
O
PRINCIPIO DA COMPETENCIA
Procura apresentar-te a
Deus como obreiro aprovado, que não tem do que se envergonhar, mas que maneja
bem a palavra da Verdade. 2. Tm.2.15.
Competência
significa literalmente, uma aptidão para cumprir alguma tarefa ou função. Pode
ser entendida também como aptidão; conhecimento ou capacidade em alguma área
especifica.
Competência
e habilidade são conceitos relacionados. A habilidade é colocar em pratica as
teorias e conceitos mentais, os quais, foram adquiridos, enquanto a competência
consiste na junção e coordenação de conhecimentos, atitudes e habilidades.
Nunca
o mercado de trabalho, o ministério pastoral e até mesmo o serviço cristão
exigiu tanto a competência e a qualificação das pessoas. Tanto as empresas como
as igrejas exigem profissionais capacitados para o exercício da função para
qual foi designado.
O
mercado de trabalho por exemplo, ao analisar um curriculum de um professional
habilitado para uma determinada função, prioriza entre outras habilidades as
seguintes:
»
- Trabalhador – Competente – Honesto –
Simpático - Leal – Confiável – Determinado
– Persistente – Paciente – Humilde – Imbuído de espirito de equipe – Capaz de
se adaptar às mudanças.
No
serviço eclesiástico não é diferente. A líder precisa possuir determinadas
habilidades e qualificações, as quais, os seres liderados não tem. Tanto
profissional quanto espirituais.
Talvez
tenha sido pensando nisso que o Apostolo Paulo recomendou a seu filho na fé
Timóteo e aos obreiros da atualidade a procurar tomar algumas iniciativas e
exercitar suas habilidades espirituais, administrativas e profissionais,
dizendo: “Procura apresentar-te a Deus
como obreiro aprovado, que não tem do que se envergonhar, mas que maneje bem a
Palavra da Verdade”. 2. Tm. 2.15.
Nessa
recomendação de Paulo a Timóteo, encontramos pelo menos três pontos
fundamentais, os quais, nos remete ao princípio da competência.
»
- Primeiro. Trata da forma como nos
apresentamos a Deus. Não devemos nos apresentar a Deus que é Soberano de
qualquer forma, desorganizados, desprevenidos, mas aprovados. Só são aprovados aqueles que conseguem vencer ou passar
em alguma prova ou teste de capacidade. Quando não há essa aprovação, somos
considerados reprovados, inaptos para
exercer determinada função, cargo público ou mesmo espiritual.
Deus
exige de nós aprovação para o
exercício da vida cristã. Nas boas obras, no amor ao próximo em todas as áreas
da nossa vida. Ates de sermos aprovados, no entanto, precisamos primeiro,
sermos testados a fim de provarmos a nossa capacidade ou não para o exercício
da missão para a qual fomos designados.
Na
orientação em análise, o apostolo usa o termo procura o que significa buscar constantemente, se esforçar
pessoalmente para adquirir o conhecimento; pelo crescimento espiritual,
intelectual, profissional e pessoal. Deus exige de nós o melhor. Não podemos
nos apresentar perante Ele de qualquer maneira.
»
- Segundo. Como obreiro que não tem
do que se envergonhar. Só sentirmos vergonha de Deus ou de alguém se tivermos
cometido algo errado que venha desonrar nossa conduta, moral ou espiritual.
Isto
não significa, no entanto, que não estejamos sujeitos ao erro em toda e
qualquer área da nossa vida, mais, procurarmos agir sempre dentro da legalidade
o que nos dará segurança e autoridade para andarmos de cabeça erguida em
qualquer lugar, e com isso, não termos do que nos envergonhar.
A
vergonha é um sentimento penoso de desonra ou humilhação perante outrem;
vexame, afronta. Pode ser entendida ainda como timidez e acanhamento.
Sentimento de impotência e incapacidade moral ou espiritual diante de Deus, das
pessoas ou da função para a qual foi designado a fazer.
Não
podemos nos apresentar na presença de Deus com um sentimento de timidez e
acanhamento; mas antes, com fé e ousadia de espirito, mas antes, com fé e
ousadia. A timidez não agrada a Deus, os que agem dessa forma, agem sem fé e
confiança, o que é tido pelo Senhor como pecado. Tudo o que é feito sem fé é
pecado. É necessário que aqueles que se aproximam dele creiam que Ele é
galardoador dos que o temem.
»
- Terceiro. E por último, o jovem Timóteo
é aconselhado por Paulo, a “Manejar” bem
a Palavra da verdade. Manejar é um
verbo transitivo que dá a ideia de manusear,
dirigir, controlar de forma ética e coerente a palavra escrita de Deus.
Um
obreiro aprovado não pode ser neófito, leigo e despreparado, mas está preparado
para o exercício e o manuseio da Palavra de Deus. Para tanto, ele precisa
primeiro aprender. Ninguém pode ensinar aos outros aquilo que não aprendeu. Caso
contrário, isso seria um perigo tanto para quem ensina como para quem é
ensinado.
Aprender
perpassa pelo banco da escola, da universidade, dos cursos extensivos da
leitura, da pesquisa ininterrupta e da busca constante pela a atualização do
conhecimento sistemático as áreas afins. Somado a tudo isso, a experiência, a
qual, vem aperfeiçoar o conjunto da obra, sempre regada pela oração, meditação,
inspiração e a unção divina. Todos esses componentes, juntos, farão do obreiro
um grande instrumento para a gloria de Deus.
O
que mais conta para a competência em qualquer área da vida é conjunto. Era
exatamente isso que Paulo queria fazer o jovem ministro Timóteo entender. Para
ele, ser aprovado por Deus, devia reunir um conjunto de habilidades pessoais,
espirituais, profissionais e intelectuais. Ninguém se torna líder ou um bom
profissional, ou mesmo ministro do Evangelho, por acaso, precisa passar antes
por todo um processo preparatório, para por fim, ser aprovado.
Todas
as pessoas, geralmente, possuem qualidades e defeitos, no entanto, elas serão
odiadas ou admiradas em razão do conjunto,
ou seja, da somatória de tudo. Por isso, o mais importante a fazer é
possuir um conjunto positivo. Insto, costuma render recompensas generosas e
duradouras.

