Os Apostolos em reuniao
Então as igrejas em
toda a Judeia, e Galileia, e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e andando
no temor do Senhor e na consolação do Espirito Santo, se multiplicavam”. At.9.31.
Uma análise de Atos dos apóstolos e de algumas cartas
paulinas é possível entender como vivia e agia a Igreja Primitiva. Os seus
membros na sua maioria, eram judeus convertidos, vindos do judaísmo. Eles não
eram super-homens ou supermulheres, com poderes e habilidades especiais, que os
diferissem dos cristãos da atualidade, mas a diferencia estava na forma como
eles levavam a sério a obra da evangelização dos povos, a comunhão que mantiam
com Deus; a busca e a perseverança na sã doutrina ensinada por Jesus e os seus
apóstolos.
A obra de evangelização foi tão intensa na
Igreja Primitiva, que no ano 300 d. C. não havia nenhuma parte no vasto Império
romano onde o Evangelho de Cristo não tivesse penetrado. Diante de tão grande
avanço no cumprimento da missão recebida do próprio Jesus (At.1.8; Mt.28.19-20;
Mc.16.16-18), nos perguntamos que fatores humanos Deus usou para realizar essa
extraordinária propagação do Evangelho e consequentemente, o crescimento da
Igreja em todos os sentidos?
Esse
importante pergunta não é difícil de ser respondida após uma leitura minuciosa
do livro de Atos dos apóstolos. Iremos encontrar algumas características
daquela Igreja determinada a cumprir sua missão espiritual e social.
1.
Tinham uma fervorosa convicção de sua
missão no mundo. Por
isso, os cristãos primitivos tinham uma mensagem solida e verdadeira. 1.
Co.15.1,3. Era uma filosofia, inspirada nos filósofos e poetas gregos e
romanos, mas, nas Boas Novas do Ministério, morte e ressureição de Jesus
Cristo, na comunhão e no temor a Deus. At.9.31.
Eusébio
de Cesareia (260 – 340 d. C), um importante historiador da Igreja, escreveu
dizendo: “nesse tempo, muitos crentes
sentiram suas almas inspiradas pela santa Palavra, como ardente desejo por
perfeição”. E acrescenta: “a única
ambição da igreja era fazer com que o mundo conhecesse a Palavra de Deus”.
2.
Tinham uma vida de amor e comunhão
com Deus e com os homens. Eles louvavam a Deus
com alegria e contavam com a simpatia do povo.
·
Enquanto isso, o Senhor acrescentava à Igreja
todos os dias os que iam sendo salvos. At.2.47.
·
Zelava pela santidade. Tt.2.4.
·
Praticavam a lealdade mutua, a igualdade e
o respeito a todos. Não havia distinção de pessoas. Todos eram igualmente
importantes. Cl.3.11.
·
Testemunhavam e viviam a caridade. Vendiam
suas propriedades e distribuíam parte do valor com os necessitados da Igreja.
At.2.45.
·
Os cristãos eram conhecidos por suas obras
de Caridade e pelo fervor espiritual. Gl.6.10.
3.
A Igreja estava pronta a sofrer por
causa do Evangelho. A perseguição aos primeiros
cristãos, foi severa, no entanto, eles não se intimidaram ou desistiram da
missão, mas pelo contrário, trabalharam com mais entusiasmo ainda.
Os
apóstolos sofreram perseguições terríveis. Todos eles foram condenados e
executados por causa do Evangelho e do nome de Jesus. Com exceção de Joao
Evangelista, apesar de algumas atentivas de mata-lo. At.5.40-41. Em vez de se
melindrarem e se retraírem entre quatro paredes, eles se alegravam quando eram
perseguidos por causa do Evangelho que pregavam.
No
Império romano nos primeiros séculos, o cristão não tinha direito a viver.
Todos eles sabiam que podiam morrer a qualquer momento. Sabendo disso, e que a
sua morte estava perto, foi que Paulo declarou: “quanto a mim, estou sendo oferecido por libação, e o tempo da minha
partida é chegada”. 2. Tm. 4.6.
A
libação era o derramamento de algum liquido, geralmente, vinho, óleo, ou até
mesmo leite, como um ato de culto de louvor e adoração a Deus. O apostolo Paulo
estava tão convicto da sua salvação e do serviço prestado ao Reino dos céus que
declara nos versículos seguintes: “Combati
o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da Justiça
me estar preparada, a qual, o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia; e não
somente a mim; mas também a todos os que amarem a sua vinda”. 2. Tm.4.7-8.
Era
esse o sentimento da maioria dos cristãos primitivos, por isso, a Igreja foi
tão eficiente e vitoriosa no cumprimento da sua missão terrena.

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