O
PRINCIPIO DA SEMEADURA
Tudo o que o homem
semear, isso também ceifara. O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que
semear em abundância, em abundancia ceifara. Gl.6.7; 2. Co.9.6.
O
princípio da semeadura é dos mais importantes de todos os outros mencionados
até o momento. Ele é conhecido também como a Lei do retorno por causa da sua
relação de causa e efeito. Ou seja, você colhe aquilo que planta. Tudo o que
fazemos, para o próximo ou mesmo para o Reino de Deus, volta para nós,
geralmente de forma dobrada.
Todas
as fontes da sabedoria humana são unanimes em afirmar isso. Assim como as
religiões, a filosofia, os tratados de química e de biologia, a física
tradicional (lei de Newton) e até a física quântica. Não é possível que todos
estejam errados em relação ao princípio da semeadura.
Além
de voltar para nós, geralmente, volta multiplicado. É como um bumerangue
multiplicador. Você planta a semente de uma fruta e terá várias no futuro; você
deixa espaço para um vírus e ele se transformará em milhões.
Partindo
desse princípio, é importante observar a recomendação bíblica: não faça aos outros o que não gostaria que
fizessem a você. Quando agimos dessa forma, já um grande avanço, pois, o
que fazemos, à outra pessoa vai voltar para nós um dia. Assim, se fizermos o
mal, receberemos em troca o mal, mas, se fizermos em bem, sem dúvida, beberemos
em troca, o bem.
Jesus
viu como positivo o princípio da semeadura e recomendou aos cristãos à pratica
do bem. Ele disse que aquilo que queremos
que os outras façam a nós, devemos fazer a eles. Dessa forma, o certo mesmo
é tratar as pessoas bem, como gostaríamos de ser tratados por elas. Isto significa
certamente, não enganar o próximo, não furtar – lo, não prejudica-lo em algum
negócio, levantar falso testemunho ou mesmo persegui-lo.
Em
vez disso, se explorarmos o próximo, um dia também seremos explorados por
alguém. Agora, se amamos e ajudamos alguém, certamente, seremos ajudados. Já
foi dito como muita propriedade que o
amor não é o que você sente, mas o que você faz. Por isso, pratique o bem e
você estará amando o próximo seja lá quem for, amigo ou inimigo.
√ - O Princípio da Semeadura se aplica
tanto no âmbito espiritual quanto nas leis naturais.
O
princípio da semeadura se aplica tanto na vida espiritual quanto nas leis
naturais, literalmente. Analisaremos a seguir alguns exemplos bíblicos que
comprovam essa importante verdade.
A
aplicabilidade da lei da semeadura, ou lei do retorno, tanto no âmbito
espiritual quanto no natural, foi estabelecida pelo próprio Deus conforme
veremos a seguir.
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- Cada semente produz de acordo com sua espécie.
Logo
que Noé, sua família e os animais saíram da arca no fim do diluvio. Após toda a
tormenta das aguas, Deus fez uma aliança com Noé e seus descendentes afirmando
que: “ Enquanto durar a terra, não
deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e
noite”. Gn.8.22.
O
princípio da colheita e da semeadura natural, foi prometida pelo próprio Deus
ao patriarca Noé e aos seus descendentes, enquanto houvesse mundo. Isso
significa também que a lei da semeadura é espiritual, à qual, estamos sujeitos
enquanto existirmos.
Quando
falamos da lei da semeadura especificamente, todo lavrador experiente, a
conhece. Ele sabe que cada semente gera de acordo com sua espécie. Quem planta
um limoeiro, certamente colherá limão; quem planta um abacateiro, colherá
abacate e assim, sucessivamente. Já no âmbito espiritual, quem semeia amor,
colherá amor; quem semeia a paz, colherá a paz.
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- Nunca colhemos a mesma quantidade que
semeamos.
A
lei da semeadura é generosa. Dificilmente colhemos menos e igualmente a
quantidade de sementes que plantemos. Apenas
uma semente de milho, por exemplo, pode gerar até seiscentos outros grãos.
Não é por acaso, que a Palavra de Deus declara que aqueles que semeiam vento,
segarão tempestade. Os.8.7.
»
- Nunca colhemos na mesma hora em que
plantamos.
A
vontade de Deus é que toda semeadura frutifique e seja fecunda, no entanto,
isso demora tempo. Só acontece no tempo certo. Conforme estabelecida pelas leis
naturais, ou seja, no tempo de Deus. Não espere semear hoje e colher amanhã.
No
Salmo (126) temos uma ilustração muito importante sobre o processo da semeadura
e da colheita. Lá o autor, mostra um semeador “ chorando” enquanto semeia, no entanto, se alegra e festeja no
tempo da colheita. Sl.126.6.
Semear com lagrimas certamente
se refere ao tempo de dificuldades pelas quais, os israelitas passavam. Tempo
de escassez, de seca e outros fenômenos naturais não favoráveis à produção
agrícola, no entanto, apesar desses contratempos, o agricultor não deixava de
semear, mesmo chorando, pois, sabia que no tempo certo colheria com alegria. Trazendo consigo os seus preciosos molhos.
Esse
exemplo citado pelo salmista pode também ser aplicado à vida espiritual. Muitas
vezes nos vemos atravessando momentos de escassez e dificuldades extremas, seja
na vida espiritual, profissional, ministerial, pessoal e familiar, momentos
estes que nos levam às lagrimas, no entanto, apesar disso, não podemos e
devemos parar de plantar, sempre na expectativa de no momento certo, colhermos
com alegria.
√ - A Palavra de Deus é a Semente.
Uma
das imagens mais usadas por Jesus para definir o Reino dos céus foi a semente. O
reino dos céus funciona de acordo com o princípio da semeadura e da colheita. O
próprio Jesus se denominou como uma semente.
Em verdade, em verdade
vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se
morrer, produz muito fruto. Jo. 12.24.
O
Mestre não se referia a uma semente de trigo literalmente, mas a si mesmo,
revelando sua morte e ressurreição. Ou seja, através de sua morte, sepultamento
e posterior ressureição, seu sacrifício, representado pela semente, produziria
muito mais frutos e consequentemente, outras sementes, as quais, por sua vez,
também se multiplicariam. Assim, aprendemos que se queremos colher vidas, temos
que semear primeiro a nossa própria.
Em
outro texto Jesus afirma categoricamente ser a Palavra de Deus a semente: “ A semente é a Palavra de Deus”. Lc.8.11.
Nesse
texto, Jesus explicava aos discípulos o significado da parábola do Semeador, a
qual, há princípio, eles não tinham entendido. Enquanto semeava, as sementes
caíram em solos e lugares diferentes. Todas elas germinaram, cresceram e
produziram frutos conforme suas limitações e peculiaridade. Umas resistiram ao
tempo e as dificuldades e outras não.
O
mais importante desse processo é que a semente foi plantada pelo semeador, não
importando em que tipo de solo elas caíram ou as dificuldades que encontraram depois
para sobreviver e produzir frutos.
A
semente como a Palavra de Deus, a qual, tem o poder de mudar as pessoas,
precisa ser anunciada a tempo e fora de tempo pelos cristãos (semeador) a todas
as pessoas (tipos de solo). Se não propagarmos a Palavra de Deus, certamente as
pessoas não a ouvirão, mas se a pregarmos, serão libertas, curadas, perdoadas e
salvas.
As
pessoas além de semeadoras, podem ser também a própria semente. Foi o próprio
Jesus que nos revelou esse princípio na parábola do Joio e do trigo ao afirmar:
“ O campo é o mundo; a boa semente são os
filhos do Reino; e o Joio são os filhos do maligno”. Mt.13.38.
Nesta
parola contada por Jesus, ele retrata mais uma vez a importância da semente
para a produção de alimentos e a multiplicação dela mesmo. Só que dessa vez,
ele compara a “boa semente” com o
próprio cristão. Somos a boa semente, mesmo plantada em meio ao Joio (filhos do
maligno). Nessa condição, devemos produzir muitos frutos para a gloria de Deus.
A
semente pode representar também o que falamos, nossas ações, tempo, finanças e
pensamentos. Tudo o que fazemos colheremos os seus respectivos frutos no devido
tempo.
A
colheita é de acordo com a semente plantada. Não podemos colher o fruto de uma
espécie que não plantamos. Assim como não podemos receber uma manifestação de
carinho, amor ou compreensão de alguém se não plantamos isso.
A
colheita de bons e maus frutos de acordo com o que plantamos, tanto invisíveis
quanto visíveis, pode ocorrer em vida e outras quando chegarmos nos céus. Esse
princípio, é destacado por Paulo quando ensinava aos crentes de Corinto
dizendo:
“
O que semeia pouco, pouco também ceifará;
e o que semeia em abundancia em abundancia também ceifará”. 2. Co. 9.6.
O
que é mais importante na lei da semeadura e da colheita é a justiça com que a
recompensa volta para nós. Tudo proporcional à quantidade de semente que foi
plantada. Uma pessoa que planta pouco, não poderá esperar uma grande colheita e
se ele não plantou o suficiente para tanto.
No
versículo seguinte, o apostolo fala sobre as contribuições voluntarias ao afirmar:
“ Deus ama ao que contribui com alegria”.
O segredo para colhermos bons frutos é plantando uma boa semente, praticando
o bem e contribuindo com alegria e de coração.
Não
seja apenas um consumidor de sementes, mas um semeador em potencial. O maior
exemplo desse importante princípio foi o Senhor Jesus Cristo, o qual, sendo
rico, se fez pobre para que fossemos ricos da sua graça. 2. Co.8.9. A
verdadeira riqueza em Deus não tem nada a ver com o que temos, mas com o que
somos.
Semear
bons frutos é a prova de que a ganancia foi vencida. Ela é caracterizada pela
ânsia de ganhos exorbitantes, avidez e cobiça. O remédio ou antídoto para
combate-la é a generosidade. O não ser egoísta, pois o que Deus nos dar não
apenas para nós, mas também para os que precisam.
Penando
dessa forma, não hesite em abençoar as pessoas por onde você passar. Independentemente
do que tenham a lhe oferecer em troca, seja generoso, pois, sua colheita não
virá deles, mas de Deus.
Viva
pensando em doar algo de bom para as pessoas, qualquer coisa que venha
ajuda-las a serem melhor, seja uma doação em dinheiro, material, palavras ou
até mesmo boas intenções e gestos.
O generoso
prosperará! Às vezes basta apenas uma mensagem de texto, um telegrama, um
telefonema, uma palavra, um gesto ou uma oração sincera. Tudo isso são formas
de semear boa semente e consequentemente, ter boas colheitas em abundância