Gamaliel aconselha os membros do Sinedrio judaico
O SABIO CONSELHO DE UM
MESTRE
O texto de Atos (5.17- 42) registra
uma perseguição implacável aos apóstolos em Jerusalém, liderada pelo próprio
Sumo sacerdote Caifás. Nessa invertida, ele prendeu alguns apóstolo, entre eles
Pedro e Joao, enquanto eles ensinavam ao povo no pátio do templo, em um lugar
chamado Alpendre de Salomão.
Não há dúvida que o sumo
sacerdote e os seus comandados agiam motivados principalmente, pela inveja e
medo de perder sua reputação junto ao alto escalão da cúpula religiosa judaica,
e por ver seus interesses particulares em jogo.
Isso acontecia porque
muitos milagres e maravilhas eram realizados todos os dias na Igreja cristã em Jerusalém.
Dias antes, 5000 mil pessoas tinham se convertido ao Cristianismo através da
pregação de Pedro e Joao e da cura de um paralitico nas escadarias do templo em
Jerusalém. Até a sombra de Pedro e os lenços dos apóstolos eram suficientes
para curar as pessoas através da fé em Jesus de qualquer tipo de doença. Com
isso, multidões eram atraídas para a Igreja.
Todas essas manifestações
sobrenaturais divinas ocorridas na igreja cristã, levaram o sumo sacerdote, a
agir desesperadamente tentar para o ímpeto do Cristianismo em Jerusalém. Eles
detiveram os apóstolos e os levaram ao Sinédrio para serem interrogados. Ali os
ameaçaram, proibindo-os de pregarem o Evangelho e falarem em nome de Jesus. No
entanto, como tinham feito da outra vez em que ali estiveram, os apóstolos
disseram que não poderiam de deixar de falar do que tinham visto e ouvido. E
importava obedecer a Deus e não os homens.
Irados, os membros do
sinédrio, propuseram matar os apóstolos. Foi nesse momento de animosidade ódio
e intolerância religiosa, que se levantou no tribunal, Gamaliel, dizendo aos
seus pares; “Varões israelitas, acautelai-vos
a respeito do que haveis de fazer a estes homens...e agora vos digo: dai de mão
a estes homens e deixa-os, porque se este conselho ou esta obra é de homens, se
desfará, mas se for de Deus, não podereis desfaze-la para que não aconteça
serdes também achados combatendo contra Deus”. At.5.35,38.
Gamaliel foi um sábio
Professor Judeu, um rabino conceituado, que mais tarde se tornou fariseu e
membro do sinédrio judaico, a mais alta corte judicial de Israel; responsável
pela formação de grandes líderes políticos e religiosos do seu pais, entre
eles, Paulo de Tarso, um dos maiores líderes da igreja cristã no primeiro
século.
Ele era filho do também
Professor e Rabino Hilel, logo Gamaliel representava o grupo mais liberal e
sensato dos fariseus. Portanto, ele representava opiniões moderadas em relação
às leis do sábado, do divórcio e outros temas polêmicos da Torah judaica.
O reconhecimento de
Gamaliel, era tamanho, que mais tarde lhe foi conferido o título de Raban, o
qual, significava “Nosso Mestre”
muito mais elevado do que o de Rabi que significa meu Mestre.
No julgamento dos
apóstolos, Gamaliel, mais uma vez protagoniza a sua sensatez e sabedoria ao
apresentar aos seus pares no Tribunal um discurso persuasivo, recomendando
prudência e moderação no trato com os apóstolos de Jesus.
O seu sábio discurso,
desarmou o sinédrio, aplicando-lhes a ira voraz contra os apóstolos e todos
concordaram com ele. Os apóstolos foram soltos e deixados em paz por um tempo.
Algumas tradições antigas
sugerem que Gamaliel tenha se convertido ao Cristianismo mais tarde, e de
acordo com estas sugestões, ele teria sido batizado por Pedro e Joao, e se
tornado um grande cooperador da igreja em Jerusalém, na Judeia e na Galileia,
principalmente, na área do ensino da Palavra de Deus.

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