O
PRINCIPIO PACIENCIA / PRESSA
“Melhor é um homem paciente do que um
guerreiro” Pv.16.32.
A presa, tema da nossa analise neste capitulo, pode ser
definida como: velocidade, ligeireza e intrepidez. Necessidade intima de
alcançar um objetivo de apressar-se. A precipitação pode ser considerada uma
pressa irrefletida; assim como reagir sem a devida deliberação ou cautela.
Alguém falou certa vez com muita propriedade afirmando o
seguinte: “a pressa é inimiga da perfeição! ”.
Ela pode nos levar a perder grandes oportunidades ou até mesmo a cometer
erros, cargos, empregos, amigos e até mesmo a própria vida. Por esses e outros
motivos, esse importante princípio bíblico é bastante mencionado nas sagradas
escrituras.
Em contra parida, a paciência, é o oposto da pressa. Ela
nos faz esperar o momento certo de agir e de falar. A ser prudente como uma
serpente, característica esta da paciência.
Nesse capitulo mais especificamente, analisaremos esse
contraste entre a paciência e a pressa. Veremos os extremos entre elas, bem
como os perigos e vantagens que as duas podem nos proporcionar.
√
- A pressa pode se tornar
uma aliada do mal.
Em
Provérbios (14.19), Salomão define o homem de animo precipitado como uma
demonstração de loucura. Ou seja, o homem ou a mulher que age precipitadamente,
sem refletir, estar propenso à práticas de loucuras, tais como: agressão,
injuria e até violência. Muitos, quando agem nessa condição, chegam as vias de
fato, cometendo atos precipitados dos quais, poderão se arrepender pelo resto
da vida.
A pressa pode nos afastar da proteção divina, tornando
alvo fácil do inimigo. Isso ocorre quando não
podemos conter o nosso espirito. A pessoa que age dessa forma é comparada a
uma cidade sem muros, a qual, fica totalmente vulnerável. Pv.25.28.
·
Paciência
– fruto da temperança.
Alegrai-vos na esperança, sedes
pacientes na tribulação, perseverai na oração”.
Rm.12.12.
A paciência nos
capacita a suportar o sofrimento, e enfrentar os problemas com alegria. Todos nós
estamos sujeitos a passarmos por todo tipo de sofrimento, seja doença, a dor,
calamidade, decepções, pobreza, maus tratos, tristezas, perseguição, entre
outras, no entanto, quando os enfrentamos pacientemente, fé e esperança, tudo
se torna mais fácil.
As pessoas de Deus são alcançadas por meio da paciência. Quando
Deus fez a promessa a Abraão, jurando por si mesmo, o patriarca por sua vez,
esperou com paciência e alcançou a promessa divina. Hb.6.13-15.
A leitura da Palavra de Deus fortalece a nossa paciência,
conforme foi registrado em Romanos (15.4), diz que tudo o que foi escrito,
serve para o nosso aprendizado, para que pela paciência e consolação das escrituras tenhamos esperança.
O apostolo Tiago também abordou o assunto, recomendando
os cristãos a serem pacientes até a
vinda do Senhor, e tomou como exemplo o lavrador, o qual, lança a semente na
terra e aguarda pacientemente colher os frutos no tempo certo. Tg.5.7-11.
Tiago, autor da carta que leva o seu nome era irmão de
Jesus, nessa condição, tinha aprendido com ele, também seu Senhor e Mestre. Ele
ensina que as tentações provam a nossa fé e produz paciência, como maturidade
espiritual. Tg.1.3,4.
A paciência ainda segundo Tiago, é demonstrada também no
domínio da língua e da ira. (1.25), na mansidão e no compromisso com a Palavra
de Deus; na fé cristã, na fraternidade, na submissão a Deus e por fim, na expectativa
na vinda de Jesus Cristo.
O mesmo autor cita o patriarca Jó como exemplo de
paciência e fé bem como o fim que Deus lhe deu. (1.11). O exercício da
paciência é sem dúvida, difícil de ser exercida, principalmente, em função do
corre – corre da vida.
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