Páginas

terça-feira, 22 de outubro de 2019

O PRINCIPIO DA UTILIDADE


O PRINCIPIO DA UTILIDADE

Muito bom, servo bom e fiel; no pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entre no gozo do teu Senhor. Mt. 25.21.

O princípio da utilidade mostra que todos nós podemos ser úteis de alguma forma no Reino de Deus, ao próximo e à sociedade em que vicemos, no local onde trabalhamos, na igreja, no lar ou na escola.
É verdade que em todo lugar existem as pessoas que são mais inteligentes e capazes do que outras. Há ainda aquelas que possuem mais experiências do que outras, no entanto, todas indistintamente, dentro de suas habilidades, competências e peculiaridades, podem contribuir com a instituição, organização ou grupo ao qual participa.
Apesar disso, há aqueles que por negligencia, inveja ou medo, não exercem sua função a contento como deveria. Esse tipo de atitude, é visto na Bíblia como pecado da omissão. Pecados não são apenas atos praticados por alguém, mas também quando nos omitimos de praticar algo bom que podemos e não o fazemos. Isso é um peado grave.
Tiago Diz: “Pensem nisso, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado”. Tg.4.17.
Ser útil é uma determinação bíblica. Você pode segui-la por uma questão de consciência para não pecar, ou simplesmente porque deseja se um bom profissional ou um bom cristão.
Muitos cometem o pecado da omissão por acharem erroneamente não precisarem de ninguém. Escolhem o isolamento, talvez por timidez ou mesmo por orgulho. Com isso, estabelecem precocemente, um limite para o seu desenvolvimento profissional, ministerial ou espiritual.
Jesus tinha um pensamento totalmente contrário ao orgulho e ao isolamento. Para Ele, se alguém quisesse ser o primeiro, deveria ser o último e servo de todos. Mc.9.35. Se tornar servo de todos, aqui pode ser entendido como ser útil a todos. Para ser o primeiro, precisa aprender a ser o último. Para liderar os outros, precisa ser liderado primeiro.
O princípio da utilidade estar relacionado também à confiança e à progressão espiritual e ministerial ou funcional. Na parábola dos talentos citada na abertura desse capitulo, Jesus menciona o princípio da produtividade fortalecida pela confiança e a habilidade do servo fiel e inteligente na busca da produtividade dos talentos que recebera do seu Senhor.
O Senhor, dono de uma grande propriedade, antes de viajar, chamou três dos seus servos de confiança e lhes entregou certa quantidade de dinheiro. Para um, ele entregou cinco talentos, para os outros dois talentos e para o terceiro um talento conforme a capacidade administrativa de cada um deles. Para os três ele deu as mesmas orientações, ou seja, eles deveriam negociar com os talentos recebidos e quando, ele voltasse, queria os seus talentos de volta.
O que recebera cinco talentos, usou toda a sua sabedoria e habilidade para os negócios e logo, conseguiu dobrar o valor do dinheiro recebido. O que recebera dois talentos, fez o mesmo, em pouco tempo, já tinha quatro talentos. Já o que recebera um talento, ficou muito chateado, se sentindo injustiçado por ter recebido menos que os demais. Por isso, cavou um buraco no quintal, e enterrou o único talento que tinha recebido.  
Passado algum tempo, o senhor dos servos e dono dos talentos voltou os chamou para prestar contas. O que recebera cinco talentos disse: “ Senhor, tu me destes cinco talentos, com eles eu ganhei mais cinco. Aqui este o que é teu”. Feliz por ver a dedicação e competência do servo, o senhor lhe disse: “Muito bom ser bom fiel, sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra para o gozo do teu senhor”. Mt.25.21.
O que recebera dois talentos, agiu da mesma forma. Também se aproximando disse ao seu senhor: “ Me entregastes dois talentos, com eles ganhei mais dois. Aqui está o que é teu”. Surpreso, o senhor o elogiou repetindo as mesmas palavras que disse ao primeiro: “Muito bom ser bom fiel, sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra para o gozo do teu senhor”.
O que recebera apenas um talento, desconfiado e ainda chateado, também compareceu perante o seu senhor. No entanto, querendo se justificar, alegou achar ter sido injustiçado por ter recebido menos que os demais. Além disso, sabia que o seu senhor era um homem duro que colhia onde não plantava, por isso, cavou um buraco no seu quintal e enterrou o talento.
Indignado, o senhor lhe disse: “ Mau e negligente servo, eu poderia ter dado esse talento ao que recebera cinco e receberia com juros. Pegai-o e lançai-o nas trevas interiores, ali haverá pranto e ranger de dentes”.
A diferença entre os servos não estava unicamente na quantidade de talentos recebidos, mas na atitude, responsabilidade e habilidade de cada um tinha para negociar com eles. A visão que cada um tinha de negócios. Visão de crescimento. Visão de reino.
O senhor não foi injusto com nenhum dos três servos ao lhe entregar quantidades diferentes de talentos. Mas pelo contrário, ele entregou a cada um segundo a sua capacidade.  Se ele tivesse entregue os cinco talentos ao que recebera um, certamente o prejuízo seria muito maior.
O primeiro e o segundo servo, foram capazes de produzir cem por cento do valor dos talentos recebidos. Enquanto o terceiro, além de não ser capaz de produzir nada ainda enterrou o talento e para se justificar por sua incapacidade, tentou acusar o seu senhor, dono do talento e dele próprio.
Como punição pela sua negligencia, o servo rebelde pagou um alto preço. Além de perder o talento que recebera, foi reprendido publicamente, e lançado as trevas interiores onde foi sofrer pela sua omissão.
Outra lição importante que aprendemos dessa parábola contada por Jesus, é que os que são capazes de negociar bem com os talentos recebidos pelo Senhor, sendo fiel no pouco, receberá muito mais e ainda desfrutará das benecias do Reino dos céus. Entra para o gozo do teu senhor. Por outro lado, para os que são negligentes, com os, talentos recebidos, perderão até o pouco que tinham e sofrerá pela eternidade pela desobediência e negligencia com as coisas de Deus.
Esse importante princípio, quando aplicado na vida profissional, quantos empregados desejam ser fieis no pouco. A maioria fica à espera de uma promoção para só então mostrar a sua capacidade e dedicação. É logico, que aquele que não é fiel no pouco jamais será no muito.
√ - Talento enterrado significa prejuízo e perda de tempo.
O princípio da utilidade estar relacionado ao talento. Um bom profissional, um bom obreiro, precisa ter certeza de quantos talentos possui, afim de exercita-lo de forma eficiente e inteligente.
O termo talento tem origem no latim talentum, o qual, estar relacionado à aptidão ou à inteligência. Trata-se da capacidade para exercer uma determinada ocupação ou para desempenhar uma determinada atividade. O talento tende a estar associado à habilidade inata e à criação, embora também possa se desenvolver com a pratica e o treino.
Há diferença entre dom e talento. Apesar de serem geralmente, empregados de forma semelhante. Eles têm significados diferentes. O termo dom também tem origem no latim donus e significa dadiva, presente. Nessa perspectiva, trata-se de uma capacidade natural ou sobrenatural para alguém desempenhar com destreza e maestria determinada tarefa.
A pesar de ser muito parecido com o dom em definição, o talento, se distingue por ser justamente uma habilidade que pode ser desenvolvida ou aperfeiçoada. Trata-se de um gosto pessoal, uma aptidão, uma predisposição espontânea a determinada área, que atinge sua plenitude por meio de treino, disciplina e perseverança. Nesse sentido, ser bom ou muito bom em determinada área só depende de você.
Um dos maiores desafios das pessoas geralmente, é saber qual é o seu dom ou talento de verdade. O autoconhecimento do seu dom ou talento é fundamental, o qual, lhe permitirá identificar a carreira ou a tarefa a desempenhar. Assim, você se sentirá mais seguro, realizará as tarefas com maestria e superará os obstáculos.
Uma dica importante para saber qual é o nosso talento é descobrir o que faz bem e gosta de fazê-lo.  Na igreja ou na empresa onde trabalha. Uma vez descoberta, concentre-se nela, e procure melhorar, aperfeiçoa-la, seja através da busca de conhecimento a respeito, pesquisa, cursos de capacitação e principalmente, pratica-la constantemente.
A busca pelo conhecimento unido ao treinamento e à pratica, o levará ao sucesso no desempenho do seu talento. Com o tempo, você será um bom profissional, pregador, cantor, Professor etc. com um pouco mais de esforço e dedicação, poderá chegar a excelência na sua área de atuação. Nessa se tornará indispensável no seu local de trabalho.
As igrejas estão cheias de pessoas talentosas, no entanto, muitos ainda não descobriram de fato, suas habilidades inatas e sobrenaturais. Outras, até sabem, no entanto, a falta de oportunidade ou até mesmo a indisposição em buscar aperfeiçoa-se e adquiri experiência, faz com que o desempenhe timidamente ou o enterre como fez o servo negligente da parábola dos talentos.  
Tanto os dons quanto os talentos, são importantes para o crescimento pessoal das pessoas que precisam deles. Assim, todo e qualquer dom ou talento que possuímos não servem apenas para a nossa satisfação pessoal, mas também para as outras pessoas.
Há na Bíblia Sagrada muitas referências falando sobre os dons espirituais, sua origem, distribuição, forma de utilização e finalidades. Podemos citar como exemplo (1.Pe.4.10). Que diz: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.
Aqui, assim como em outros textos sagrados, fica claro uma das finalidades dos dons espirituais, assim como a sua origem. Todos os dons espirituais, são concedidos por Deus e distribuídos pelo Espirito Santo à igreja sempre com o objetivo de modificá-la e não para uso pessoal de quem os possui. Até porque o dom ou os dons não são da pessoa, mas de Deus, o qual, os dá a quem quer, e quando quer, assim, pode também quando quiser e for necessário, como fez com o servo negligente da parábola dos talentos.
Outro que deixa claro as finalidades dos dons espirituais é (Ef.4.10-13). Nele, o autor relaciona os dons “ministeriais” os quais, assim como os dons “espirituais” são concedidos por Deus com as mesmas finalidades; ou seja, o “aperfeiçoamento” dos santos e para o desempenho do serviço e edificação do corpo de Cristo, a igreja.
Paulo recomenda ao seu filho na fé Timóteo despertar o dom que havia nele, o qual, lhe fora dado pela imposição das mãos do presbitério. (2. Tm1.6). Talvez o jovem ministro possuísse um dom ministerial ou espiritual e ainda não tivesse atentado para sua importância, com isso, estava deixando de crescer espiritualmente bem como de edificar a igreja de Cristo, a qual pastoreava.
Com a finalidade de desperta-lo, Paulo o aconselha a despertar o dom que havia nele, o qual, tinha sido dado por Deus. Assim, como o jovem Timóteo, nós cristãos somos enxertados a também despertar o dom que há em nós bem utiliza-lo de forma correta e eficiente na edificação de igreja do Senhor.
Não devemos jamais enterrar ou deixar adormecido os dons ou talentos que nos são dados por Deus, pois sempre que ele os concede a alguém é porque sabe que temos condições de usá-lo de forma correta, para o nosso bem, do próximo e da igreja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário