Páginas

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O TRIUNFO DO MESSIAS


A ascensão de Jesus no monte das Oliveiras em Jerusalem 

O TRIUNFO DO MESSIAS

            A ascensão de Jesus Cristo, narrado nos Evangelhos e em algumas epistolas paulinas, marca o fim da sua missão visível e terrena, quando o Verbo se fez carne e habitou entre nós. (Jo.1.14). Ela põe fim à convivência objetiva e familiar de Jesus com seus discípulos, até seu regresso no final dos tempos.
            A ascensão no Monte das Oliveiras, foi muito mais do que uma despedida do Mestre dos seus discípulos, mas a restauração da gloria que o Filho de Deus tinha antes da encarnação. No momento da ascensão, Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que estar acima de todo o nome humano e angelical, para que a Ele se dobre todo o joelho, dos que estão nos céus, na terra e debaixo dela (Inferno) e toda língua confesse que Ele é Senhor para a gloria de Deus Pai. Fl.2.9-11.  
A sua exaltação e glorificação, só foi possível após o cumprimento da missão entregue a Ele pelo próprio Deus. Ele a cumpriu fielmente, e foi “elevado aos céus e assentou-se à direita de Deus”. Mc.16.19. Sentar-se à direita de Deus, significa ocupar a posição de “Rei dos reis e Senhor dos senhores”.
Após a sua ascensão é fácil compreender o Salmo 110 atribuído ao Rei Davi, repetido séculos depois pelo próprio Jesus no Evangelho de Mateus: O Senhor disse ao meu Senhor: assenta-te à minha direita até que faça dos teus inimigos um estrado para os teus pés”. Mt.22.44.  
Os escritos do Novo Testamento indicam que o ato de “sentar-se à direita de Deus” significa a exaltação máxima de Jesus. Em seu primeiro discurso no dia de Pentecostes em Jerusalém, o apostolo Pedro declarou aos seus ouvintes: “Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo”. At.2.36.
Também ao se referir à ascensão de Jesus, o apostolo Paulo diz que: “Jesus está muito acima de governos e autoridades, poder e domínio, não apenas nesta era, mas também na que há de vir”. Ef.1.21.
Essa exaltação de Cristo não é estática mas dinâmica. O fim dos tempos virá quando Ele “entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder”. 1. Co.15.24. A rendição não estará completa “até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés”. 1. Co.15.25.  
Os inimigos que trata o texto de primeiro aos Coríntios, não são humanos, mas poderes cósmicos e invisíveis da maldade. Entre eles a morte, o ultimo inimigo a ser destruído. 1. Co.15.26. Os antigos cananeus entendiam ser a morte, um deus, cujo lábios interior toca a terra e o superior, o céu, de modo a engolir tudo. É por essa razão, que Bildade, “amigo” de Jó de se refere à morte como “o rei dos terrores”. Jó.18.14.Por isso, se vê o tamanho da autoridade de Jesus ao vencer e destruir a própria morte.
Ao ser elevado aos céus, Jesus Cristo estava com as mãos erguidas para abençoar os seus discípulos. Lc.24.51. Quando Ele desapareceu entre as nuvens, dois anjos mensageiros surgiram e anunciaram uma mensagem de esperança e fé aos discípulos e a nós também afirmando que: “Este Jesus que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir”. At.1.11.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário