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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES


Jesus Multiplica cinco pães e dois peixinhos 

DIA –LHES VOS MESMOS DE COMER.
           
A primeira multiplicação dos pães e peixes foi relatada pelos quatro Evangelhos, demonstrando com isso, sua importância para a nossa meditação e aprendizado.
Esse importante episódio bíblico ocorreu em um dia normal de atividades ministeriais do Mestre na Galileia. Enquanto Ele tentava se refugiar em um lugar deserto perto da cidade de Betsaida.  Ocorre que as pessoas tomaram conhecimento da sua presença no local e logo havia uma multidão concentrada no local. Lc.9.10.
Como sempre fazia, o Mestre logo começou a ensina-las o Evangelho, a mensagem foi tão poderosa e convincente, que eles nem perceberam que o dia já estava se findando. Foram longa horas de discurso e, apesar do calor, da fome, sede e cansaço, ninguém arredou o pé do local.
Percebendo a aproximação da noite, os discípulos se aproximaram do Mestre e demonstrando uma aparente preocupação com as pessoas presentes, lhe lembraram que o “lugar era deserto e a hora já avançada”, por isso, deveria “despedir” a multidão para que fossem ás suas casas e ás aldeias próximas, comprar comida para si. Mc.6.36.
A preocupação dos discípulos de Jesus com o sofrimento das pessoas parecia pertinente, no entanto, eles sugeriram ao Mestre “despedir –las” para que voltassem para suas casas e “comprassem” comida para si nas comunidades próximas. Apesar disso, eles não apresentaram nenhuma solução para resolver o problema social.
Enquanto esperavam uma resposta de Jesus, foram surpreendidos ao ouvirem dele: “Dei-lhes vós de comer”. Mc.6.37. Surpresos, eles não sabiam o que responder ao Mestre, por isso, houve silencio entre eles.
Jesus os tinha desafiado a alimentar a multidão faminta. Era um teste a fim de prova-lhes a fé e exercitar os seus ministérios; como os seus seguidores, deveriam estarem aptos a resolver o problema por si só; sem a sua ajuda ou intervenção.
O Mestre sabia que as pessoas tinham fome, e quem tem fome, tem presa em se alimentar. O alimento não é apenas uma necessidade biológica, sem qual, não podemos sobreviver. Ele não estava falando aqui apenas de alimento material, mas também espiritual, o qual, alimenta a alma e o espirito humano.
Na verdade Jesus estava também estimulando seus companheiros a exercitarem a filantropia, as boas-obras e o Amor ao próximo. Não era apenas uma questão de fé, mas também de sentimento e caridade aos necessitados. Assim como ele, teve “compaixão” da multidão (Mt.14.14), ele queria que seus discípulos também sentissem o mesmo.
É lamentável vermos cristãos (até pastores e missionários) que dedicaram uma vida inteira à “obra espiritual” e no fim da vida, estarem passando por privações, necessidades e em alguns casos, até fome literalmente. Falta o conforto, o alimento, o remédio, assistência medica e até o tão sonhado “jubilo” condizente com o trabalho prestado, além do atendimento espiritual, fundamental para uma vida de fé e esperança no fim da vida terrena.
Nesse aspecto, parece, ter a igreja atual se distanciada muito da igreja primitiva, quando os apóstolos consideravam o atendimento social as pessoas carentes um bom negócio, pois distribuíam diariamente através dos diáconos, o que as pessoas carentes necessitavam, sempre procurando melhorar esse importante serviço. At.6.1-3.
Parece que os fiéis seguidores de Jesus ainda não tinham entendido esse importante princípio bíblico. Despedir as pessoas para voltarem para casa, com fome e sede era fácil, o difícil, no entanto, era alimenta-las como o Mestre ordenou.
Após pensarem por algum tempo, Filipe, representado os demais apóstolos, apresentou uma justificativa a Jesus dizendo: ” Precisáramos de duzentos dentários de pão e não daria um pedaço para cada pessoa presente”. Jo.6.7.
A visão de Filipe que também era dos demais apóstolos, analisado do ponto de vista humano, era impossível resolver o problema naquelas circunstancias; em outras palavras eles estavam afirmando: “Não temos como resolver o problema”.
Percebendo não poder de fato, contar com os seus discípulos naquela questão em particular, Jesus lhes pergunta o que tinham de alimentos em mãos; após uma busca pessoal e entre a multidão, André, encontrou um rapaz conduzindo cinco pães e dois peixinhos para o seu lanche matinal, carinhosamente preparados pela sua mãe, os quais, emprestou e os trouxe ao Mestre (Jo.6.8). Após orar e os apresentar a Deus, Jesus os entregou aos discípulos para que estes, os distribuíssem a multidão.
Para surpresa e espanto de todos os presentes, cerca de cinco mil pessoas, ali presentes, comeram até matar a fome e os pães e os peixes não acabaram. No final, o Mestre mandou que recolhessem os pedaços que sobraram, os quais, deu para encher doze cestos cheios o que dava para alimentar muitas pessoas ainda.
Com o milagre da multiplicação, as pessoas voltaram para as suas casas, alimentadas espiritual e fisicamente, curadas das feridas da alma e do corpo. Além de felizes pela completa realizada pelo Mestre em suas vidas.

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