O
PRINCIPIO DAS MÁS COMPANHIAS
Não vos enganeis. As más companhias
corrompem os bons costumes. 1. Co.15.33.
O princípio das más companhias,
objeto de análise desse capitulo, é tão importante quanto as demais já
abordadas. Tanto para a nossa meditação, reflexão e aprendizado. É bastante
mencionada nas escrituras sagradas, sempre relacionada à má influência causada
pelo comportamento das pessoas com quem nos relacionamos no dia-a-dia.
Há
um importante adágio popular que diz: “Me
diz com quem andas e te direi quem és”. Andar na companhia de pessoas
inteligentes, nos fará mais inteligentes ainda, com pessoas educadas e éticas,
certamente, seremos influenciados a agirmos da mesma forma, mas, quando andamos
na companhia de um tolo, ignorante, desordeiro ou mau feitor, da mesma forma,
seremos influenciados por ele para o mal.
Nesse
caso, o melhor a fazer, é procurar nos relacionar com pessoas que possam nos
inspirar e influenciar à pratica do bem, da ética, da justiça, da honestidade,
da ordem e decência. Agindo dessa forma só teremos a crescer tanto, na vida
profissional, espiritual e ministerial.
Uma
boa definição para as más companhias é: “amizades
ou parcerias que afetam negativamente nossas atitudes; atos ou bem-estar físico
ou espiritual”.
Já
está mais do que comprovado que podemos ser influenciados para o bem ou para
mal pelas pessoas com quem nos relacionamos. Por isso, somos aconselhados a
buscar sempre boas companhias: “Anda com
os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos sofre aflição”. Pv.13.20.
Se
você deseja crescer profissionalmente, espiritualmente ou ministerialmente, ande
com pessoas que sirvam de exemplo ou que compartilhe os seus sonhos e
objetivos. Se as pessoas com quem você se relaciona não compartilharem dos seus
sonhos, da sua fé e convicções a melhor coisa a fazer é evita-las, caso contrário,
você será influenciado por elas e com o tempo, perder os seus princípios e
convicções.
Na
sua primeira carta, escrita aos cristãos de corinto, na Grécia antiga, no
capitulo (15.33), o apostolo Paulo adverte: “ Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes”.
Entende-se
por bons costumes um modelo habitual
de agir que se estabelece pela repetição dos mesmos atos ou por tradição. Trata-se,
portanto, de um habito, praticado por alguém. Pode ser também um princípio ensinado
e seguido por uma pessoa, o qual, pode ser religioso, cultural, social ou até
mesmo pessoal.
Ex:
O meu avô costumava ir ao mercado todos
os dias pela manhã.
Quando
começamos a andar com pessoas que não tem os mesmos costumes que os nossos, há
uma tendência dela não os valorizar, mas pelo contrário, criticá-los e
despreza-los. Com o tempo, a própria pessoa vai perdendo o interesse por eles e
absolvendo os costumes do outro, ou seja, sendo corrompido pela má influência
do parceiro ou parceira.
A
influência das más companhias, podem ser desastrosas às pessoas, lhes causando
sérios prejuízos morais, sociais, espirituais e financeiros. O texto de Gálatas
(3.7-9) relata bem esse princípio: “Quem
vos impediu de obedecer a verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos
chamou. Um pouco de fermento levada toda a massa”.
Aqui
o apostolo Paulo chama a atenção dos cristãos da Galacia sobre os perigos
causados pelas más companhias. Notemos que ele usa os termos impedir, persuasão e levedar. São três
ações comuns praticadas por uma pessoa mal-intencionada.
Primeiro
ela impede através de artimanhas, engando e influenciando as pessoas de
obedecerem a Deus e a sua Palavra. Para tanto, utilizam-se de argumentos
convincentes contrários aos que a pessoa acredita, levando-a desacreditar
naquilo que aprendeu.
Com
a persuasão não é diferente. A má companhia utiliza-se de um forte argumento a
fim de convencer a pessoa a deixar de seguir os bons costumes e princípios que
aprendeu e segue. Levando-a a negligencia-los.
O
pior disso tudo, é que às vezes o efeito dessas más companhias atinge também
outras pessoas próximas da que foi influenciada. Assim como o fermento usado em
uma quantidade de massa de trigo, em pouco tempo, toda ela é contagiada,
ficando totalmente fermentada.
A
má companhia é associada pela Palavra de Deus como sendo uma armadilha montada
pelo inimigo a fim de desviar as pessoas dos bons princípios ensinados pela
palavra de Deus. Esses perigos foram observados pelo próprio Deus, o qual,
recomendou os israelitas evita-los. Entre as principais recomendações dadas aos
israelitas, estão os seguintes:
»
- Guardar de fazer aliança com os povos de Canaã, a fim de não servirem como
tropeço. Ex.34.12.
»
- Guardar-se de casar com as mulheres da terra, não perguntar pelos seus deuses
e nem como eles os servem. Dt.12.30.
O
Salmo (106.34-43) relata o não cumprimento dessas recomendações dadas por Deus,
por isso, os israelitas tiveram muitos problemas com as más obras dos vizinhos
cananeus, os quais, foram influenciados por eles e passaram a praticar os
mesmos erros deles.
As
más companhias podem nos induzir a transgredir as nossas convicções e
princípios. Essa verdade é relatada várias vezes nas escrituras, principalmente
em provérbios de Salomão.
√ - Amizades ruins podem nos induzir a
transgredir nossas convicções.
Ninguém
melhor do que as Sagradas Escrituras para revelar os efeitos causados pela influência
das más companhias. Citaremos algumas delas, as quais, nos ajudarão a
compreender a dimensão dos prejuízos causados por pessoas mal-intencionadas em
qualquer área da nossa vida.
»
- O justo é cauteloso na amizade, mas o
caminho dos ímpios os faz errar. Pv.12.26. Neste proverbio vemos que mesmo
o justo sendo cauteloso nas escolhas de suas amizades, pode ser influenciado
pelos ímpios. Na maioria das vezes, o justo acaba sendo influenciado pelo ímpio
e não o contrário.
»
- O homem violento engana o seu vizinho e
o conduz por um caminho que não é bom. Pv.16.29. O caminho do homem
violento não é bom, apesar disso, pode conduzir o seu vizinho bom pelo mesmo
caminho. Um abismo chama o outro.
»
- Não facas amizades com o iracundo, nem
andes com o homem colérico, para que não aprendas as suas veredas, e tomes um
laço para a tua alma. Pv.22.24-25. Somos aconselhados a não fazermos
amizades com o homem iracundo a fim de não aprendermos o seu mau exemplo e se
tornar um laço para a alma.
»
- Um só pecador destrói muitos bons. Uma
só pessoa ruim pode prejudicar muitas pessoas boas. É como diz o adagio
popular: “Uma ovelha má, pode botar um
rebanho a perder. E um pouco de
fermento leveda toda a massa. (1 Co.5.6).
É
preciso ter convicções firmes para nos afastar de amizades ímpias e
infrutíferas. Isso implica está firmado nos ensinos da Palavra de Deus. Os que
agem dessa forma, são reconhecidos como bem-aventurados, os quais, não andam no
conselho dos ímpios e nem se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na
roda dos escarnecedores. Sl.1.1.
Não
devemos nos associar a um jugo desigual com os infiéis. Entendemos por jugo desigual, uma união espiritual
entre um crente e um descrente. Um cristão e um ateu, ou entre duas pessoas que
professam fé diferentes uma da outra, por exemplo. Com isso, elas não estão no
mesmo nível de igualdade.
O
jugo literalmente, é uma peça de
madeira, a qual, une dois bois para trabalhar juntos arando a terra, chamada também
de juntas de bois ou outro animal qualquer, como o cavalo e o burro. Assim, os
dois trabalham em sintonia, partilhando o peso. Um jugo desigual distribui o
peso de maneira errada e ocorre quando os bois são diferentes em tamanho e
capacidade.
Na
sua carta de Paulo aos Coríntios, o autor faz um importante relato alertando
aos cristãos sobre os problemas causados em um jugo desigual. Nesse texto, o
apostolo destaca pelo menos quatro diferenças, as quais, podem ocorrer em uma
relação desigual.
1
– Justiça versos Maldade. Jesus veio
para justificar o homem, tirando-o do domínio do pecado. Agora quem crê nele
vive para a justiça, não para a maldade.
2
– Luz versos trevas. O pecado e a
mentira existentes no mundo são frutos das trevas, mas a verdade de Jesus é
luz, a qual, ilumina o caminho do justo.
3
– Cristo versos Belial. Belial é um
dos nomes de Satanás, o adversário de Cristo. O cristão vive para Deus e não
para o adversário.
4
– O crente versos o não crente. O
cristão crê em Jesus, o descrente o rejeita.
5
– O templo de Deus versos os ídolos. O
cristão tem Deus habitando no seu coração, por isso, é templo e morada do
Espirito Santo, logo não pode adorar outros deuses.
√ - O jugo desigual no casamento. A
ilustração do jugo desigual, às vezes é usado na Bíblia para destacar as
dificuldades em um casamento entre um crente e um não crente, ou entre duas
pessoas de crenças diferentes. No casamento, os dois precisam andar juntos e de
acordo, partilhando o peso, pois a união não é apenas física, mas também
espiritual.
Sabemos
que duas pessoas, dificilmente, tem a mesma opinião sobre tudo, no entanto,
precisa haver um entendimento a fim de chegarem a um consenso. Por isso, é
importante estarem de acordo sobre assuntos fundamentais para a convivência
pacifica e harmoniosa. Isto às vezes, exige em certo sacrifício; alguém precisa
dar o braço a torcer.
Quando
a relação se dá entre duas pessoas de fé diferente, ocorre um jugo desigual. Os
dois vão puxar sempre para lados diferentes, cada um para a sua crença o que
geralmente, gera muitos atritos e desentendimentos.
Afim
de evitar tais transtornos, o certo é o cristão procurar se relacionar com uma
pessoa da mesma fé que a sua. Que compartilhe o seu modo de viver, que pense e
creia com igual. Assim, um apoiara o outro, principalmente, nos momentos de
dificuldades. Se um cair, o outro ajuda a levantar.

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