O
PRINCIPIO DO FOCO
Pois assim corro, não
como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. 1.
Co.9.26.
No
capítulo anterior, tratamos da visão espiritual como ponto de partida para a
realização de um sonho, de um projeto ou de um objetivo. Ela é uma fotografia
do futuro, no entanto, para chegar lá é preciso focar no objetivo. O princípio do foco é assim, objeto da nossa
analise nesse capitulo.
Quando
focamos em algo que pretendemos realizar ou conquistar, geralmente, a nossa
atenção volta-se para ele. Há uma concentração de esforços que envolve todo o
nosso ser. Ela passa a ser prioridade e com isso, exige mais tempo e dedicação
afim de chegarmos ao objetivo final.
Esse
importante princípio é confirmado por Jesus ao afirmar que: ...onde estiver o vosso tesouro, ali estará
também o vosso coração”. Lc.12.34. Aqui o Mestre faz uma abordagem sincera
sobre a importância de juntar tesouros nos céus. Onde a traça não rói, o ladrão
não rouba e nem desvaloriza, contrário do que pode acontecer aqui na terra.
Se
o nosso foco é juntar tesouros nos céus, estaremos investindo no lugar certo,
pois, além de estar seguro, nosso tesouro, não sofrerá nenhuma ação do tempo
(traça), ou humana (ladrão). Além disso, o nosso coração estará voltado para
lá. Sabendo que o receberemos e desfrutaremos deles na eternidade.
Na
sua concepção o Mestre deixa claro haver grande diferença em lucratividade
investir no Reino dos céus em relação à terra. Se os mercados terrenos podem
proporcionar ganhos, rendimentos para aqueles que investe neles, mesmo sujeito
à ação do tempo e humano, muito mais o investimento espiritual e eterno. Vale a
pena investir no Reino dos céus!
Focar
na realização de um projeto ou meta, seja na vida profissional, ministerial ou
espiritual, exige tempo, dedicação e planejamento. Isso implica estabelecer
planos de trabalho diários, semanais, bimestrais, semestrais ou anuais;
contendo objetivos gerais e específicos, bem como metodologia e cronograma de
execução. Metas registradas são mais fáceis de serem alcançadas do que as
guardadas apenas na memória.
O
fogo exige certo grau de sacrifício. Focar em algo é sacrificar. Significa
dormir mais tarde e acordar mais cedo. É ter objetivos claros e definidos. É
saber onde de fato quer chegar.
Temos
um exemplo prático registrado nas Sagradas Escrituras de um comerciante que
colecionava perolas, para tanto, andou de lugar em lugar até encontrar uma de
grande valor. Para compra-la vendeu tudo o que tinha e investiu nela. Mt.13.45-46-
Analisando
a atitude do ponto de vista comercial, esse comerciante fez uma transação
arriscada e perigosa ao investir tudo o que tinha em uma única perola. Além de
pequena e valiosa, ele a podia perder ou mesmo ser roubada e com isso, ficar
sem nada e ter que começar tudo de novo.
A
pesar dessas possibilidades serem prováveis, o corajoso comerciante naquele
momento, não pensava em nenhuma experiência negativa, mas, apenas a sensação de
alegria por encontrado algo tão precioso, o qual, valia qualquer sacrifício para
adquiri-lo e realizar o seu sonho.
Esse
exemplo mostra a relação entre o foco e o sacrifício. Ninguém consegue se
concentrar em algo se ao mesmo tempo não tiver coragem de sacrificar outras
coisas de valor. Ou seja, às vezes é preciso perder para ganhar muito mais.
Esse
importante princípio foi citado por Jesus algumas vezes nos seus ensinamentos,
registrados nos Evangelhos. Como por exemplo em Mateus (16.24-25) quando ele
diz: Aquele que quiser vir após mim,
negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; porque aquele que quiser salvar
a sua vida perdê-la-á e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.
Aqui
o Mestre fala de sacrifício, foco e renúncia, condições exigidas para quem
quiser segui-lo. Primeiro, a pessoa
precisa nega-se a si mesmo. Isto significa abrir mão de princípios, práticas,
pensamentos e outros. Tudo o que poderá causar embaraço ou retrocesso à
caminhada rumo à conquista do Reino dos céus e consequentemente, a vida externa
em paz com Deus e consigo mesmo.
Já
o “perder a vida” para a encontrar novamente fala da morte do “velho homem” a
velha natureza pecaminosa, e o novo nascimento espiritual, o qual, nos capacita
a entrada no reino dos céus. Ou seja, no mundo espiritual é preciso estar
disposto a perder para ganhar depois.
Outro
exemplo mencionado por Jesus em relação ao tema é João (12.24). Nele, o Mestre
diz: se o grão de trigo, caindo na terra,
não morrer, fica só, mas se morrer, dá muito fruto”.
Perceba
que se o grão de mostarda não morrer, corre o risco de ficar só, isolado e com
isso não produzir frutos, no entanto, se morrer, dá muito fruto. Para um
paradoxo, estar na contramão da lógica e das leis da natureza, no entanto, na
concepção do Mestre é preciso morrer primeiro, para depois servir, perder para
ganhar.
Isso
significa dizer que dentro do princípio do foco, revela que toda obra, todo
fruto, toda realização demanda algum tipo de sacrifício. Nada vem de graça,
pronto e acabado.
Paulo,
o apostolo dos gentios, na sua carta endereçado aos cristãos de Colossenses
deixa-nos uma importante recomendação em relação à busca constante das coisas
celestiais. Vejamos: Portanto irmãos meus
buscai as coisas que são de cima (...). Pensai nas coisas que são de cima e não
nas que são da terra. Cl.3.1-2.
Pensar
nas coisas que são de cima, é estar focado no futuro e no reino de Deus. Quanto
mais pensarmos em coisas boas, mais bênçãos receberemos. Claro que os
pensamentos por si só não mudam a realidade. É preciso ação, sacrifico e
persistência.
O
foca também está intimamente relacionado com os pensamentos positivos. Não pode
haver sucesso na busca de um objetivo, caso a positividade não faça parte desse
contexto. Pensar de forma positiva sempre eleva o otimismo, a confiança e a fé
que produz resultados.
Pensando
nisso, Paulo mais uma vez recomenda os cristãos a pensar positivamente em tudo o que é verdadeiro, honesto, justo,
puro, amável, de boa fama (...) nisso pensai. Fl.4.8. Tendo a mente ocupada
com esses pensamentos bons, certamente manteremos o foco nos nossos objetivos

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