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terça-feira, 15 de outubro de 2019

UM MODELO DE IGREJA A SER SEGUIDO


Os Apostolos em reuniao

            Então as igrejas em toda a Judeia, e Galileia, e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e andando no temor do Senhor e na consolação do Espirito Santo, se multiplicavam”. At.9.31.
            Uma análise de Atos dos apóstolos e de algumas cartas paulinas é possível entender como vivia e agia a Igreja Primitiva. Os seus membros na sua maioria, eram judeus convertidos, vindos do judaísmo. Eles não eram super-homens ou supermulheres, com poderes e habilidades especiais, que os diferissem dos cristãos da atualidade, mas a diferencia estava na forma como eles levavam a sério a obra da evangelização dos povos, a comunhão que mantiam com Deus; a busca e a perseverança na sã doutrina ensinada por Jesus e os seus apóstolos.
 A obra de evangelização foi tão intensa na Igreja Primitiva, que no ano 300 d. C. não havia nenhuma parte no vasto Império romano onde o Evangelho de Cristo não tivesse penetrado. Diante de tão grande avanço no cumprimento da missão recebida do próprio Jesus (At.1.8; Mt.28.19-20; Mc.16.16-18), nos perguntamos que fatores humanos Deus usou para realizar essa extraordinária propagação do Evangelho e consequentemente, o crescimento da Igreja em todos os sentidos?
Esse importante pergunta não é difícil de ser respondida após uma leitura minuciosa do livro de Atos dos apóstolos. Iremos encontrar algumas características daquela Igreja determinada a cumprir sua missão espiritual e social.
1.                  Tinham uma fervorosa convicção de sua missão no mundo.  Por isso, os cristãos primitivos tinham uma mensagem solida e verdadeira. 1. Co.15.1,3. Era uma filosofia, inspirada nos filósofos e poetas gregos e romanos, mas, nas Boas Novas do Ministério, morte e ressureição de Jesus Cristo, na comunhão e no temor a Deus. At.9.31.
Eusébio de Cesareia (260 – 340 d. C), um importante historiador da Igreja, escreveu dizendo: “nesse tempo, muitos crentes sentiram suas almas inspiradas pela santa Palavra, como ardente desejo por perfeição”. E acrescenta: “a única ambição da igreja era fazer com que o mundo conhecesse a Palavra de Deus”.
2.                  Tinham uma vida de amor e comunhão com Deus e com os homens. Eles louvavam a Deus com alegria e contavam com a simpatia do povo.
·                    Enquanto isso, o Senhor acrescentava à Igreja todos os dias os que iam sendo salvos. At.2.47.
·                    Zelava pela santidade. Tt.2.4.
·                    Praticavam a lealdade mutua, a igualdade e o respeito a todos. Não havia distinção de pessoas. Todos eram igualmente importantes. Cl.3.11.
·                    Testemunhavam e viviam a caridade. Vendiam suas propriedades e distribuíam parte do valor com os necessitados da Igreja. At.2.45.
·                    Os cristãos eram conhecidos por suas obras de Caridade e pelo fervor espiritual. Gl.6.10.
3.                  A Igreja estava pronta a sofrer por causa do Evangelho. A perseguição aos primeiros cristãos, foi severa, no entanto, eles não se intimidaram ou desistiram da missão, mas pelo contrário, trabalharam com mais entusiasmo ainda.
Os apóstolos sofreram perseguições terríveis. Todos eles foram condenados e executados por causa do Evangelho e do nome de Jesus. Com exceção de Joao Evangelista, apesar de algumas atentivas de mata-lo. At.5.40-41. Em vez de se melindrarem e se retraírem entre quatro paredes, eles se alegravam quando eram perseguidos por causa do Evangelho que pregavam.
No Império romano nos primeiros séculos, o cristão não tinha direito a viver. Todos eles sabiam que podiam morrer a qualquer momento. Sabendo disso, e que a sua morte estava perto, foi que Paulo declarou: “quanto a mim, estou sendo oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegada”. 2. Tm. 4.6.
A libação era o derramamento de algum liquido, geralmente, vinho, óleo, ou até mesmo leite, como um ato de culto de louvor e adoração a Deus. O apostolo Paulo estava tão convicto da sua salvação e do serviço prestado ao Reino dos céus que declara nos versículos seguintes: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da Justiça me estar preparada, a qual, o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim; mas também a todos os que amarem a sua vinda”. 2. Tm.4.7-8.
Era esse o sentimento da maioria dos cristãos primitivos, por isso, a Igreja foi tão eficiente e vitoriosa no cumprimento da sua missão terrena.    

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