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domingo, 20 de outubro de 2019

O PRINCIPIO DAS MÁS COMPANHIAS


O PRINCIPIO DAS MÁS COMPANHIAS

Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes. 1. Co.15.33.

            O princípio das más companhias, objeto de análise desse capitulo, é tão importante quanto as demais já abordadas. Tanto para a nossa meditação, reflexão e aprendizado. É bastante mencionada nas escrituras sagradas, sempre relacionada à má influência causada pelo comportamento das pessoas com quem nos relacionamos no dia-a-dia.
Há um importante adágio popular que diz: “Me diz com quem andas e te direi quem és”. Andar na companhia de pessoas inteligentes, nos fará mais inteligentes ainda, com pessoas educadas e éticas, certamente, seremos influenciados a agirmos da mesma forma, mas, quando andamos na companhia de um tolo, ignorante, desordeiro ou mau feitor, da mesma forma, seremos influenciados por ele para o mal.
Nesse caso, o melhor a fazer, é procurar nos relacionar com pessoas que possam nos inspirar e influenciar à pratica do bem, da ética, da justiça, da honestidade, da ordem e decência. Agindo dessa forma só teremos a crescer tanto, na vida profissional, espiritual e ministerial.
Uma boa definição para as más companhias é: “amizades ou parcerias que afetam negativamente nossas atitudes; atos ou bem-estar físico ou espiritual”.
Já está mais do que comprovado que podemos ser influenciados para o bem ou para mal pelas pessoas com quem nos relacionamos. Por isso, somos aconselhados a buscar sempre boas companhias: “Anda com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos sofre aflição”. Pv.13.20.
Se você deseja crescer profissionalmente, espiritualmente ou ministerialmente, ande com pessoas que sirvam de exemplo ou que compartilhe os seus sonhos e objetivos. Se as pessoas com quem você se relaciona não compartilharem dos seus sonhos, da sua fé e convicções a melhor coisa a fazer é evita-las, caso contrário, você será influenciado por elas e com o tempo, perder os seus princípios e convicções.
Na sua primeira carta, escrita aos cristãos de corinto, na Grécia antiga, no capitulo (15.33), o apostolo Paulo adverte: “ Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes”.
Entende-se por bons costumes um modelo habitual de agir que se estabelece pela repetição dos mesmos atos ou por tradição. Trata-se, portanto, de um habito, praticado por alguém. Pode ser também um princípio ensinado e seguido por uma pessoa, o qual, pode ser religioso, cultural, social ou até mesmo pessoal.
Ex: O meu avô costumava ir ao mercado todos os dias pela manhã. 
Quando começamos a andar com pessoas que não tem os mesmos costumes que os nossos, há uma tendência dela não os valorizar, mas pelo contrário, criticá-los e despreza-los. Com o tempo, a própria pessoa vai perdendo o interesse por eles e absolvendo os costumes do outro, ou seja, sendo corrompido pela má influência do parceiro ou parceira.  
A influência das más companhias, podem ser desastrosas às pessoas, lhes causando sérios prejuízos morais, sociais, espirituais e financeiros. O texto de Gálatas (3.7-9) relata bem esse princípio: “Quem vos impediu de obedecer a verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. Um pouco de fermento levada toda a massa”.
Aqui o apostolo Paulo chama a atenção dos cristãos da Galacia sobre os perigos causados pelas más companhias. Notemos que ele usa os termos impedir, persuasão e levedar. São três ações comuns praticadas por uma pessoa mal-intencionada.
Primeiro ela impede através de artimanhas, engando e influenciando as pessoas de obedecerem a Deus e a sua Palavra. Para tanto, utilizam-se de argumentos convincentes contrários aos que a pessoa acredita, levando-a desacreditar naquilo que aprendeu.
Com a persuasão não é diferente. A má companhia utiliza-se de um forte argumento a fim de convencer a pessoa a deixar de seguir os bons costumes e princípios que aprendeu e segue. Levando-a a negligencia-los.
O pior disso tudo, é que às vezes o efeito dessas más companhias atinge também outras pessoas próximas da que foi influenciada. Assim como o fermento usado em uma quantidade de massa de trigo, em pouco tempo, toda ela é contagiada, ficando totalmente fermentada.  
A má companhia é associada pela Palavra de Deus como sendo uma armadilha montada pelo inimigo a fim de desviar as pessoas dos bons princípios ensinados pela palavra de Deus. Esses perigos foram observados pelo próprio Deus, o qual, recomendou os israelitas evita-los. Entre as principais recomendações dadas aos israelitas, estão os seguintes:
» - Guardar de fazer aliança com os povos de Canaã, a fim de não servirem como tropeço. Ex.34.12.
» - Guardar-se de casar com as mulheres da terra, não perguntar pelos seus deuses e nem como eles os servem. Dt.12.30.
O Salmo (106.34-43) relata o não cumprimento dessas recomendações dadas por Deus, por isso, os israelitas tiveram muitos problemas com as más obras dos vizinhos cananeus, os quais, foram influenciados por eles e passaram a praticar os mesmos erros deles.
As más companhias podem nos induzir a transgredir as nossas convicções e princípios. Essa verdade é relatada várias vezes nas escrituras, principalmente em provérbios de Salomão.
√ - Amizades ruins podem nos induzir a transgredir nossas convicções.
Ninguém melhor do que as Sagradas Escrituras para revelar os efeitos causados pela influência das más companhias. Citaremos algumas delas, as quais, nos ajudarão a compreender a dimensão dos prejuízos causados por pessoas mal-intencionadas em qualquer área da nossa vida. 
» - O justo é cauteloso na amizade, mas o caminho dos ímpios os faz errar. Pv.12.26. Neste proverbio vemos que mesmo o justo sendo cauteloso nas escolhas de suas amizades, pode ser influenciado pelos ímpios. Na maioria das vezes, o justo acaba sendo influenciado pelo ímpio e não o contrário.
» - O homem violento engana o seu vizinho e o conduz por um caminho que não é bom. Pv.16.29. O caminho do homem violento não é bom, apesar disso, pode conduzir o seu vizinho bom pelo mesmo caminho. Um abismo chama o outro.
» - Não facas amizades com o iracundo, nem andes com o homem colérico, para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma. Pv.22.24-25. Somos aconselhados a não fazermos amizades com o homem iracundo a fim de não aprendermos o seu mau exemplo e se tornar um laço para a alma.
» - Um só pecador destrói muitos bons. Uma só pessoa ruim pode prejudicar muitas pessoas boas. É como diz o adagio popular: “Uma ovelha má, pode botar um rebanho a perder. E um pouco de fermento leveda toda a massa. (1 Co.5.6).
É preciso ter convicções firmes para nos afastar de amizades ímpias e infrutíferas. Isso implica está firmado nos ensinos da Palavra de Deus. Os que agem dessa forma, são reconhecidos como bem-aventurados, os quais, não andam no conselho dos ímpios e nem se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores. Sl.1.1.
Não devemos nos associar a um jugo desigual com os infiéis. Entendemos por jugo desigual, uma união espiritual entre um crente e um descrente. Um cristão e um ateu, ou entre duas pessoas que professam fé diferentes uma da outra, por exemplo. Com isso, elas não estão no mesmo nível de igualdade.
O jugo literalmente, é uma peça de madeira, a qual, une dois bois para trabalhar juntos arando a terra, chamada também de juntas de bois ou outro animal qualquer, como o cavalo e o burro. Assim, os dois trabalham em sintonia, partilhando o peso. Um jugo desigual distribui o peso de maneira errada e ocorre quando os bois são diferentes em tamanho e capacidade.
Na sua carta de Paulo aos Coríntios, o autor faz um importante relato alertando aos cristãos sobre os problemas causados em um jugo desigual. Nesse texto, o apostolo destaca pelo menos quatro diferenças, as quais, podem ocorrer em uma relação desigual.
1 – Justiça versos Maldade. Jesus veio para justificar o homem, tirando-o do domínio do pecado. Agora quem crê nele vive para a justiça, não para a maldade.
2 – Luz versos trevas. O pecado e a mentira existentes no mundo são frutos das trevas, mas a verdade de Jesus é luz, a qual, ilumina o caminho do justo.
3 – Cristo versos Belial. Belial é um dos nomes de Satanás, o adversário de Cristo. O cristão vive para Deus e não para o adversário.
4 – O crente versos o não crente. O cristão crê em Jesus, o descrente o rejeita.
5 – O templo de Deus versos os ídolos. O cristão tem Deus habitando no seu coração, por isso, é templo e morada do Espirito Santo, logo não pode adorar outros deuses.
√ - O jugo desigual no casamento. A ilustração do jugo desigual, às vezes é usado na Bíblia para destacar as dificuldades em um casamento entre um crente e um não crente, ou entre duas pessoas de crenças diferentes. No casamento, os dois precisam andar juntos e de acordo, partilhando o peso, pois a união não é apenas física, mas também espiritual.
Sabemos que duas pessoas, dificilmente, tem a mesma opinião sobre tudo, no entanto, precisa haver um entendimento a fim de chegarem a um consenso. Por isso, é importante estarem de acordo sobre assuntos fundamentais para a convivência pacifica e harmoniosa. Isto às vezes, exige em certo sacrifício; alguém precisa dar o braço a torcer.
Quando a relação se dá entre duas pessoas de fé diferente, ocorre um jugo desigual. Os dois vão puxar sempre para lados diferentes, cada um para a sua crença o que geralmente, gera muitos atritos e desentendimentos.
Afim de evitar tais transtornos, o certo é o cristão procurar se relacionar com uma pessoa da mesma fé que a sua. Que compartilhe o seu modo de viver, que pense e creia com igual. Assim, um apoiara o outro, principalmente, nos momentos de dificuldades. Se um cair, o outro ajuda a levantar.

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