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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O PRINCIPIO DA SABEDORIA


O PRINCIPIO DA SABEDORIA

            Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. Mais preciosa é do que rubis; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela. Pv.3.13,15.

A sabedoria é a base para chegar à conquista dos nossos objetivos e a inteligência para decidir o que se quer e como chegar lá. Sabedoria e inteligência precisam andar juntas, uma completa a outra.
Sabedoria no sentido mais amplo, pode ser definida como a característica de uma pessoa sabia, datada de um conhecimento extenso e profundo de várias áreas ou de um tópico em particular. Pode ser também o indicativo de uma pessoa instruída que possui juízo, bom senso e se comporta com retidão. Ela pode vir de várias fontes tais como. A sabedoria divina por exemplo, é aquela proveniente de Deus.
Já a inteligência a que tratamos nesse capítulo, não é inata e nem privilegio de gênios, mas está disponível para todos, e depende da predisposição que cada um tem em busca-la. Você e eu podemos ser sábios desde que estejamos dispostos a pagar um preço para obter tal conhecimento e colocá-lo em pratica.  
No texto citado na abertura desse capitulo, o sábio Salomão, nos ensina que o investimento em conhecimento é mais importante do que em ouro, prata e pedras preciosas. A busca pela sabedoria deve ser uma constante em nossa vida.
A sabedoria do ponto de vista bíblico e divino, é uma dadiva concedida por Deus aos homens. É bem-aventurado a pessoa que acha sabedoria e adquire conhecimento e a utiliza para a pratica do bem.
A pessoa sabia tem mais tempo de vida; riquezas e honra. (Pv.3.17-18). Uma análise mais profunda dos ensinamentos do sábio Salomão, sob a inspiração de Deus a respeito da sabedoria, iremos perceber que ele a classificou em três níveis diferentes, ou degraus, os quais, devem ser escalados por aqueles que a buscam.
√ - Primeiro degrau da sabedoria – saber que valores seguir.
Agir com sabedoria assegura o sucesso. Ec.10.10.
Esse primeiro degrau da sabedoria apresentado por Salomão em Eclesiastes, a trata de um modo geral e mais filosófico, ou seja, saber o quer, fazer escolhas sobre o caminho a seguir e como buscar a felicidade e o equilíbrio. Está intimamente relacionado com os nossos princípios e valores, os quais, elegemos para seguir.
Nosso sistema de crenças e valores é formado ao longo da vida, pela soma de nossas experiências pessoais e daquilo que nos é transmitido pelos nossos pais, pela igreja, pelos Professores e por pessoas que admiramos. O meio social e a cultura de onde vivemos também pode ter grande poder de influência sobre os nossos valores. Os meios de comunicação também podem influenciar as pessoas de forma positiva ou negativa.
Nossos pensamentos e atitudes refletem nosso sistema de valores. Esses princípios direcionam nossas escolhas e como decorrência logica, definem não só os resultados que obtemos como também nosso potencial para alcançarmos os nossos objetivos.
No texto citado acima, o sábio Salomão afirma que agir com sabedoria assegura o sucesso. Isto significa agir sabendo o que queremos na hora de tomar uma decisão importante.  A segurança nas decisões nos leva aonde queremos chegar, seja na vida profissional, espiritual, social ou familiar.
Atitudes firmes nos leva aos resultados positivos, às conquistas e por fim, ao sucesso almejado. Esse princípio é denominado na Bíblia de fé. Através dela tudo se torna possível. Nada é impossível para Deus e consequentemente, para os que creem nele e no seu poder.
√ - Segundo degrau da sabedoria – Saber trabalhar. Ide aprender. Mt.9.13.
Ninguém nasce sabendo de tudo, pronto e acabado. O aprendizado é um processo que dura a vida inteira. Isto requer tempo, dedicação, busca constante, leitura e pesquisa, bem com querer aprender. Muitas pessoas não aprendem simplesmente por não querer aprender. Preferem permanecer na ignorância e no anonimato, ou simplesmente, contentam-se com o que já tem.
Jesus, o nosso maior exemplo de sabedoria e conhecimento, ensinou aos cristãos buscarem o conhecimento constante ao recomendar: examinai as escrituras, pois são elas que testificam de mim. Em outro texto não menos importante ele diz: examinai tudo e retendes o que é bom.  
Já em Mateus (9.13) ele recomenda os líderes religiosos da época a “irem aprender...” o que significa misericórdia quero e não sacrifício, uma referência direta a Oseias (6.6). Quando Deus recomendava aos judeus do passado a exercitarem a misericórdia e não sacrifícios, ao contrário daquilo que determinava a leis cerimoniais ditadas por Moises.
Aprender requer trabalho, não pode haver aprendizado se não houver trabalho, determinação e predisposição para tal. O segundo degrau da sabedoria é portanto, um convite a todos a nós a “ir aprender”.
Quando falamos de trabalho mais especificamente, estamos falando também de competência e habilidade. Essas duas virtudes precisam andar juntas, na vida da pessoa que pretende sair do obvio e alcançar o sucesso, material, profissional, ministerial e espiritual.
Em Provérbios (2.29), o autor relata bem essa verdade ao afirmar: você conhece alguém que faz bem o seu trabalho? Saiba que ele é melhor do que a maioria e merece estar na companhia dos reis.

Quem sabe trabalhar bem é hábil, perito, diligente, dedicado...certamente irá para o topo, trabalhará para reis, para os melhores, para os que pagarem melhor. O estudante hábil, perito, inteligente tirará as melhores notas, conseguirá as melhores bolsas, passará nos melhores concursos públicos e seleções.

√ - Terceiro degrau da sabedoria – Conhecer a fundo o que interessa saber.
Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos. Pv.27.23.
Conhecer o estado das ovelhas se refere a um grau de saber mais profundo a respeito dos outros ou de alguma coisa. Você já se perguntou alguma vez quem é a “ovelha” que lhe interessa. Quem são as pessoas ou coisas, as quais, você precisa de informações mais detalhadas? Você conhece as pessoas com quem lida? O negócio que deseja iniciar? A sua “ovelha” pode ser as pessoas que você lidera ou que lidera você.
√ - As sete colunas da sabedoria. Pv.9.1.
Ainda analisando os provérbios do sábio Salomão, no capitulo nove, metaforicamente, ele menciona um banque e organizado pela sabedoria e no versículo um mais especificamente, ela (a sabedoria) edificou a sua casa sobre sete colunas. Procuraremos a seguir, conhecer cada uma delas e sua importância para o nosso aprendizado diário bem como para a nossa relação com Deus e próximo.

O autor não apesenta de forma clara a relação ou ordem das sete colunas da sabedoria, no entanto, diz que a a sabedoria edificou sua casa sobre as sete colunas. Os nomes dessas colunas podem mudar dependendo da interpretação que se faça em relação as elas. Por isso, há divergências entres os teóricos a respeito dos seus nomes e ordem em que são apresentadas. As classificaremos na ordem que achamos mais apropriada para o nosso melhor entendimento.
» - Primeira coluna – O temor do Senhor.
O temor do Senhor ó princípio da sabedoria (Pv.1.7). Temer a Deus não significa ter medo, mas respeito ao seu poder e sabedoria. Esse profundo respeito e amor nos leva a obedecer a sua Palavra.
Há vários textos nas sagradas escrituras abordando o temor (respeito) a Deus como sendo o princípio da sabedoria. A pessoa que teme a Deus é feliz e levam uma vida consagrada. Através da oração, da leitura da Palavra, da consagração e do louvor. Praticas estas, que fortalece a nossa comunhão com o Criador. O temor do Senhor é apresentado ainda na Bíblia como sendo:
- Santo. Sl.111.10.
- Puro. Sl. 19.9.
- Prolonga a vida. Pv.19.3.
- Dá conhecimento. Pv.1.7.
Já foi dita que toda sabedoria vem de Deus. Ele quer o nosso bem e por isso, nos deu mandamentos sábios para seguir e obedecer. Quem respeita Deus obedece aos seus mandamentos. Quando tememos a deus adquirimos sabedoria.
» - Segunda coluna – A Misericórdia. (Lm.3.22,23).
As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renova-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Lm.3.22,23.  
A misericórdia pode ser definida como o sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça; dó; compaixão; piedade.
A misericórdia deve ser um sentimento constante na vida do cristão. Devemos não apenas praticá-la como também incentivar as pessoas a fazerem o mesmo. Jesus nos recomenda a sermos misericordiosos, como o nosso Pai celestial também o é. Lc.6.36.
A parábola do bom Samaritano contada por Jesus aos seus discípulos é bom exemplo do exercício da misericórdia em nossas vidas. Não podemos agir como o levita e o sacerdote que deixaram o homem ferido à beira do caminho, mas como o bom samaritano, que lhe socorreu, curou as feridas, o levou para um lugar seguro, lhe deu assistência e pagou todas as despesas. 
A misericórdia de Deus estende-se de geração a geração sobre aqueles que o temem. (Lc.1.50); Bem-aventurados são os misericordiosos, pois, eles alcançarão misericórdia. (Mt.5.7). O juízo de Deus será sem misericórdia para com aqueles que não usam de misericórdia. (Tg.2.3). A sabedoria que vem de Deus é pura, pacifica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos. (Tg.3.17).

» - Terceira colunaA confiança. Hb.10.35.
A confiança em Deus é a terceira coluna da sabedoria. Muitos são os que já perderam a confiança em Deus. Andam tristes, desanimados, abatidos, cabisbaixos e sem forças de buscar o Senhor. Logo se desesperam e enfraquecem na fé, porque querem receber bênçãos no seu tempo e não no tempo de Deus.
O Profeta Jeremias ao falar sobre a confiança em Deus afirma que bendito é o homem ou mulher que confia no senhor e cuja esperança é o Senhor. (Jeremias. 17.7). Confiar inteiramente em Deus e na força do seu poder, é visto como bendito por ele.
Confiar em Deus não é mérito, mas acreditar que conseguiremos desenvolver tudo o que precisamos para agradá-lo, porque ele mesmo é o que nos capacita. O apostolo Paulo disse: Tal é a confiança que temos diante de Deus, por meio de Cristo. Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus. (2. Co.3.4,5).

Confiar em Deus é com entrar em uma caverna e esperar que o perigo passe. É entrar na fenda da rocha e ficar seguro. É renovar as forças. É esconder-se do mal que aflige a alma. Foi pensando nisso que Davi confessou: Eu te amo, ó Senhor, minha força. O Senhor é a minha Rocha, a minha fortaleza e o meu rochedo, em quem me refúgio. Ele é o meu escudo e o poder que me salva, a minha torre alta. (Sl.18.12).
Davi escreveu o salmo 18 quando fugia de Saul e estava no deserto se escondendo, enquanto era casado como um animal pelo perturbado rei de Israel. O cenário que o cercava era o dos montes altos, cheios de cavernas naturais, cavadas em paredes de pedra. Muitos viajantes usavam-nas para descansar, abrigar-se e como esconderijo de ladrões e animais ferozes.
O mesmo Davi ainda falando sobre confiança em Deus, disse no salmo (91) algo muito importante e inspirador ao afirmar: aquele que habita no esconderijo do Senhor e descansa à sombra do Todo-Poderoso pode dizer ao Senhor: tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. (Sl.91.1,2).
Confiar em Deus não é apenas ir à igreja aos domingos. É habitar, morar, estar perto de Deus. O salmista usa a expressão à sombra de suas asas estarás seguro. O que demonstra sinônimo de segurança, provisão e paz. A figura utilizada pelo salmista aqui é de uma galinha que protege seus pintinhos debaixo de suas asas para impedir que aves de rapina devorem seus filhotes. Enquanto os pintinhos estão à sombra das asas de sua mãe estão seguros.
Portanto, confiar em Deus é morar nessa segurança. É manter-se encostado a Ele enquanto atravessa o campo aberto da vida. Além disso, ele nos protege de tudo. Do mal, da aflição e das tragédias. Ele é um escudo poderoso para aqueles que nele confiam.
» - Quarta colunaA administração do dinheiro. (Pv.3.9).
A quarta coluna da sabedoria fala da importância de administrarmos bem os recursos que Deus nos deu. Precisamos entender que Deus é a fonte e o dono de todas as riquezas. (Sl.24.1, 50.10).
Partindo desse princípio, devemos nos perguntar qual a maneira correta de um cristão administrar suas finanças? A Bíblia nos orienta a confiar na provisão divina, mas nos alerta quanto ao mau uso do dinheiro que ele nos confia.
Entre as principais recomendações bíblicas sobre o uso adequado do dinheiro, ela nos adverte a usá-lo de forma positiva.  O nosso dinheiro dever ser simplesmente um meio de troca e não o mal em si. (Mt.25.14-30).  Deus nos dá o dinheiro para ser usado sabiamente; na aquisição de vestimentas, alimentação e outra necessidades básicas, bem como para o gozo de suas bênçãos. (Lc.6.38; Ec.5.19-20).
A escrituras nos adverte também sobre o mau uso do nosso dinheiro. Diz que não devemos nos afadigar na tentativa sermos ricos. (Pv.23.4-5). Ou amar o dinheiro, pois ele pode se tornar a raiz de todos os males. (1. Tm.6.10). A benção financeira pode se transformar em uma armadilha se não tivermos cuidado. (Pv.15.6).
A Bíblia nos mostra também como adquirir dinheiro e as formas corretas para fazer isso. Entre as principais estão as seguintes:
- O trabalho. Uma forma significativa pela qual somos orientados pelo Senhor a ganhar o nosso dinheiro é através do trabalho honesto. (2.Ts.3.10).
- Investimentos. Podemos colocar o nosso dinheiro aplicar o nosso dinheiro de forma inteligente e com isso vê-lo multiplicar como os dois servos da parábola dos talentos.
- Doar. O dinheiro que Deus nos dá para administrarmos, deve ser utilizado também para ajudar as pessoas necessitadas. Quando nós compartilhamos o que temos com os necessitados, Deus promete nos abençoar com mais ainda. “Dai e vos será dado”. Lc. 6.38.
- Economizar. Um homem sábio guarda para o futuro, mas o tolo gasta tudo o que ele recebe. Pv. 21.20. Quando é possível dentro das possibilidades, economizarmos e evitarmos os desperdícios, estaremos acumulando das o futuro e para os momentos de dificuldades. 
O uso correto do dinheiro também não foi esquecido por Deus, por isso, somos orientados por Ele, através da Escrituras a utilizarmos o nosso dinheiro com sabedoria e não permitir que ele seja senhor sobre nós, e sim servo. Vejamos:
- O dinheiro deverá ser usado para atender as nossas necessidades pessoais. (Fl.4.19).
- Para continuar a obra de Deus. (Ml.3.10).
- Para a realização de objetivos pessoais, tais como comprar uma casa, um carro, ou outro objeto de nossa necessidade.
- Para atender as necessidades dos outros. Siga exercendo a generosidade, ajudando outras pessoas que estejam realmente necessitadas.
» - Quinta colunaA Fidelidade.
A fidelidade, quinta coluna da sabedoria é também um fruto do Espirito Santo e fala de persistência, firmeza de proposito e especialmente, quando o caminho a seguir é árduo.
A fidelidade inclui também firme lealdade, submissão inabalável; sugere liberdade da incerteza, firmeza que envolve tal submissão aos princípios ou propósitos que não sejam abandonados e resolução que destaca determinação sem vacilar.
Deus é fiel. Este é um dos seus atributos. A sua fidelidade é de geração a geração. Assim como Ele é fiel, exige de nós que também sejamos fiéis em tudo. Agindo dessa forma, estaremos agradando ele.
A fidelidade é um dos temas mais mencionados nas escrituras sagradas. Frequentemente ela é associada ao próprio Deus, cujo atributo mais caro ao ser humano é precisamente a sua fidelidade, pelo que muitas vezes é chamada de rocha, numa indicação de sua imutabilidade. (Dt.32.4).
Fidelidade significa também lealdade e é a atitude característica de quem é fiel e confiável. Ela está ligada a outro importante atributo de Deus chamado Imutabilidade. Deus é imutável, ou seja, Ele é e será mesmo o mesmo, não pode mudar. (Ml.3.6; Hb.13.8). Tiago revela esse atributo de Deus de forma ainda mais profunda quando diz: Em Deus não pode existir variação, ou sombra de mudança. Tg.1.17).
Deus não muda seu ser, seus propósitos eternos, sua Palavra e suas promessas. (Nm.23.19; Sl.102.26,27). Por ser imutável, sua fidelidade nos encoraja e nos conforta de modo que sempre podemos confiar que suas promessas nunca falharão, e que sua aliança é inviolável. (Dt.7.9; Ml.3.16;2Tm.2.13).

» - Sexta colunaA fé em Deus.  (Pv.3.26; Hb.11.1).
A fé cristã (sexta coluna da sabedoria) é um dos temas mais mencionados nas Escrituras Sagradas. Implica em crer na Bíblia Sagrada, na Palavra de Deus e em todos os ensinamentos pregados por Jesus Cristo, o enviado por Deus.
Na Bíblia há inúmeras referências sobre o tema. Uma delas que mais expressa um conceito claro dessa importante virtude cristã é Hebreus (11.1) que diz: “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”.
Partindo desse conceito apresentado pelo autor da carta aos Hebreus, podemos dizer que a fé é acreditar, mesmo não vendo. Ou seja, é acreditar para ver acontecer. Não podemos ver Deus, mas acreditamos que Ele existe e é real.
A fé genuína agrada a Deus, já a incredulidade, que é o oposto à fé, desagrada a Deus e o impossibilidade de agir a favor dessa pessoa incrédula. O mesmo autor da carta aos Hebreus revela essa verdade ao afirmar: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”. (Hb.11.6).
Para ser salvo, precisamos acreditar (ter Fé) que Jesus morreu pelos nossos pecados, aceitar isso como verdade e agir, declarando-o como seu Salvador. Isso é fé. Deus nos ajuda a ter fé. Dando entendimento e convicção da verdade. Ela é um dom e está relacionada diretamente à graça, as quais, juntas levam à salvação. (Ef.2.8).
Para ter fé, é preciso compreender aquilo em que você acredita. Sem compreensão não há fé verdadeira, só uma aceitação cega sem utilidade. A Fé é uma importante escolha que precisamos fazer.
A fé salvadora, objeto dessa análise, é apresentada nas escrituras em termos individuais e não coletiva. (Jo. 3.16,36; 6.46; At.16.31; Rm.1.16; Gl.2.20). Assim como na experiência da vida, cada pessoa nasce e morre sozinha. O mesmo acontece com a fé salvadora.  
» - Sétima colunaA graça de Deus. (Ef.2.8).
No âmbito da teologia, a graça consiste no dom sobrenatural, concedido por Deus como meio de salvação. No Cristianismo ela é entendida como o dom gratuito de Deus dado ao homem num encontro transformador em que a criatura humana é restaurada. Através da graça, Deus confere ao homem a participação na vida divina fazendo-o seu filho por adotivo.  
Perdida a comunhão com Deus, o homem pecador pode reate-la através do arrependimento genuíno dos pecados e a aceitação do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário.  Ninguém pode ser salvo sem receber a graça (favor) de Deus. A salvação é pela graça o que significa que é gratuita, e é algo que não podemos alcançar pelos nossos próprios méritos.
A Palavra de Deus é enfática em dizer: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”. Ef.2.8.
A graça como um favor imerecido de Deus aos homens pecadores é difícil de ser integralmente compreendido, pelo simples fato de não ter uma causa inicial. Não ser consequente a ato ou uma recompensa, mas uma dadiva, ou presente, favor, benevolência que não pode ser explicada.

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