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terça-feira, 31 de dezembro de 2024



DEUS OU MAMOM?


" Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom". (Mt.6.24).

O termo "Mamom" foi mencionado algumas vezes por Jesus nos Evangelhos, se referindo aos bens terrenos. Este termo é uma transliteração do aramaico "mamon" que significa literalmente, "dinheiro, riqueza". Os textos em que são mencionados o termo em questão, são (Mt.6.24; Lc.16.9,11,13), todas relacionadas ao má uso do dinheiro e bens materiais adquiridos ao longo da vida.
Na citação em Mateus (6.24), o Mestre alertou sobre o perigo de servir dois senhores ao mesmo tempo, Deus e Mamom, ou seja, nesse caso, Mamon aparece como uma personificação de um ídolo, que pode ocupar o lugar de Deus em nosso coração. Isso inclui todo e qualquer tipo de bem material adquirido de forma honesta ou desonesta, tais como: dinheiro, propriedades, possessões, alimentos, roupas e outras que são essenciais à nossa sobrevivência.
Estes bens materiais podem se tornar "senhor e deus" nas nossas vidas a partir do momento em quem alguém passa a ama-las, e coloca-las como prioridades em sua vida em detrimento do amor e dedicação ao verdadeiro Deus que é quem nos proporciona tudo o que temos, inclusive a vida. devemos esquecer que "onde estiver o nosso tesouro, estará também o nosso coração". (Mt.6.21). Se o nosso verdadeiro tesouro, estiver na eternidade, os nossos pensamentos estarão lá, mas se o nosso tesouro estiver na terra, nos bens materiais e efêmeros, certamente o nosso pensamento também estará nele.
É importante destacar no entanto, que em momento algum Cristo condenou a prosperidade material, a aquisição de bens e serviços de forma honesta e com esforço pessoal do cristão, o que condenou foi a cobiça, e avareza com que tratamos o dinheiro, isso de certa forma, corrompe o coração do homem avarento e o afasta de Deus, levando-o ao pecado e consequentemente, à perdição eterna, caso não haja uma mudança de atitude em relação a estas praticas nocivas à nossa fé e comunhão com o Criador.
Estar relacionado também a Mamom, a pratica de desonestidade na aquisição de bens, bem como a injustiça, o ganho desonesto e posses de origem iniquas e o egocentrismo exacerbado. Sabendo disso, devemos fazer uma escolha simples, servir e amar a Deus e utilizar de forma sabia e generosa os bens adquiridos tanto para o nosso bem e nossa família quanto para ajudar os que precisam.


 

domingo, 29 de dezembro de 2024


 NUNC DIMITTIS. (LC.2.29-35).

A expressão Latina "Nunca Dimittis servun tuum" significa "Despede o teu servo, Senhor". Faz parte do cântico de Simeão, quando tomou Jesus nos braços no templo em Jerusalém, quando ele tinha oito dias de nascido. Inspirado pelo Espírito Santo, o Velho Profeta que aguarda a chegada do Messias Salvador compôs está canção, uma das bonitas e inspiradoras da liturgia cristã até os dias de hoje.
Neste cântico de despedida aprendemos que a vinda do Messias era a esperança de Israel e de todo o mundo. Luz para iluminar as nações. O Espírito Santo estava sobre Ele. Ele viveria movido pelo Espírito Santo. Sua vinda trazia esperança e Salvação. Revelaria os redimidos do Senhor.
A chegada do Messias era no Antigo Testamento. Ele faria muitos milagres durante a sua vida e ministério. A pesar disso, o Salvador seria traspassado por uma espada, e Maria sofreria muito por isso, uma referência a sua morte na cruz. Mas era no seu sofrimento, que se manifestaria os pensamentos

Pr. Jose Queiroz Junior

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

 Fundação da CRADAP - CEMEADAP

 

                           Primeiros pastores da CRADAP fundada em 1964

Sentindo essas dificuldades em ordenar obreiros para a ceara do Mestre, bem como as despesas para se deslocar do Amapá para o Pará levando os aspirantes ao ministério, o Pastor Otoniel Alves Alencar, líder da igreja em Macapá, se reuniu como um pequeno colegiado de ministros regionais, e fundou oficialmente a CRADAP – Convenção Regional de Pastores da Assembleia de Deus no Amapá, sigla este, que foi mudada anos depois para CEMEADAP – Convenção Estadual de Ministros Evangélicos da Assembleia de Deus no Amapá.

De acordo com o Estatuto da CEMEADAP, no capitulo I, do nome, natureza, sede, foro e fins, Artigo 1º descreve este momento histórico da fundação da primeira convenção estadual dos ministros e igrejas do Estado do Amapá.

 

A Convenção Estadual de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Amapá, fundada em 20 de agosto de 1964, pelos pastores Otoniel Alves Alencar, Serafim Pires de Souza e os Evangelistas Severino Gurgel Medeiros, Cláudio Rodrigues da Silva e outros, na cidade de Macapá, Estado do Amapá, por tempo indeterminado, é um colegiado de Ministros do Evangelho, sob a forma de associação civil de natureza religiosa, filantrópica, cultural, educacional, sem fins lucrativos, tendo como associados os Ministros do Evangelho das Igrejas Assembleias de Deus no Estado do Amapá”.

 

Como visto na citação acima, a CRADAP foi fundada no dia 2º de agosto de 1964 pelos pastores Otoniel Alves Alencar, Serafim Pires do Souza (Souzinha) e pelos evangelistas Severino Gurgel Medeiros e Cláudio Rodrigues da Silva. Este período de progresso da obra no Amapá, se estendeu pelas décadas seguintes e ficou conhecida como a “era de ouro” da igreja no estado.

Com a fundação da convenção estadual de Ministros no Amapá, facilitou a ordenação de obreiros para a ceara, com isso, novos obreiros foram consagrados e enviados para outras localidades do Estado, com isso novas igrejas surgiram, o que dinamizou a obra de evangelização.

Na imagem acima, da década de 60 aparecem alguns dos pioneiros fundadores da convenção estadual de ministros e igrejas evangélicas do Amapá, e desbravadores dos rincões mais insipientes do estado. Da esquerda para a direita na ordem cronológica encontram-se: Pr. Jose Fernandes de Souza (Isaias), Pr. Limas Leite Rabelo, Pr. Otoniel Alves Alencar, Pr. Serafim Pires de Souza, Pr. Pedro Ladislau e Pr. Manuel Sebastião.

Esta ode ser considerada a primeira geração de pastores da Assembleia de Deus no Estado do Amapá, a maioria nativo do próprio estado, consagrados pela própria convenção recém-criada para dinamizar a obra.


sábado, 7 de dezembro de 2024

 


DESATADORES DE SANDÁLIAS.



João Batista, segundo o próprio Jesus Cristo revelou, foi o "maior homem nascido de mulher". (LC.7.28). O último dos profetas; o Precursor do Messias, foi ele que apresentou Jesus ao mundo e o batizou nas águas, cumprindo a lei e a justiça, apesar de tudo isso, quando perguntado se ele era o Cristo, respondeu simplesmente:

"Não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés ".
Esta declaração de Batista, revela a consciência de um líder humilde e conhecedor do seu lugar no plano de salvação divina. Ele sabia até onde ia sua autoridade e missão específica entalecida por Deus. Sabia ser um homem mortal, falho e pecador. Sua missão era preparar o caminho e apresentar Cristo ao mundo, e não ocupar o seu lugar, tomar a sua glória para si.
Embora muitos achassem que ele o Messias prometido, quando inquirido a este respeito, ele afirmava com convicção: "Não sou". E acrescentava "Importa que ele crença é eu diminua".
Pr. Jose Queiroz Junior


sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

A VERDADEIRA RELIGIÃO

 A verdadeira religião, não está fundamentada no cumprimento de ritos e dogmas, mas na prática sincera de devoção a Deus, em espírito e em verdade, independente da forma e do lugar. Independente de práticas religiosas aparentes que visam a exaltação humana, mas no amor a Deus e ao próximo, no socorro aos órfãos, as viúvas e aos necessitados. 

terça-feira, 24 de março de 2020

O PRINCIPIO PACIENCIA / PRESSA


O PRINCIPIO PACIENCIA / PRESSA

Melhor é um homem paciente do que um guerreiro” Pv.16.32.

            A presa, tema da nossa analise neste capitulo, pode ser definida como: velocidade, ligeireza e intrepidez. Necessidade intima de alcançar um objetivo de apressar-se. A precipitação pode ser considerada uma pressa irrefletida; assim como reagir sem a devida deliberação ou cautela.
            Alguém falou certa vez com muita propriedade afirmando o seguinte: “a pressa é inimiga da perfeição! ”.  Ela pode nos levar a perder grandes oportunidades ou até mesmo a cometer erros, cargos, empregos, amigos e até mesmo a própria vida. Por esses e outros motivos, esse importante princípio bíblico é bastante mencionado nas sagradas escrituras.
            Em contra parida, a paciência, é o oposto da pressa. Ela nos faz esperar o momento certo de agir e de falar. A ser prudente como uma serpente, característica esta da paciência.
            Nesse capitulo mais especificamente, analisaremos esse contraste entre a paciência e a pressa. Veremos os extremos entre elas, bem como os perigos e vantagens que as duas podem nos proporcionar.
√ - A pressa pode se tornar uma aliada do mal.
Em Provérbios (14.19), Salomão define o homem de animo precipitado como uma demonstração de loucura. Ou seja, o homem ou a mulher que age precipitadamente, sem refletir, estar propenso à práticas de loucuras, tais como: agressão, injuria e até violência. Muitos, quando agem nessa condição, chegam as vias de fato, cometendo atos precipitados dos quais, poderão se arrepender pelo resto da vida.
            A pressa pode nos afastar da proteção divina, tornando alvo fácil do inimigo. Isso ocorre quando não podemos conter o nosso espirito. A pessoa que age dessa forma é comparada a uma cidade sem muros, a qual, fica totalmente vulnerável. Pv.25.28.
·         Paciência – fruto da temperança.
Alegrai-vos na esperança, sedes pacientes na tribulação, perseverai na oração”.
Rm.12.12.
            A paciência nos capacita a suportar o sofrimento, e enfrentar os problemas com alegria. Todos nós estamos sujeitos a passarmos por todo tipo de sofrimento, seja doença, a dor, calamidade, decepções, pobreza, maus tratos, tristezas, perseguição, entre outras, no entanto, quando os enfrentamos pacientemente, fé e esperança, tudo se torna mais fácil.
            As pessoas de Deus são alcançadas por meio da paciência. Quando Deus fez a promessa a Abraão, jurando por si mesmo, o patriarca por sua vez, esperou com paciência e alcançou a promessa divina. Hb.6.13-15.
            A leitura da Palavra de Deus fortalece a nossa paciência, conforme foi registrado em Romanos (15.4), diz que tudo o que foi escrito, serve para o nosso aprendizado, para que pela paciência e consolação das escrituras tenhamos esperança.
            O apostolo Tiago também abordou o assunto, recomendando os cristãos a serem pacientes até a vinda do Senhor, e tomou como exemplo o lavrador, o qual, lança a semente na terra e aguarda pacientemente colher os frutos no tempo certo. Tg.5.7-11.
            Tiago, autor da carta que leva o seu nome era irmão de Jesus, nessa condição, tinha aprendido com ele, também seu Senhor e Mestre. Ele ensina que as tentações provam a nossa fé e produz paciência, como maturidade espiritual. Tg.1.3,4.
            A paciência ainda segundo Tiago, é demonstrada também no domínio da língua e da ira. (1.25), na mansidão e no compromisso com a Palavra de Deus; na fé cristã, na fraternidade, na submissão a Deus e por fim, na expectativa na vinda de Jesus Cristo.
            O mesmo autor cita o patriarca Jó como exemplo de paciência e fé bem como o fim que Deus lhe deu. (1.11). O exercício da paciência é sem dúvida, difícil de ser exercida, principalmente, em função do corre – corre da vida.


O PRINCIPIO DA SEMEADURA


O PRINCIPIO DA SEMEADURA

Tudo o que o homem semear, isso também ceifara. O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semear em abundância, em abundancia ceifara. Gl.6.7; 2. Co.9.6.

O princípio da semeadura é dos mais importantes de todos os outros mencionados até o momento. Ele é conhecido também como a Lei do retorno por causa da sua relação de causa e efeito. Ou seja, você colhe aquilo que planta. Tudo o que fazemos, para o próximo ou mesmo para o Reino de Deus, volta para nós, geralmente de forma dobrada.
Todas as fontes da sabedoria humana são unanimes em afirmar isso. Assim como as religiões, a filosofia, os tratados de química e de biologia, a física tradicional (lei de Newton) e até a física quântica. Não é possível que todos estejam errados em relação ao princípio da semeadura. 
Além de voltar para nós, geralmente, volta multiplicado. É como um bumerangue multiplicador. Você planta a semente de uma fruta e terá várias no futuro; você deixa espaço para um vírus e ele se transformará em milhões.
Partindo desse princípio, é importante observar a recomendação bíblica: não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você. Quando agimos dessa forma, já um grande avanço, pois, o que fazemos, à outra pessoa vai voltar para nós um dia. Assim, se fizermos o mal, receberemos em troca o mal, mas, se fizermos em bem, sem dúvida, beberemos em troca, o bem.
Jesus viu como positivo o princípio da semeadura e recomendou aos cristãos à pratica do bem. Ele disse que aquilo que queremos que os outras façam a nós, devemos fazer a eles. Dessa forma, o certo mesmo é tratar as pessoas bem, como gostaríamos de ser tratados por elas. Isto significa certamente, não enganar o próximo, não furtar – lo, não prejudica-lo em algum negócio, levantar falso testemunho ou mesmo persegui-lo.
Em vez disso, se explorarmos o próximo, um dia também seremos explorados por alguém. Agora, se amamos e ajudamos alguém, certamente, seremos ajudados. Já foi dito como muita propriedade que o amor não é o que você sente, mas o que você faz. Por isso, pratique o bem e você estará amando o próximo seja lá quem for, amigo ou inimigo.
√ - O Princípio da Semeadura se aplica tanto no âmbito espiritual quanto nas leis naturais.
O princípio da semeadura se aplica tanto na vida espiritual quanto nas leis naturais, literalmente. Analisaremos a seguir alguns exemplos bíblicos que comprovam essa importante verdade.
A aplicabilidade da lei da semeadura, ou lei do retorno, tanto no âmbito espiritual quanto no natural, foi estabelecida pelo próprio Deus conforme veremos a seguir.
» -  Cada semente produz de acordo com sua espécie.  
Logo que Noé, sua família e os animais saíram da arca no fim do diluvio. Após toda a tormenta das aguas, Deus fez uma aliança com Noé e seus descendentes afirmando que: “ Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite”. Gn.8.22.
O princípio da colheita e da semeadura natural, foi prometida pelo próprio Deus ao patriarca Noé e aos seus descendentes, enquanto houvesse mundo. Isso significa também que a lei da semeadura é espiritual, à qual, estamos sujeitos enquanto existirmos.
Quando falamos da lei da semeadura especificamente, todo lavrador experiente, a conhece. Ele sabe que cada semente gera de acordo com sua espécie. Quem planta um limoeiro, certamente colherá limão; quem planta um abacateiro, colherá abacate e assim, sucessivamente. Já no âmbito espiritual, quem semeia amor, colherá amor; quem semeia a paz, colherá a paz.  
» - Nunca colhemos a mesma quantidade que semeamos.
A lei da semeadura é generosa. Dificilmente colhemos menos e igualmente a quantidade de sementes que plantemos. Apenas uma semente de milho, por exemplo, pode gerar até seiscentos outros grãos. Não é por acaso, que a Palavra de Deus declara que aqueles que semeiam vento, segarão tempestade. Os.8.7.
» - Nunca colhemos na mesma hora em que plantamos.
A vontade de Deus é que toda semeadura frutifique e seja fecunda, no entanto, isso demora tempo. Só acontece no tempo certo. Conforme estabelecida pelas leis naturais, ou seja, no tempo de Deus. Não espere semear hoje e colher amanhã.
No Salmo (126) temos uma ilustração muito importante sobre o processo da semeadura e da colheita. Lá o autor, mostra um semeador “ chorando” enquanto semeia, no entanto, se alegra e festeja no tempo da colheita. Sl.126.6.
Semear com lagrimas certamente se refere ao tempo de dificuldades pelas quais, os israelitas passavam. Tempo de escassez, de seca e outros fenômenos naturais não favoráveis à produção agrícola, no entanto, apesar desses contratempos, o agricultor não deixava de semear, mesmo chorando, pois, sabia que no tempo certo colheria com alegria. Trazendo consigo os seus preciosos molhos.
Esse exemplo citado pelo salmista pode também ser aplicado à vida espiritual. Muitas vezes nos vemos atravessando momentos de escassez e dificuldades extremas, seja na vida espiritual, profissional, ministerial, pessoal e familiar, momentos estes que nos levam às lagrimas, no entanto, apesar disso, não podemos e devemos parar de plantar, sempre na expectativa de no momento certo, colhermos com alegria.
√ - A Palavra de Deus é a Semente.
Uma das imagens mais usadas por Jesus para definir o Reino dos céus foi a semente. O reino dos céus funciona de acordo com o princípio da semeadura e da colheita. O próprio Jesus se denominou como uma semente.
Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Jo. 12.24.
O Mestre não se referia a uma semente de trigo literalmente, mas a si mesmo, revelando sua morte e ressurreição. Ou seja, através de sua morte, sepultamento e posterior ressureição, seu sacrifício, representado pela semente, produziria muito mais frutos e consequentemente, outras sementes, as quais, por sua vez, também se multiplicariam. Assim, aprendemos que se queremos colher vidas, temos que semear primeiro a nossa própria.
Em outro texto Jesus afirma categoricamente ser a Palavra de Deus a semente: “ A semente é a Palavra de Deus”. Lc.8.11.
Nesse texto, Jesus explicava aos discípulos o significado da parábola do Semeador, a qual, há princípio, eles não tinham entendido. Enquanto semeava, as sementes caíram em solos e lugares diferentes. Todas elas germinaram, cresceram e produziram frutos conforme suas limitações e peculiaridade. Umas resistiram ao tempo e as dificuldades e outras não.
O mais importante desse processo é que a semente foi plantada pelo semeador, não importando em que tipo de solo elas caíram ou as dificuldades que encontraram depois para sobreviver e produzir frutos.  
A semente como a Palavra de Deus, a qual, tem o poder de mudar as pessoas, precisa ser anunciada a tempo e fora de tempo pelos cristãos (semeador) a todas as pessoas (tipos de solo). Se não propagarmos a Palavra de Deus, certamente as pessoas não a ouvirão, mas se a pregarmos, serão libertas, curadas, perdoadas e salvas.
As pessoas além de semeadoras, podem ser também a própria semente. Foi o próprio Jesus que nos revelou esse princípio na parábola do Joio e do trigo ao afirmar: “ O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; e o Joio são os filhos do maligno”. Mt.13.38.
Nesta parola contada por Jesus, ele retrata mais uma vez a importância da semente para a produção de alimentos e a multiplicação dela mesmo. Só que dessa vez, ele compara a “boa semente” com o próprio cristão. Somos a boa semente, mesmo plantada em meio ao Joio (filhos do maligno). Nessa condição, devemos produzir muitos frutos para a gloria de Deus.
A semente pode representar também o que falamos, nossas ações, tempo, finanças e pensamentos. Tudo o que fazemos colheremos os seus respectivos frutos no devido tempo.
A colheita é de acordo com a semente plantada. Não podemos colher o fruto de uma espécie que não plantamos. Assim como não podemos receber uma manifestação de carinho, amor ou compreensão de alguém se não plantamos isso.
A colheita de bons e maus frutos de acordo com o que plantamos, tanto invisíveis quanto visíveis, pode ocorrer em vida e outras quando chegarmos nos céus. Esse princípio, é destacado por Paulo quando ensinava aos crentes de Corinto dizendo:
O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundancia em abundancia também ceifará”. 2. Co. 9.6.
O que é mais importante na lei da semeadura e da colheita é a justiça com que a recompensa volta para nós. Tudo proporcional à quantidade de semente que foi plantada. Uma pessoa que planta pouco, não poderá esperar uma grande colheita e se ele não plantou o suficiente para tanto.
No versículo seguinte, o apostolo fala sobre as contribuições voluntarias ao afirmar: “ Deus ama ao que contribui com alegria”. O segredo para colhermos bons frutos é plantando uma boa semente, praticando o bem e contribuindo com alegria e de coração.
Não seja apenas um consumidor de sementes, mas um semeador em potencial. O maior exemplo desse importante princípio foi o Senhor Jesus Cristo, o qual, sendo rico, se fez pobre para que fossemos ricos da sua graça. 2. Co.8.9. A verdadeira riqueza em Deus não tem nada a ver com o que temos, mas com o que somos.
Semear bons frutos é a prova de que a ganancia foi vencida. Ela é caracterizada pela ânsia de ganhos exorbitantes, avidez e cobiça. O remédio ou antídoto para combate-la é a generosidade. O não ser egoísta, pois o que Deus nos dar não apenas para nós, mas também para os que precisam.
Penando dessa forma, não hesite em abençoar as pessoas por onde você passar. Independentemente do que tenham a lhe oferecer em troca, seja generoso, pois, sua colheita não virá deles, mas de Deus.
Viva pensando em doar algo de bom para as pessoas, qualquer coisa que venha ajuda-las a serem melhor, seja uma doação em dinheiro, material, palavras ou até mesmo boas intenções e gestos.
O generoso prosperará! Às vezes basta apenas uma mensagem de texto, um telegrama, um telefonema, uma palavra, um gesto ou uma oração sincera. Tudo isso são formas de semear boa semente e consequentemente, ter boas colheitas em abundância