Páginas

terça-feira, 29 de outubro de 2019

O PRINCIPIO DA GENEROSIDADE




O PRINCIPIO DA GENEROSIDADE

Lança o teu pão sobre as aguas, porque depois de muitos dias o acharás. Ec.11.1.

Generosidade é também um ato de bondade. Qualidade daquele que gosta de doar dinheiro; presentes, alimentos e outros. A pessoa generosa é apresentada como uma benção para as pessoas carentes e necessitadas, bem como para a sociedade em geral.
O conceito de generosidade está diretamente relacionado à pratica de atos de bondade. Quando a pessoa está disposta a doar graciosamente o que possui a alguém que esteja precisando e pode ser vista de duas maneiras. Quando não se apegar em demasia ao que tem e não se incomoda com o que os outros tem.
Muitas pessoas deixam de praticar a generosidade deixando de doar algo para alguém pensando que serão exploradas, ou porque acreditam que quem recebe é preguiçoso, malandro ou aproveitador. Já outros, deixam de ajudar de ajudar por egoísmo ou por falta de amor e sentimento fraterno pelo sofrimento do próximo.
Há ainda os que doam não por generosidade, mas por vaidade, para obter benéficos ou admiração no meio social, ou mesmo para se aproveitar das pessoas necessitadas.
Já a generosidade, no contexto bíblico e cristão é uma característica de alguém que ama a Deus e ao próximo. Quem ama a Deus, ama as pessoas e quer ver o seu bem. Uma forma pratica de amar o próximo, é sendo generoso.  
√ - Deus é generoso.
Deus nos dá muito mais do que merecemos, simplesmente porque nos ama. Assim, nos dá o exemplo, por isso, devemos ser generosos com outras pessoas, mesmo que elas não mereçam. Agindo dessa forma, estaremos refletindo o amor de Deus nas nossas vidas.
√ - Lançando o pão sobre as aguas.
Salomão, fala sobre a importância de praticarmos atos generosos em favor dos necessitados lançando o pão sobre as aguas. Isto significa plantar o bem através da generosidade.  
Na verdade, Salomão se referia a uma pratica milenar muito utilizada no antigo Egito, quando os agricultores locais espalhavam as sementes de trigo sobre as aguas do rio Nilo, o qual, quando transbordava, inundava as áreas próximas ao seu leito, deixando o solo rico em nutrientes e propicio à plantação e ao cultivo de alimentos.
Aparentemente, os grãos semeados “lançados sobre as aguas” ficariam esquecidos e soterrados, no entanto, no tempo certo surgia da terra e produzia muitos frutos proporcionando grandes colheitas.
Lançar o pão (semente) atos de bondade, deve ser praticado pelo cristão que ama a Deus e ao próximo, sem, no entanto, esperar receber das pessoas algo em troca. Essa retribuição, virá do própria Deus no tempo certo e pode ser manifestar de várias maneiras. Pode ser através de bênçãos espirituais, físicas, emocionais familiares e outras. Uma coisa é certa, o que plantamos um dia voltará para nós, geralmente, em uma maior quantidade do que a plantada. Hb.6.10; Ap. 22.12.
O princípio da generosidade está intimamente ligado ao da semeadura e da colheita. Tudo o que plantamos, também colheremos, seja de bom ou ruim. Por isso, é importante lançarmos o pão sobre as aguas sempre que possível, pois, um dia a acharemos.
√ - Investindo no Reino dos Céus.
 Um dos mais eficientes de investimento sempre foi e será no Reino de Deus. Nele, os nossos bens estão protegidos da traça, dos ladrões, do colapso das bolsas de valores e dos planos econômicos mundiais. (Fl.4.19; 2. Co.9.9).
Ainda falando sobre o princípio da generosidade, o sábio Salomão nos aconselha a “repartir o pão com sete e com oito pessoas”. Ele está se referindo mais especificamente, à pratica de distribuição gratuita de porções de alimentos aos carentes e necessitados em ocasiões festivas. Ec.11.2; Ne.8.10). Essa pratica era comum na antiga comunidade judaica e na igreja primitiva e deveria ser seguida também pela igreja da atualidade.
Toda contribuição, no entanto, deve partir de um coração humanitário, altruísta, jamais preocupado com sentimentos egoístas e de ser notabilizado pelas pessoas. Lc.6.30. No Oriente Médio antigo, a generosidade era considerada um elemento essencial para a formação do caráter de uma pessoa justa e temente a Deus. 2. Cro.15.7; Pv.12.14).
Temos um exemplo prático de doação mencionado por Jesus na parábola do mordomo infiel. Certo homem rico soube que seu mordomo estava dilapidando os seus bens, chamando-o perguntou: “ É isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo”. Lc.16.2.
O homem rico perdeu a confiança no ser mordomo, principal responsável pela administração dos seus bens, por isso, pediu a este que prestasse contas da sua mordomia, pois, não havia mais possibilidades de continuar naquela função de confiança.
Preocupado com a possibilidade de perder a importante função, o mordomo infiel, na tentativa de reconquistar a confiança do patrão novamente, teve uma importante ideia. Mandar chamar os devedores do senhor e lhes perguntou quantos deviam a ele.
O primeiro, disse que devia cem medidas de azeite. O mordomo inteligente, lhe disse: “assume a tua obrigação e paga apenas cinquenta”. Ele perdoou cinquenta por cento do valor a receber. E assim ele agiu com todos os demais devedores do seu senhor, perdoando-lhes parte do que lhe deviam.
Aparentemente, do povo de vista legal, o mordomo infiel, parecia estar agindo de má fé, dispensando parte da dívida dos devedores do seu senhor, no entanto, não foi isto que o homem rico entendeu, mas pelo contrário, o elogiou pela sua inteligência. Lc.16.8. Ou seja, o homem rico reconheceu a generosidade estratégica do mordomo, a qual, lhe abriria portas após a sua demissão da função.
Perdoando parte da dívida dos clientes, é logico que o mordomo ganhou a amizade e uma dívida de gratidão deles. Logo que estivesse desempregado, certamente, poderia contar com sua ajuda. Eles certamente, não negariam um pedido seu.
No mundo dos negócios, há um adagio popular muito importante, o qual diz que melhor é ter amigos na praça do que dinheiro no banco.
Quando plantamos o bem ou quando praticamos o bem a alguém, estamos deixando portas abertas, pelas quais, poderemos entrar nos momentos de dificuldades, assim, jamais devemos fechar as portas que se abriram para nós.
A sabia atitude do mordomo infiel recebeu o reconhecimento até mesmo do seu senhor, de quem estava desviando os bens, não pelo fato de perdoar grande parte dos recursos que não lhe pertenciam, mas pela sua inteligência e brilhante ideia.
Ajuda as pessoas foi e sempre será um ato de bondade, ficará marcado para sempre na mente e no coração das pessoas ajudadas, um dia, voltará para nós, geralmente, com o valor atualizado. Por isso, é muito importante observar o conselho do velho sábio Salomão: Lança o teu pão sobre as aguas, e depois de muito tempo o acharás”. Ec.11.1.

O PRINCIPIO DA GRATIDÃO




O PRINCIPIO DA GRATIDÃO 
 
Em tudo sejam agradecidos a Deus, porque é a vontade Dele, em Cristo Jesus para conosco. 1. Ts.5.18.

A gratidão é um princípio bíblico fundamental para o exercício da nossa fé cristã. Ser grato a Deus ou a alguém implica em reconhecer uma bondade ou graça recebida.
No texto de primeiro aos tessalonicenses (5.18), mencionado na abertura do capitulo, Paulo a nos aconselha a “ Em tudo dar graças a Deus”. Isto significa reconhecermos não apenas o que recebemos de bom, mas também as experiências amargas e decepcionantes.
Partindo desse princípio, cabe perguntar: Você é uma pessoa agradecida, ou reclama de tudo? Nós enquanto seres humanos, temos uma forte tendência a criticidade. Por isso, geralmente, a nossa primeira reação ao vermos algo ou alguém a quem ainda não conhecíamos e criticar e julgá-la pela aparência.
Reclamamos também quando a situação está ruim; se está boa, poderia estar melhor. Esse tipo de atitude às vezes, nos leva a cometermos erros irreparáveis, injustiças e juízo de valor, o que desagrada a Deus e ao próximo.
Ser grato a Deus, significa ainda viver conforme a situação; ou seja, agradecer ao Senhor pelo que já temos alcançado e até pelo que ainda não temos. São as atitudes demonstradas por aquele que reconhece que foi agraciado, favorecido por alguém. Não se trata apenas de um sentimento como muitos supõe. Uma pessoa grata, nutre sentimento por aquele ou aquela que o favoreceu de alguma forma.
Esse sentimento deve passar a permear sua relação com aquele que o favoreceu se transformando em ações práticas, caso contrário, essa demonstração de gratidão não será verdadeira.
Há muitas referências bíblicas relacionadas ao princípio da gratidão a Deus e às pessoas que nos fazem o bem.
√ - Os dez leprosos.
Gosto muito de ler e meditar nos milagres de Jesus. Todos eles são uma demonstração de poder e amor do Mestre por aqueles que necessitavam da sua bondade. Vemos também a reação das pessoas que recebiam dele algum milagre. Uma em especial, me chama a atenção, a cura dos dez leprosos de uma só vez. O episódio foi registrado por Lucas no Evangelho que leva o seu nome no capitulo (17.12).
Enquanto subia para Jerusalém, o Mestre foi abordado pelos dez leprosos. Conhecedores das restrições impostas pela lei de Moises, eles permaneceram a uma distância de aproximadamente vinte metros de Jesus e seus discípulos e de lá gritaram: “ Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós”. V.13.
Lucas informa que Jesus atravessou uma região aberta e fora das cidades de Samaria, por onde tinha passado. Ali haviam pequenas aldeias, construídas em sua maioria, por pessoas excluídas da convivência social, por motivos de saúde física ou religiosa.
Muitos moradores daquelas pequenas aldeias eram judeus, os quais, de alguma forma ou outra, já tinham sido participantes do culto e da religião judaica. Mas algo aconteceu em suas vidas, que as levaram ao isolamento e ao esquecimento por parte das autoridades religiosas de Jerusalém.
Praticamente ninguém passava pelo caminho que levava aquela aldeia de leprosos, pois, se ali entrassem, seriam considerados pelos judeus contaminados e impuros também, assim como os leprosos. Apesar dos riscos de contaminação, Jesus mudou o seu trajeto e passou propositalmente, pelo local, ao encontro daqueles que estavam abandonados e deixados às margens da sociedade, condenados à morte.
É interessante ver que os dez leprosos ao pararem longe de Jesus. Com isso, eles estavam cumprindo a lei, a qual, ordenava que pessoas leprosas se mantivessem a uma distância mínima de quinze metros.
Os dez leprosos, apesar de doentes, foram saídos um dia. Foram ensinados no caminho da lei e a conheciam muito bem. Certamente tinham família e amigos, no entanto, agora, ninguém podia ajuda-los. Por isso, andavam em grupos, assim, um cuidava do outro.
A discriminação que sofriam, e o sentimento da impureza física e espiritual de ser um pecador atingido por uma maldição divina, era um fardo pesado que tinham que carregar com muita tristeza e dor nos seus corações.
E quem sabia dos seus questionamentos qual erro haviam cometido para merecer tamanho castigo.  Eles seguiram todas as receitas, as prescrições rabínicas. Cumpriram todas as ações litúrgicas. Foram fiéis às teologias comportamentais, mas nenhuma oração dramática foi capaz de os livrar do fatídico destino da contaminação da terrível doença.
De modo que na aproximação de Jesus, eles mudam à sua usual forma de oração judaica, a qual, tantas vezes no passado recitaram (eles deixaram as formalidades da lei naquele momento) trocando-a por um pedido dramático e comovente:
Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. Lc.17.13.
O Mestre, ao vê-los em tão humilhante situação, move-se de intima compaixão por eles, e em seguida, profere uma profética palavra de fé, a qual, alcançaria a cura daqueles leprosos que acreditavam nele.
Para tanto, ele não precisou perto deles, para toca-los ou mesmo orar por eles, mas de onde estava Ele lhes disse: “ ...Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que indo eles, ficaram limpos”. Lc.17.14.
 » - Apenas um leproso curado voltou para agradecer a Jesus.
Enquanto os dez leprosos ainda se dirigiam para Jerusalém, em obediência à ordem de Jesus, se apresentarem aos sacerdotes, foram todos curados da lepra. Imagino a alegria deles. Nove deles, continuaram a viagem para Jerusalém, enquanto, um voltou para agradecer a Jesus pela cura. Ao encontrá-lo, caiu aos seus pés dando-lhe graças e glorificando a Deus. Impressionado, Jesus lhe perguntou:
Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar gloria a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: levanta-te e vai; a tua fé te salvou”. Lc.17.17-19.
Jesus já estava habituado à ingratidão humana, porém, demonstrou seu descontentamento com o proceder dos noves leprosos curados. No entanto, eles reassumiram sua religiosidade e deram maior preferência ao cumprimento da lei que a gratidão a Deus
Todos os dez leprosos estavam doentes, os quais, teriam o mesmo destino, a morte. Todos eles clamaram pela misericórdia e bondade de Jesus. Todos foram curados indistintamente, no entanto, só um voltou para agradecer.
Poucos são os que voltam para agradecer aquele ou aqueles que os favorecera. Me parece que essa tendência continua evidente nos dias atuais, infelizmente, se repedindo na vida das pessoas mal-agradecidas.  
» - Pessoas gratas são mais felizes.
Já estar provado, que pessoas gratas são mais felizes. A gratidão nos ajuda a valorizar as bênçãos recebidas e encontrar alegria nelas. Por outro lado, a ingratidão, destrói a alegria, mesmo quando somos muito abençoados. Isso ocorre porque nos concentramos naquilo que não temos, em vez de tudo o que Deus já fez por nós, gerando grande insatisfação.
Assim como temos muitos exemplos de gratidão registrados nas escrituras, temos também de ingratidão. Um deles foi protagonizado pelos israelitas no deserto, após serem libertos por Deus do cativeiro egípcio. Muitas vezes o Senhor realizou milagres extraordinários tanto no Egito quanto na caminhada pelo deserto, rumo à terra prometida. No entanto, na primeira oportunidade, eles murmuravam contra Deus e o seu líder Moises. Por causa de sua ingratidão, ficaram vagando pelo deserto por quarenta anos, até que todos morrerem. Nm.14.2-4.
A recomendação a bíblica dada a nós é que em vez de reclamar, devemos agradecer a Deus em tudo, mesmo nas horas mais difíceis da vida.  Em alguns salmos, os autores sacros começam relatando os seus problemas e agradecendo a Deus por eles, pois, sabiam que Ele podia mudar a situação e salva-lo. Ai a melodia muda e o Salmo fica muito mais alegre. Sl. 13.22, 28...
√ - Motivos para agradecer a Deus.
Temos muitos motivos para agradecer a Deus por tudo o que ele faz a nosso a favor. Podemos citar alguns exemplos, os quais, nos mostram a bondade soberana de Deus para conosco. A bondade é um dos seus atributos, o qual, não pode mudar.
» - A gratidão agrada a Deus. Fomos criados com o proposito principal de louvar ao Criador. E nessa condição, devemos sermos gratos a Ele, dando-lhe o louvor que lhe é devido. O louvor sincero agrada a Deus e a alegra o seu coração.  Sl.145.10.
» - Ser grato muda nossa mentalidade. Quando agradecemos pelas dadivas recebidas, aprendemos a valoriza-las e não damos tanto importância aos coisas ruins e desagradáveis. Ef.5.4.
» - Temos muitas razoes para agradecer a Deus. Temos a fé, a paz interior, a promessa de vida eterna e outras promessas e direitos, mesmo que todo o resto na vida pareça ruim, devemos dar graças ao Senhor. Ef.1.3-6.
» - Quando somos gratos, Deus nos abençoa. Deus concede suas bênçãos a quem sabe valoriza-las. Lc.19.26.
A gratidão é uma virtude rara nos dias atuais em muitos lugares.  Ou ela não existe e quando existe acaba logo. Poucas são as pessoas que tem consciência de agradecer e não trair quem lhes ajuda. Essas lições servem para duas coisas. Primeiro, quando alguém foi ingrato a você, acalme seu coração, pois esta é a regra. Segundo, não seja você mais um ingrato a povoar o planeta terra.  
Nunca seja desleal com quem estendeu a mão para você. Procure cumprir sua palavra e seus contratos e se algum momento isso não for possível, aja com transparência e clareza. Sente-se com quem você tem pendencias e aja de modo a que tudo seja decidido da forma mais positiva possível.
Falar mal dos outros, mover ações judiciais que de antemão já se sabe não ser justas, ou fazer algo que prejudique uma outra pessoa, são atitudes reprováveis. Além de gerarem um dano e um ônus moral, que podem prejudicar sua imagem perante a sociedade e as outras pessoas.
A gratidão a Deus e às pessoas que nos ajudam, deve ser renovável. Evite esquecer aqueles que ajudam você. O comum é que, com o tempo, as pessoas esqueçam quem lhes estendeu a mão. Procure agir de maneira diferente, tornando-se um profissional ou um cristão fora do comum, isso sem dúvida, agrada a Deus e faz de você uma pessoa melhor e confiável.