Jesus Multiplica cinco pães e dois peixinhos
DIA
–LHES VOS MESMOS DE COMER.
A
primeira multiplicação dos pães e peixes foi relatada pelos quatro Evangelhos,
demonstrando com isso, sua importância para a nossa meditação e aprendizado.
Esse
importante episódio bíblico ocorreu em um dia normal de atividades ministeriais
do Mestre na Galileia. Enquanto Ele tentava se refugiar em um lugar deserto
perto da cidade de Betsaida. Ocorre que
as pessoas tomaram conhecimento da sua presença no local e logo havia uma
multidão concentrada no local. Lc.9.10.
Como
sempre fazia, o Mestre logo começou a ensina-las o Evangelho, a mensagem foi
tão poderosa e convincente, que eles nem perceberam que o dia já estava se
findando. Foram longa horas de discurso e, apesar do calor, da fome, sede e
cansaço, ninguém arredou o pé do local.
Percebendo
a aproximação da noite, os discípulos se aproximaram do Mestre e demonstrando
uma aparente preocupação com as pessoas presentes, lhe lembraram que o “lugar
era deserto e a hora já avançada”, por isso, deveria “despedir” a multidão para
que fossem ás suas casas e ás aldeias próximas, comprar comida para si. Mc.6.36.
A
preocupação dos discípulos de Jesus com o sofrimento das pessoas parecia
pertinente, no entanto, eles sugeriram ao Mestre “despedir –las” para que voltassem para suas casas e “comprassem” comida para si nas
comunidades próximas. Apesar disso, eles não apresentaram nenhuma solução para
resolver o problema social.
Enquanto
esperavam uma resposta de Jesus, foram surpreendidos ao ouvirem dele: “Dei-lhes vós de comer”. Mc.6.37. Surpresos,
eles não sabiam o que responder ao Mestre, por isso, houve silencio entre eles.
Jesus
os tinha desafiado a alimentar a multidão faminta. Era um teste a fim de
prova-lhes a fé e exercitar os seus ministérios; como os seus seguidores,
deveriam estarem aptos a resolver o problema por si só; sem a sua ajuda ou
intervenção.
O
Mestre sabia que as pessoas tinham fome, e quem tem fome, tem presa em se
alimentar. O alimento não é apenas uma necessidade biológica, sem qual, não
podemos sobreviver. Ele não estava falando aqui apenas de alimento material,
mas também espiritual, o qual, alimenta a alma e o espirito humano.
Na
verdade Jesus estava também estimulando seus companheiros a exercitarem a
filantropia, as boas-obras e o Amor ao próximo. Não era apenas uma questão de
fé, mas também de sentimento e caridade aos necessitados. Assim como ele, teve
“compaixão” da multidão (Mt.14.14),
ele queria que seus discípulos também sentissem o mesmo.
É
lamentável vermos cristãos (até pastores e missionários) que dedicaram uma vida
inteira à “obra espiritual” e no fim
da vida, estarem passando por privações, necessidades e em alguns casos, até
fome literalmente. Falta o conforto, o alimento, o remédio, assistência medica
e até o tão sonhado “jubilo” condizente
com o trabalho prestado, além do atendimento espiritual, fundamental para uma
vida de fé e esperança no fim da vida terrena.
Nesse
aspecto, parece, ter a igreja atual se distanciada muito da igreja primitiva,
quando os apóstolos consideravam o atendimento social as pessoas carentes um
bom negócio, pois distribuíam diariamente através dos diáconos, o que as
pessoas carentes necessitavam, sempre procurando melhorar esse importante
serviço. At.6.1-3.
Parece
que os fiéis seguidores de Jesus ainda não tinham entendido esse importante princípio
bíblico. Despedir as pessoas para voltarem para casa, com fome e sede era
fácil, o difícil, no entanto, era alimenta-las como o Mestre ordenou.
Após
pensarem por algum tempo, Filipe, representado os demais apóstolos, apresentou
uma justificativa a Jesus dizendo: ” Precisáramos
de duzentos dentários de pão e não daria um pedaço para cada pessoa presente”. Jo.6.7.
A
visão de Filipe que também era dos demais apóstolos, analisado do ponto de
vista humano, era impossível resolver o problema naquelas circunstancias; em
outras palavras eles estavam afirmando: “Não
temos como resolver o problema”.
Percebendo
não poder de fato, contar com os seus discípulos naquela questão em particular,
Jesus lhes pergunta o que tinham de alimentos em mãos; após uma busca pessoal e
entre a multidão, André, encontrou um rapaz conduzindo cinco pães e dois
peixinhos para o seu lanche matinal, carinhosamente preparados pela sua mãe, os
quais, emprestou e os trouxe ao Mestre (Jo.6.8). Após orar e os apresentar a
Deus, Jesus os entregou aos discípulos para que estes, os distribuíssem a
multidão.
Para
surpresa e espanto de todos os presentes, cerca de cinco mil pessoas, ali
presentes, comeram até matar a fome e os pães e os peixes não acabaram. No
final, o Mestre mandou que recolhessem os pedaços que sobraram, os quais, deu
para encher doze cestos cheios o que dava para alimentar muitas pessoas ainda.
Com
o milagre da multiplicação, as pessoas voltaram para as suas casas, alimentadas
espiritual e fisicamente, curadas das feridas da alma e do corpo. Além de
felizes pela completa realizada pelo Mestre em suas vidas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário