O
PRINCIPIO DA SABEDORIA
Bem-aventurado
o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. Mais preciosa é
do que rubis; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela. Pv.3.13,15.
A
sabedoria é a base para chegar à conquista dos nossos objetivos e a
inteligência para decidir o que se quer e como chegar lá. Sabedoria e
inteligência precisam andar juntas, uma completa a outra.
Sabedoria
no sentido mais amplo, pode ser definida como a característica de uma pessoa
sabia, datada de um conhecimento extenso e profundo de várias áreas ou de um
tópico em particular. Pode ser também o indicativo de uma pessoa instruída que
possui juízo, bom senso e se comporta com retidão. Ela pode vir de várias
fontes tais como. A sabedoria divina por exemplo, é aquela proveniente de Deus.
Já
a inteligência a que tratamos nesse capítulo, não é inata e nem privilegio de
gênios, mas está disponível para todos, e depende da predisposição que cada um
tem em busca-la. Você e eu podemos ser sábios desde que estejamos dispostos a
pagar um preço para obter tal conhecimento e colocá-lo em pratica.
No
texto citado na abertura desse capitulo, o sábio Salomão, nos ensina que o
investimento em conhecimento é mais importante do que em ouro, prata e pedras
preciosas. A busca pela sabedoria deve ser uma constante em nossa vida.
A
sabedoria do ponto de vista bíblico e divino, é uma dadiva concedida por Deus
aos homens. É bem-aventurado a pessoa que acha sabedoria e adquire conhecimento
e a utiliza para a pratica do bem.
A
pessoa sabia tem mais tempo de vida; riquezas e honra. (Pv.3.17-18). Uma
análise mais profunda dos ensinamentos do sábio Salomão, sob a inspiração de
Deus a respeito da sabedoria, iremos perceber que ele a classificou em três
níveis diferentes, ou degraus, os quais, devem ser escalados por aqueles que a
buscam.
√ - Primeiro degrau da
sabedoria – saber que valores seguir.
Agir com sabedoria
assegura o sucesso. Ec.10.10.
Esse
primeiro degrau da sabedoria apresentado por Salomão em Eclesiastes, a trata de
um modo geral e mais filosófico, ou seja, saber
o quer, fazer escolhas sobre o caminho a seguir e como buscar a felicidade
e o equilíbrio. Está intimamente relacionado com os nossos princípios e
valores, os quais, elegemos para seguir.
Nosso
sistema de crenças e valores é formado ao longo da vida, pela soma de nossas
experiências pessoais e daquilo que nos é transmitido pelos nossos pais, pela
igreja, pelos Professores e por pessoas que admiramos. O meio social e a
cultura de onde vivemos também pode ter grande poder de influência sobre os
nossos valores. Os meios de comunicação também podem influenciar as pessoas de
forma positiva ou negativa.
Nossos
pensamentos e atitudes refletem nosso sistema de valores. Esses princípios
direcionam nossas escolhas e como decorrência logica, definem não só os
resultados que obtemos como também nosso potencial para alcançarmos os nossos
objetivos.
No
texto citado acima, o sábio Salomão afirma que agir com sabedoria assegura o sucesso. Isto significa agir sabendo
o que queremos na hora de tomar uma decisão importante. A segurança nas decisões nos leva aonde
queremos chegar, seja na vida profissional, espiritual, social ou familiar.
Atitudes
firmes nos leva aos resultados positivos, às conquistas e por fim, ao sucesso
almejado. Esse princípio é denominado na Bíblia de fé. Através dela tudo se
torna possível. Nada é impossível para Deus e consequentemente, para os que
creem nele e no seu poder.
√ - Segundo degrau da
sabedoria – Saber trabalhar. Ide aprender. Mt.9.13.
Ninguém
nasce sabendo de tudo, pronto e acabado. O aprendizado é um processo que dura a
vida inteira. Isto requer tempo, dedicação, busca constante, leitura e
pesquisa, bem com querer aprender. Muitas
pessoas não aprendem simplesmente por não querer aprender. Preferem permanecer
na ignorância e no anonimato, ou simplesmente, contentam-se com o que já tem.
Jesus,
o nosso maior exemplo de sabedoria e conhecimento, ensinou aos cristãos
buscarem o conhecimento constante ao recomendar: examinai as escrituras, pois são elas que testificam de mim. Em
outro texto não menos importante ele diz: examinai
tudo e retendes o que é bom.
Já
em Mateus (9.13) ele recomenda os líderes religiosos da época a “irem aprender...” o que significa
misericórdia quero e não sacrifício, uma referência direta a Oseias (6.6). Quando
Deus recomendava aos judeus do passado a exercitarem a misericórdia e não
sacrifícios, ao contrário daquilo que determinava a leis cerimoniais ditadas
por Moises.
Aprender
requer trabalho, não pode haver aprendizado se não houver trabalho,
determinação e predisposição para tal. O segundo degrau da sabedoria é
portanto, um convite a todos a nós a “ir
aprender”.
Quando
falamos de trabalho mais especificamente, estamos falando também de competência
e habilidade. Essas duas virtudes precisam andar juntas, na vida da pessoa que
pretende sair do obvio e alcançar o sucesso, material, profissional,
ministerial e espiritual.
Em Provérbios (2.29), o autor relata
bem essa verdade ao afirmar: você conhece
alguém que faz bem o seu trabalho? Saiba que ele é melhor do que a maioria e
merece estar na companhia dos reis.
Quem sabe
trabalhar bem é hábil, perito, diligente, dedicado...certamente irá para o
topo, trabalhará para reis, para os melhores, para os que pagarem melhor. O
estudante hábil, perito, inteligente tirará as melhores notas, conseguirá as
melhores bolsas, passará nos melhores concursos públicos e seleções.
√
- Terceiro degrau da sabedoria – Conhecer a fundo o que interessa saber.
Procura
conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos. Pv.27.23.
Conhecer o estado das ovelhas se refere a um grau
de saber mais profundo a respeito dos outros ou de alguma coisa. Você já se
perguntou alguma vez quem é a “ovelha” que
lhe interessa. Quem são as pessoas ou coisas, as quais, você precisa de
informações mais detalhadas? Você conhece as pessoas com quem lida? O negócio
que deseja iniciar? A sua “ovelha” pode
ser as pessoas que você lidera ou que lidera você.
√
- As sete colunas da sabedoria. Pv.9.1.
Ainda analisando
os provérbios do sábio Salomão, no capitulo nove, metaforicamente, ele menciona
um banque e organizado pela sabedoria e no versículo um mais especificamente,
ela (a sabedoria) edificou a sua casa sobre sete colunas. Procuraremos
a seguir, conhecer cada uma delas e sua importância para o nosso aprendizado
diário bem como para a nossa relação com Deus e próximo.
O autor não
apesenta de forma clara a relação ou ordem das sete colunas da sabedoria, no
entanto, diz que a a sabedoria edificou sua
casa sobre as sete colunas. Os nomes dessas colunas podem mudar dependendo
da interpretação que se faça em relação as elas. Por isso, há divergências
entres os teóricos a respeito dos seus nomes e ordem em que são apresentadas. As
classificaremos na ordem que achamos mais apropriada para o nosso melhor
entendimento.
» - Primeira coluna – O temor do Senhor.
O temor do Senhor
ó princípio da sabedoria (Pv.1.7).
Temer a Deus não significa ter medo, mas respeito ao seu poder e sabedoria. Esse
profundo respeito e amor nos leva a obedecer a sua Palavra.
Há vários textos
nas sagradas escrituras abordando o temor (respeito) a Deus como sendo o
princípio da sabedoria. A pessoa que teme a Deus é feliz e levam uma vida
consagrada. Através da oração, da leitura da Palavra, da consagração e do
louvor. Praticas estas, que fortalece a nossa comunhão com o Criador. O temor
do Senhor é apresentado ainda na Bíblia como sendo:
- Santo.
Sl.111.10.
- Puro. Sl. 19.9.
- Prolonga a vida.
Pv.19.3.
- Dá conhecimento.
Pv.1.7.
Já foi dita que
toda sabedoria vem de Deus. Ele quer o nosso bem e por isso, nos deu
mandamentos sábios para seguir e obedecer. Quem respeita Deus obedece aos seus
mandamentos. Quando tememos a deus adquirimos sabedoria.
» - Segunda coluna – A Misericórdia.
(Lm.3.22,23).
As
misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas
misericórdias não têm fim; renova-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Lm.3.22,23.
A misericórdia
pode ser definida como o sentimento de
dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou
que caiu em desgraça; dó; compaixão; piedade.
A misericórdia
deve ser um sentimento constante na vida do cristão. Devemos não apenas
praticá-la como também incentivar as pessoas a fazerem o mesmo. Jesus nos
recomenda a sermos misericordiosos, como
o nosso Pai celestial também o é. Lc.6.36.
A parábola do bom
Samaritano contada por Jesus aos seus discípulos é bom exemplo do exercício da
misericórdia em nossas vidas. Não podemos agir como o levita e o sacerdote que
deixaram o homem ferido à beira do caminho, mas como o bom samaritano, que lhe
socorreu, curou as feridas, o levou para um lugar seguro, lhe deu assistência e
pagou todas as despesas.
A misericórdia de
Deus estende-se de geração a geração sobre aqueles que o temem. (Lc.1.50);
Bem-aventurados são os misericordiosos, pois, eles alcançarão misericórdia.
(Mt.5.7). O juízo de Deus será sem misericórdia para com aqueles que não usam
de misericórdia. (Tg.2.3). A sabedoria que vem de Deus é pura, pacifica,
moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos. (Tg.3.17).
» - Terceira coluna – A confiança. Hb.10.35.
A confiança em
Deus é a terceira coluna da sabedoria. Muitos são os que já perderam a
confiança em Deus. Andam tristes, desanimados, abatidos, cabisbaixos e sem
forças de buscar o Senhor. Logo se desesperam e enfraquecem na fé, porque
querem receber bênçãos no seu tempo e não no tempo de Deus.
O Profeta Jeremias
ao falar sobre a confiança em Deus afirma que bendito é o homem ou mulher que confia no senhor e cuja esperança é o
Senhor. (Jeremias. 17.7). Confiar inteiramente em Deus e na força do seu
poder, é visto como bendito por ele.
Confiar em Deus
não é mérito, mas acreditar que conseguiremos desenvolver tudo o que precisamos
para agradá-lo, porque ele mesmo é o que nos capacita. O apostolo Paulo disse: Tal é a confiança que temos diante de Deus,
por meio de Cristo. Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em
nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus. (2. Co.3.4,5).
Confiar em Deus é
com entrar em uma caverna e esperar que o perigo passe. É entrar na fenda da
rocha e ficar seguro. É renovar as forças. É esconder-se do mal que aflige a
alma. Foi pensando nisso que Davi confessou: Eu te amo, ó Senhor, minha força. O Senhor é a minha Rocha, a minha
fortaleza e o meu rochedo, em quem me refúgio. Ele é o meu escudo e o poder que
me salva, a minha torre alta. (Sl.18.12).
Davi escreveu o
salmo 18 quando fugia de Saul e estava no deserto se escondendo, enquanto era
casado como um animal pelo perturbado rei de Israel. O cenário que o cercava
era o dos montes altos, cheios de cavernas naturais, cavadas em paredes de
pedra. Muitos viajantes usavam-nas para descansar, abrigar-se e como
esconderijo de ladrões e animais ferozes.
O mesmo Davi ainda
falando sobre confiança em Deus, disse no salmo (91) algo muito importante e
inspirador ao afirmar: aquele que habita
no esconderijo do Senhor e descansa à sombra do Todo-Poderoso pode dizer ao
Senhor: tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.
(Sl.91.1,2).
Confiar em Deus
não é apenas ir à igreja aos domingos. É habitar, morar, estar perto de Deus. O
salmista usa a expressão à sombra de suas
asas estarás seguro. O que demonstra sinônimo de segurança, provisão e paz.
A figura utilizada pelo salmista aqui é de uma galinha que protege seus
pintinhos debaixo de suas asas para impedir que aves de rapina devorem seus
filhotes. Enquanto os pintinhos estão à sombra das asas de sua mãe estão
seguros.
Portanto, confiar
em Deus é morar nessa segurança. É manter-se encostado a Ele enquanto atravessa
o campo aberto da vida. Além disso, ele nos protege de tudo. Do mal, da aflição
e das tragédias. Ele é um escudo poderoso para aqueles que nele confiam.
» - Quarta coluna – A administração do dinheiro.
(Pv.3.9).
A quarta coluna da
sabedoria fala da importância de administrarmos bem os recursos que Deus nos
deu. Precisamos entender que Deus é a fonte e o dono de todas as riquezas.
(Sl.24.1, 50.10).
Partindo desse
princípio, devemos nos perguntar qual a maneira correta de um cristão
administrar suas finanças? A Bíblia nos orienta a confiar na provisão divina,
mas nos alerta quanto ao mau uso do dinheiro que ele nos confia.
Entre as
principais recomendações bíblicas sobre o uso adequado do dinheiro, ela nos
adverte a usá-lo de forma positiva. O
nosso dinheiro dever ser simplesmente um meio de troca e não o mal em si.
(Mt.25.14-30). Deus nos dá o dinheiro
para ser usado sabiamente; na aquisição de vestimentas, alimentação e outra
necessidades básicas, bem como para o gozo de suas bênçãos. (Lc.6.38;
Ec.5.19-20).
A escrituras nos
adverte também sobre o mau uso do nosso dinheiro. Diz que não devemos nos
afadigar na tentativa sermos ricos. (Pv.23.4-5). Ou amar o dinheiro, pois ele
pode se tornar a raiz de todos os males. (1. Tm.6.10). A benção financeira pode
se transformar em uma armadilha se não tivermos cuidado. (Pv.15.6).
A Bíblia nos
mostra também como adquirir dinheiro e as formas corretas para fazer isso.
Entre as principais estão as seguintes:
- O trabalho. Uma forma significativa pela
qual somos orientados pelo Senhor a ganhar o nosso dinheiro é através do
trabalho honesto. (2.Ts.3.10).
- Investimentos. Podemos colocar o nosso
dinheiro aplicar o nosso dinheiro de forma inteligente e com isso vê-lo
multiplicar como os dois servos da parábola dos talentos.
- Doar. O dinheiro que Deus nos dá para
administrarmos, deve ser utilizado também para ajudar as pessoas necessitadas. Quando
nós compartilhamos o que temos com os necessitados, Deus promete nos abençoar
com mais ainda. “Dai e vos será dado”. Lc.
6.38.
- Economizar. Um homem sábio guarda para o futuro, mas o tolo gasta tudo o que ele
recebe. Pv. 21.20. Quando é possível dentro das possibilidades,
economizarmos e evitarmos os desperdícios, estaremos acumulando das o futuro e
para os momentos de dificuldades.
O uso correto do
dinheiro também não foi esquecido por Deus, por isso, somos orientados por Ele,
através da Escrituras a utilizarmos o nosso dinheiro com sabedoria e não
permitir que ele seja senhor sobre nós, e sim servo. Vejamos:
- O dinheiro
deverá ser usado para atender as nossas necessidades pessoais. (Fl.4.19).
- Para continuar a
obra de Deus. (Ml.3.10).
- Para a
realização de objetivos pessoais, tais como comprar uma casa, um carro, ou
outro objeto de nossa necessidade.
- Para atender as
necessidades dos outros. Siga exercendo a generosidade, ajudando outras pessoas
que estejam realmente necessitadas.
» - Quinta coluna – A Fidelidade.
A fidelidade,
quinta coluna da sabedoria é também um fruto do Espirito Santo e fala de
persistência, firmeza de proposito e especialmente, quando o caminho a seguir é
árduo.
A fidelidade
inclui também firme lealdade, submissão inabalável; sugere liberdade da
incerteza, firmeza que envolve tal submissão aos princípios ou propósitos que
não sejam abandonados e resolução que destaca determinação sem vacilar.
Deus é fiel. Este
é um dos seus atributos. A sua fidelidade é de geração a geração. Assim como
Ele é fiel, exige de nós que também sejamos fiéis em tudo. Agindo dessa forma,
estaremos agradando ele.
A fidelidade é um
dos temas mais mencionados nas escrituras sagradas. Frequentemente ela é
associada ao próprio Deus, cujo atributo mais caro ao ser humano é precisamente
a sua fidelidade, pelo que muitas vezes é chamada de rocha, numa indicação de
sua imutabilidade. (Dt.32.4).
Fidelidade
significa também lealdade e é a
atitude característica de quem é fiel e confiável. Ela está ligada a outro
importante atributo de Deus chamado Imutabilidade.
Deus é imutável, ou seja, Ele é e será mesmo o mesmo, não pode mudar. (Ml.3.6;
Hb.13.8). Tiago revela esse atributo de Deus de forma ainda mais profunda
quando diz: Em Deus não pode existir
variação, ou sombra de mudança. Tg.1.17).
Deus não muda seu
ser, seus propósitos eternos, sua Palavra e suas promessas. (Nm.23.19; Sl.102.26,27).
Por ser imutável, sua fidelidade nos encoraja e nos conforta de modo que sempre
podemos confiar que suas promessas nunca falharão, e que sua aliança é
inviolável. (Dt.7.9; Ml.3.16;2Tm.2.13).
» - Sexta coluna – A fé em Deus. (Pv.3.26;
Hb.11.1).
A fé cristã (sexta
coluna da sabedoria) é um dos temas mais mencionados nas Escrituras Sagradas. Implica
em crer na Bíblia Sagrada, na Palavra de Deus e em todos os ensinamentos
pregados por Jesus Cristo, o enviado por Deus.
Na Bíblia há
inúmeras referências sobre o tema. Uma delas que mais expressa um conceito
claro dessa importante virtude cristã é Hebreus (11.1) que diz: “A fé é o firme fundamento das coisas que se
esperam, e a prova das coisas que não se vêem”.
Partindo desse
conceito apresentado pelo autor da carta aos Hebreus, podemos dizer que a fé é acreditar, mesmo não vendo. Ou seja, é
acreditar para ver acontecer. Não podemos ver Deus, mas acreditamos que Ele
existe e é real.
A fé genuína
agrada a Deus, já a incredulidade, que é o oposto à fé, desagrada a Deus e o
impossibilidade de agir a favor dessa pessoa incrédula. O mesmo autor da carta
aos Hebreus revela essa verdade ao afirmar: “Sem
fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele
existe e que recompensa aqueles que o buscam”. (Hb.11.6).
Para ser salvo,
precisamos acreditar (ter Fé) que Jesus morreu pelos nossos pecados, aceitar
isso como verdade e agir, declarando-o como seu Salvador. Isso é fé. Deus nos
ajuda a ter fé. Dando entendimento e convicção da verdade. Ela é um dom e está
relacionada diretamente à graça, as quais, juntas levam à salvação. (Ef.2.8).
Para ter fé, é
preciso compreender aquilo em que você acredita. Sem compreensão não há fé
verdadeira, só uma aceitação cega sem utilidade. A Fé é uma importante escolha
que precisamos fazer.
A fé salvadora,
objeto dessa análise, é apresentada nas escrituras em termos individuais e não
coletiva. (Jo. 3.16,36; 6.46; At.16.31; Rm.1.16; Gl.2.20). Assim como na
experiência da vida, cada pessoa nasce e morre sozinha. O mesmo acontece com a
fé salvadora.
» - Sétima coluna – A graça de Deus. (Ef.2.8).
No âmbito da
teologia, a graça consiste no dom sobrenatural, concedido por Deus como meio de
salvação. No Cristianismo ela é entendida como o dom gratuito de Deus dado ao homem num encontro transformador em
que a criatura humana é restaurada. Através da graça, Deus confere ao homem a
participação na vida divina fazendo-o seu filho por adotivo.
Perdida a comunhão com Deus, o homem pecador pode reate-la através do arrependimento genuíno dos pecados e a aceitação do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário. Ninguém pode ser salvo sem receber a graça (favor) de Deus. A salvação é pela graça o que significa que é gratuita, e é algo que não podemos alcançar pelos nossos próprios méritos.
Perdida a comunhão com Deus, o homem pecador pode reate-la através do arrependimento genuíno dos pecados e a aceitação do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário. Ninguém pode ser salvo sem receber a graça (favor) de Deus. A salvação é pela graça o que significa que é gratuita, e é algo que não podemos alcançar pelos nossos próprios méritos.
A Palavra de Deus
é enfática em dizer: “Porque pela graça
sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”. Ef.2.8.
A graça como um
favor imerecido de Deus aos homens pecadores é difícil de ser integralmente
compreendido, pelo simples fato de não ter uma causa inicial. Não ser
consequente a ato ou uma recompensa, mas uma dadiva, ou presente, favor,
benevolência que não pode ser explicada.
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