O
PRINCIPIO DA UTILIDADE
Muito bom, servo bom e
fiel; no pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entre no gozo do teu
Senhor. Mt. 25.21.
O
princípio da utilidade mostra que todos nós podemos ser úteis de alguma forma
no Reino de Deus, ao próximo e à sociedade em que vicemos, no local onde
trabalhamos, na igreja, no lar ou na escola.
É
verdade que em todo lugar existem as pessoas que são mais inteligentes e
capazes do que outras. Há ainda aquelas que possuem mais experiências do que
outras, no entanto, todas indistintamente, dentro de suas habilidades,
competências e peculiaridades, podem contribuir com a instituição, organização
ou grupo ao qual participa.
Apesar
disso, há aqueles que por negligencia, inveja ou medo, não exercem sua função a
contento como deveria. Esse tipo de atitude, é visto na Bíblia como pecado da
omissão. Pecados não são apenas atos praticados por alguém, mas também quando
nos omitimos de praticar algo bom que podemos e não o fazemos. Isso é um peado
grave.
Tiago
Diz: “Pensem nisso, pois: Quem sabe que
deve fazer o bem e não o faz, comete pecado”. Tg.4.17.
Ser
útil é uma determinação bíblica. Você pode segui-la por uma questão de
consciência para não pecar, ou simplesmente porque deseja se um bom
profissional ou um bom cristão.
Muitos
cometem o pecado da omissão por acharem erroneamente não precisarem de ninguém.
Escolhem o isolamento, talvez por timidez ou mesmo por orgulho. Com isso,
estabelecem precocemente, um limite para o seu desenvolvimento profissional,
ministerial ou espiritual.
Jesus
tinha um pensamento totalmente contrário ao orgulho e ao isolamento. Para Ele, se alguém quisesse ser o primeiro, deveria
ser o último e servo de todos. Mc.9.35. Se tornar servo de todos, aqui pode
ser entendido como ser útil a todos. Para
ser o primeiro, precisa aprender a ser o último. Para liderar os outros,
precisa ser liderado primeiro.
O
princípio da utilidade estar relacionado também à confiança e à progressão espiritual e ministerial ou funcional. Na
parábola dos talentos citada na abertura desse capitulo, Jesus menciona o princípio
da produtividade fortalecida pela confiança e a habilidade do servo fiel e
inteligente na busca da produtividade dos talentos que recebera do seu Senhor.
O
Senhor, dono de uma grande propriedade, antes de viajar, chamou três dos seus
servos de confiança e lhes entregou certa quantidade de dinheiro. Para um, ele
entregou cinco talentos, para os outros dois talentos e para o terceiro um
talento conforme a capacidade administrativa de cada um deles. Para os três ele
deu as mesmas orientações, ou seja, eles deveriam negociar com os talentos recebidos e quando, ele voltasse, queria
os seus talentos de volta.
O
que recebera cinco talentos, usou toda a sua sabedoria e habilidade para os
negócios e logo, conseguiu dobrar o valor do dinheiro recebido. O que recebera
dois talentos, fez o mesmo, em pouco tempo, já tinha quatro talentos. Já o que
recebera um talento, ficou muito chateado, se sentindo injustiçado por ter
recebido menos que os demais. Por isso, cavou um buraco no quintal, e enterrou
o único talento que tinha recebido.
Passado
algum tempo, o senhor dos servos e dono dos talentos voltou os chamou para
prestar contas. O que recebera cinco talentos disse: “ Senhor, tu me destes cinco talentos, com eles eu ganhei mais cinco.
Aqui este o que é teu”. Feliz por ver a dedicação e competência do servo, o
senhor lhe disse: “Muito bom ser bom
fiel, sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra para o gozo
do teu senhor”. Mt.25.21.
O
que recebera dois talentos, agiu da mesma forma. Também se aproximando disse ao
seu senhor: “ Me entregastes dois
talentos, com eles ganhei mais dois. Aqui está o que é teu”. Surpreso, o
senhor o elogiou repetindo as mesmas palavras que disse ao primeiro: “Muito bom ser bom fiel, sobre o pouco foste
fiel, sobre o muito te colocarei; entra para o gozo do teu senhor”.
O
que recebera apenas um talento, desconfiado e ainda chateado, também compareceu
perante o seu senhor. No entanto, querendo se justificar, alegou achar ter sido
injustiçado por ter recebido menos que os demais. Além disso, sabia que o seu
senhor era um homem duro que colhia onde não plantava, por isso, cavou um
buraco no seu quintal e enterrou o talento.
Indignado,
o senhor lhe disse: “ Mau e negligente
servo, eu poderia ter dado esse talento ao que recebera cinco e receberia com
juros. Pegai-o e lançai-o nas trevas interiores, ali haverá pranto e ranger de
dentes”.
A
diferença entre os servos não estava unicamente na quantidade de talentos
recebidos, mas na atitude, responsabilidade e habilidade de cada um tinha para
negociar com eles. A visão que cada um tinha de negócios. Visão de crescimento.
Visão de reino.
O
senhor não foi injusto com nenhum dos três servos ao lhe entregar quantidades
diferentes de talentos. Mas pelo contrário, ele entregou a cada um segundo a
sua capacidade. Se ele tivesse entregue
os cinco talentos ao que recebera um, certamente o prejuízo seria muito maior.
O
primeiro e o segundo servo, foram capazes de produzir cem por cento do valor
dos talentos recebidos. Enquanto o terceiro, além de não ser capaz de produzir
nada ainda enterrou o talento e para se justificar por sua incapacidade, tentou
acusar o seu senhor, dono do talento e dele próprio.
Como
punição pela sua negligencia, o servo rebelde pagou um alto preço. Além de
perder o talento que recebera, foi reprendido publicamente, e lançado as trevas
interiores onde foi sofrer pela sua omissão.
Outra
lição importante que aprendemos dessa parábola contada por Jesus, é que os que
são capazes de negociar bem com os talentos recebidos pelo Senhor, sendo fiel
no pouco, receberá muito mais e ainda desfrutará das benecias do Reino dos
céus. Entra para o gozo do teu senhor. Por outro lado, para os que são
negligentes, com os, talentos recebidos, perderão até o pouco que tinham e
sofrerá pela eternidade pela desobediência e negligencia com as coisas de Deus.
Esse
importante princípio, quando aplicado na vida profissional, quantos empregados
desejam ser fieis no pouco. A maioria
fica à espera de uma promoção para só então mostrar a sua capacidade e
dedicação. É logico, que aquele que não é fiel no pouco jamais será no muito.
√ - Talento enterrado significa prejuízo
e perda de tempo.
O
princípio da utilidade estar relacionado ao talento. Um bom profissional, um
bom obreiro, precisa ter certeza de quantos talentos possui, afim de
exercita-lo de forma eficiente e inteligente.
O
termo talento tem origem no latim talentum, o qual, estar relacionado à
aptidão ou à inteligência. Trata-se da capacidade para exercer uma determinada
ocupação ou para desempenhar uma determinada atividade. O talento tende a estar
associado à habilidade inata e à criação, embora também possa se desenvolver
com a pratica e o treino.
Há
diferença entre dom e talento. Apesar de serem geralmente, empregados de forma
semelhante. Eles têm significados diferentes. O termo dom também tem origem no latim donus
e significa dadiva, presente. Nessa perspectiva, trata-se de uma capacidade
natural ou sobrenatural para alguém desempenhar com destreza e maestria
determinada tarefa.
A
pesar de ser muito parecido com o dom em
definição, o talento, se distingue por
ser justamente uma habilidade que pode ser desenvolvida ou aperfeiçoada.
Trata-se de um gosto pessoal, uma aptidão, uma predisposição espontânea a
determinada área, que atinge sua plenitude por meio de treino, disciplina e
perseverança. Nesse sentido, ser bom ou muito bom em determinada área só
depende de você.
Um
dos maiores desafios das pessoas geralmente, é saber qual é o seu dom ou
talento de verdade. O autoconhecimento do seu dom ou talento é fundamental, o
qual, lhe permitirá identificar a carreira ou a tarefa a desempenhar. Assim,
você se sentirá mais seguro, realizará as tarefas com maestria e superará os
obstáculos.
Uma
dica importante para saber qual é o nosso talento é descobrir o que faz bem e
gosta de fazê-lo. Na igreja ou na
empresa onde trabalha. Uma vez descoberta, concentre-se nela, e procure
melhorar, aperfeiçoa-la, seja através da busca de conhecimento a respeito,
pesquisa, cursos de capacitação e principalmente, pratica-la constantemente.
A
busca pelo conhecimento unido ao treinamento e à pratica, o levará ao sucesso
no desempenho do seu talento. Com o tempo, você será um bom profissional,
pregador, cantor, Professor etc. com um pouco mais de esforço e dedicação, poderá
chegar a excelência na sua área de atuação. Nessa se tornará indispensável no
seu local de trabalho.
As
igrejas estão cheias de pessoas talentosas, no entanto, muitos ainda não
descobriram de fato, suas habilidades inatas e sobrenaturais. Outras, até
sabem, no entanto, a falta de oportunidade ou até mesmo a indisposição em
buscar aperfeiçoa-se e adquiri experiência, faz com que o desempenhe
timidamente ou o enterre como fez o servo negligente da parábola dos talentos.
Tanto
os dons quanto os talentos, são importantes para o crescimento pessoal das
pessoas que precisam deles. Assim, todo e qualquer dom ou talento que possuímos
não servem apenas para a nossa satisfação pessoal, mas também para as outras
pessoas.
Há
na Bíblia Sagrada muitas referências falando sobre os dons espirituais, sua
origem, distribuição, forma de utilização e finalidades. Podemos citar como
exemplo (1.Pe.4.10). Que diz: “Servi uns
aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da
multiforme graça de Deus”.
Aqui,
assim como em outros textos sagrados, fica claro uma das finalidades dos dons
espirituais, assim como a sua origem. Todos os dons espirituais, são concedidos
por Deus e distribuídos pelo Espirito Santo à igreja sempre com o objetivo de modificá-la
e não para uso pessoal de quem os possui. Até porque o dom ou os dons não são
da pessoa, mas de Deus, o qual, os dá a quem quer, e quando quer, assim, pode
também quando quiser e for necessário, como fez com o servo negligente da
parábola dos talentos.
Outro
que deixa claro as finalidades dos dons espirituais é (Ef.4.10-13). Nele, o
autor relaciona os dons “ministeriais” os
quais, assim como os dons “espirituais” são
concedidos por Deus com as mesmas finalidades; ou seja, o “aperfeiçoamento” dos santos e para o desempenho do serviço e
edificação do corpo de Cristo, a igreja.
Paulo
recomenda ao seu filho na fé Timóteo despertar
o dom que havia nele, o qual, lhe fora dado pela imposição das mãos do
presbitério. (2. Tm1.6). Talvez o jovem ministro possuísse um dom ministerial
ou espiritual e ainda não tivesse atentado para sua importância, com isso,
estava deixando de crescer espiritualmente bem como de edificar a igreja de
Cristo, a qual pastoreava.
Com
a finalidade de desperta-lo, Paulo o aconselha a despertar o dom que havia
nele, o qual, tinha sido dado por Deus. Assim, como o jovem Timóteo, nós
cristãos somos enxertados a também despertar o dom que há em nós bem utiliza-lo
de forma correta e eficiente na edificação de igreja do Senhor.
Não
devemos jamais enterrar ou deixar adormecido os dons ou talentos que nos
são dados por Deus, pois sempre que ele os concede a alguém é porque sabe que
temos condições de usá-lo de forma correta, para o nosso bem, do próximo e da
igreja.
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