O
PRINCIPIO DA GENEROSIDADE
Lança o teu pão sobre as aguas,
porque depois de muitos dias o acharás. Ec.11.1.
Generosidade
é também um ato de bondade. Qualidade daquele que gosta de doar dinheiro;
presentes, alimentos e outros. A pessoa generosa é apresentada como uma benção
para as pessoas carentes e necessitadas, bem como para a sociedade em geral.
O
conceito de generosidade está diretamente relacionado à pratica de atos de
bondade. Quando a pessoa está disposta a doar graciosamente o que possui a
alguém que esteja precisando e pode ser vista de duas maneiras. Quando não se apegar em demasia ao que tem e
não se incomoda com o que os outros tem.
Muitas
pessoas deixam de praticar a generosidade deixando de doar algo para alguém pensando
que serão exploradas, ou porque acreditam que quem recebe é preguiçoso,
malandro ou aproveitador. Já outros, deixam de ajudar de ajudar por egoísmo ou
por falta de amor e sentimento fraterno pelo sofrimento do próximo.
Há
ainda os que doam não por generosidade, mas por vaidade, para obter benéficos
ou admiração no meio social, ou mesmo para se aproveitar das pessoas
necessitadas.
Já
a generosidade, no contexto bíblico e cristão é uma característica de alguém
que ama a Deus e ao próximo. Quem ama a Deus, ama as pessoas e quer ver o seu
bem. Uma forma pratica de amar o próximo, é sendo generoso.
√ - Deus é generoso.
Deus
nos dá muito mais do que merecemos, simplesmente porque nos ama. Assim, nos dá
o exemplo, por isso, devemos ser generosos com outras pessoas, mesmo que elas
não mereçam. Agindo dessa forma, estaremos refletindo o amor de Deus nas nossas
vidas.
√ - Lançando o pão sobre as aguas.
Salomão,
fala sobre a importância de praticarmos atos generosos em favor dos
necessitados lançando o pão sobre as
aguas. Isto significa plantar o bem através da generosidade.
Na
verdade, Salomão se referia a uma pratica milenar muito utilizada no antigo
Egito, quando os agricultores locais espalhavam as sementes de trigo sobre as
aguas do rio Nilo, o qual, quando transbordava, inundava as áreas próximas ao
seu leito, deixando o solo rico em nutrientes e propicio à plantação e ao
cultivo de alimentos.
Aparentemente,
os grãos semeados “lançados sobre as
aguas” ficariam esquecidos e soterrados, no entanto, no tempo certo surgia
da terra e produzia muitos frutos proporcionando grandes colheitas.
Lançar
o pão (semente) atos de bondade, deve ser praticado pelo cristão que ama a Deus
e ao próximo, sem, no entanto, esperar receber das pessoas algo em troca. Essa
retribuição, virá do própria Deus no tempo certo e pode ser manifestar de várias
maneiras. Pode ser através de bênçãos espirituais, físicas, emocionais
familiares e outras. Uma coisa é certa, o que plantamos um dia voltará para
nós, geralmente, em uma maior quantidade do que a plantada. Hb.6.10; Ap. 22.12.
O
princípio da generosidade está intimamente ligado ao da semeadura e da
colheita. Tudo o que plantamos, também colheremos, seja de bom ou ruim. Por
isso, é importante lançarmos o pão sobre as aguas sempre que possível, pois, um
dia a acharemos.
√ - Investindo no Reino dos Céus.
Um dos mais eficientes de investimento sempre
foi e será no Reino de Deus. Nele, os nossos bens estão protegidos da traça,
dos ladrões, do colapso das bolsas de valores e dos planos econômicos mundiais.
(Fl.4.19; 2. Co.9.9).
Ainda
falando sobre o princípio da generosidade, o sábio Salomão nos aconselha a “repartir o pão com sete e com oito pessoas”.
Ele está se referindo mais especificamente, à pratica de distribuição
gratuita de porções de alimentos aos carentes e necessitados em ocasiões
festivas. Ec.11.2; Ne.8.10). Essa pratica era comum na antiga comunidade
judaica e na igreja primitiva e deveria ser seguida também pela igreja da
atualidade.
Toda
contribuição, no entanto, deve partir de um coração humanitário, altruísta,
jamais preocupado com sentimentos egoístas e de ser notabilizado pelas pessoas.
Lc.6.30. No Oriente Médio antigo, a generosidade era considerada um elemento
essencial para a formação do caráter de uma pessoa justa e temente a Deus. 2.
Cro.15.7; Pv.12.14).
Temos
um exemplo prático de doação mencionado por Jesus na parábola do mordomo
infiel. Certo homem rico soube que seu mordomo estava dilapidando os seus bens,
chamando-o perguntou: “ É isto que ouço
de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo”. Lc.16.2.
O
homem rico perdeu a confiança no ser mordomo, principal responsável pela
administração dos seus bens, por isso, pediu a este que prestasse contas da sua
mordomia, pois, não havia mais possibilidades de continuar naquela função de
confiança.
Preocupado
com a possibilidade de perder a importante função, o mordomo infiel, na
tentativa de reconquistar a confiança do patrão novamente, teve uma importante
ideia. Mandar chamar os devedores do senhor e lhes perguntou quantos deviam a
ele.
O
primeiro, disse que devia cem medidas de
azeite. O mordomo inteligente, lhe disse: “assume a tua obrigação e paga apenas cinquenta”. Ele perdoou
cinquenta por cento do valor a receber. E assim ele agiu com todos os demais
devedores do seu senhor, perdoando-lhes parte do que lhe deviam.
Aparentemente,
do povo de vista legal, o mordomo infiel, parecia estar agindo de má fé,
dispensando parte da dívida dos devedores do seu senhor, no entanto, não foi
isto que o homem rico entendeu, mas pelo contrário, o elogiou pela sua
inteligência. Lc.16.8. Ou seja, o homem rico reconheceu a generosidade estratégica do mordomo, a qual, lhe abriria portas
após a sua demissão da função.
Perdoando
parte da dívida dos clientes, é logico que o mordomo ganhou a amizade e uma
dívida de gratidão deles. Logo que estivesse desempregado, certamente, poderia
contar com sua ajuda. Eles certamente, não negariam um pedido seu.
No
mundo dos negócios, há um adagio popular muito importante, o qual diz que
melhor é ter amigos na praça do que
dinheiro no banco.
Quando
plantamos o bem ou quando praticamos o bem a alguém, estamos deixando portas
abertas, pelas quais, poderemos entrar nos momentos de dificuldades, assim,
jamais devemos fechar as portas que se abriram para nós.
A
sabia atitude do mordomo infiel recebeu o reconhecimento até mesmo do seu
senhor, de quem estava desviando os bens, não pelo fato de perdoar grande parte
dos recursos que não lhe pertenciam, mas pela sua inteligência e brilhante
ideia.
Ajuda
as pessoas foi e sempre será um ato de bondade, ficará marcado para sempre na
mente e no coração das pessoas ajudadas, um dia, voltará para nós, geralmente, com
o valor atualizado. Por isso, é muito importante observar o conselho do velho
sábio Salomão: “ Lança o teu pão sobre as aguas, e depois de muito tempo o acharás”. Ec.11.1.

