideia. Mandar chamar os devedores do senhor e lhes perguntou quantos deviam a ele.
O primeiro, disse que devia cem medidas de azeite. O mordomo inteligente, lhe disse: “assume a tua obrigação e paga apenas cinquenta”. Ele perdoou cinquenta por cento do valor a receber. E assim ele agiu com todos os demais devedores do seu senhor, perdoando-lhes parte do que lhe deviam.
Aparentemente, do povo de vista legal, o mordomo infiel, parecia estar agindo de má fé, dispensando parte da dívida dos devedores do seu senhor, no entanto, não foi isto que o homem rico entendeu, mas pelo contrário, o elogiou pela sua inteligência. Lc.16.8. Ou seja, o homem rico reconheceu a generosidade estratégica do mordomo, a qual, lhe abriria portas após a sua demissão da função.
Perdoando parte da dívida dos clientes, é logico que o mordomo ganhou a amizade e uma dívida de gratidão deles. Logo que estivesse desempregado, certamente, poderia contar com sua ajuda. Eles certamente, não negariam um pedido seu.
No mundo dos negócios, há um adagio popular muito importante, o qual diz que melhor é ter amigos na praça do que dinheiro no banco.
Quando plantamos o bem ou quando praticamos o bem a alguém, estamos deixando portas abertas, pelas quais, poderemos entrar nos momentos de dificuldades, assim, jamais devemos fechar as portas que se abriram para nós.
A sabia atitude do mordomo infiel recebeu o reconhecimento até mesmo do seu senhor, de quem estava desviando os bens, não pelo fato de perdoar grande parte dos recursos que não lhe pertenciam, mas pela sua inteligência e brilhante ideia.
Ajuda as pessoas foi e sempre será um ato de bondade, ficará marcado para sempre na mente e no coração das pessoas ajudadas, um dia, voltará para nós, geralmente, com o valor atualizado. Por isso, é muito importante observar o conselho do velho sábio Salomão: Lança o teu pão sobre as aguas, e depois de muito tempo o acharás”. Ec.11.1.