O
PRINCIPIO DO TRABALHO
Meu Pai trabalha até agora e eu
trabalho também. Jo. 5.17.
O trabalho foi estabelecido pelo
próprio Deus no princípio. Ele mesmo trabalhou incansavelmente na criação e no
sétimo descansou. Após concluir a obra da criação de todos os seres viventes,
entre eles o homem, o confiou a administração de todas as suas criaturas. Nessa
condição, o homem, o mais perfeito e inteligente de todos os animais, teve
muito trabalho, ao cuidar e dar nome a todos os seres viventes, colocados à
disposição.
Adão,
mostrou-se um exímio administrador das demais criaturas divinas. Além disso,
ele cuidava também do Jardim do Edem, seu habit natural, com suas centenas de
espécies de plantas, da sua mulher Eva e de si mesmo.
Como
visto, Adão começou a trabalhar desde de cedo. Apesar de levar uma vida
confortável no Edem, Deus não o poupou do trabalho. Ali contava com alimentação
farta, paz, alegria, felicidade e o que é mais importante, com a proteção e
comunhão com o seu Criador. O qual, o visitava todos os dias ao anoitecer.
Apesar
de toda a bondade de Deus e a vida confortável que levava, Adão recebeu também
do Criador, a proibição de comer da arvore
do conhecimento do bem e do mal. (Gn. 2.9, 16-17), a qual, foi plantada no
meio do jardim.
Adão
tinha plena consciência da proibição divina. Comer o fruto da arvore do
conhecimento, seria uma afronta direta à uma ordem expressa do Criador. Significaria
quebrar um mandamento do Senhor e atrair sobre maldição e sofrimento. Apesar
disso, o primeiro casal criado por Deus, não estava cercado apenas de criaturas
amáveis, dóceis e dom bem no jardim, ali havia também a presença de um velho
inimigo de Deus chamado Lúcifer, observando atentamente os movimentos de Adão e
Eva.
Ao
longo do tempo, ele observou haver um ponto franco na mente de Eva, o qual era
alimentado pelo desejo de comer o fruto
proibido por Deus. De posse dessa abertura na mente e no coração da mulher,
o inimigo agiu sorrateiramente usando uma serpente, de estimação de Eva para
ajudar a tomar coragem e comer do fruto da arvore do conhecimento do bem do
mal.
Não podendo resistir mais o incessável desejo
e os constantes incentivos de satanás personificado na serpente, por fim, ele
pegou o fruto e comeu. Não apenas o comeu como ainda convenceu Adão, seu marido
a também comer dele.
Uma
vez provando o fruto proibido, tanto Adão quanto Eva, cometeram o pecado da
desobediência a uma ordem expressa de Deus e com isso, abriram as portas para a
maldade entrasse não somente em suas vidas, mas no próprio jardim, na natureza,
nos animais e nos seus descentes. Com isso, estava estabelecido o caos no
mundo, o qual perdura até hoje e só acabará no Reino de Cristo, o descendente
da Mulher.
É
claro que o pecado cometido pelo casal, incentivado pelo tentador, não ficou
impune. Deus impôs sensações a Adão, Eva, a serpente, aos animais e própria
natureza. O casal, além de expulsos do paraíso, foram obrigados a viver como
pessoas comuns, sujeitas, a doenças, dor, fraqueza e por fim, a morte.
Experiências estas que não sentiam enquanto estivessem no Jardim.
Para
Adão especificamente, a pena parece ter sido mais dura do que a aplicada á
mulher. Entre elas, Deus determinou que: (Gn.3.17-19).
-
Maldita seria a terra por causa do seu pecado.
-
Com dor ele comeria da terra por todos os dias da sua vida.
-
Espinhos e cardos produziria a terra a fim de dificultar o seu cultivo.
-
Do suor do seu rosto comeria o seu alimento.
-
Tonaria à terra de onde veio – Morte física.
Das
cinco punições aplicada por Deus a Adão, três estão relacionadas ao trabalho. O que demonstra que a partir dali
ele precisaria trabalhar duramente para sobreviver, uma realidade totalmente
diferente da que vivenciava no Jardim do Edem.
Apesar
disso, há uma ideia por parte de muitas pessoas (isso ao longo dos tempos) ser
o trabalho um castigo impetrado pelo Criador a Adão, no entanto, uma análise
mais profunda do texto e do contexto nos mostrará o contrário, o trabalho
honesto é uma honra ao homem. Até porque Adão já trabalhava bastante cuidando
do jardim e das demais criaturas antes do veredicto divino. (Gn.2.15).
Na
referência citada na abertura deste capitulo, registrado por Joao Evangelista,
Jesus disse que ele trabalhava incansavelmente, assim como o Pai, que está nos
céus. Jamais ele se referiria a Deus como aquele que executa uma tarefa
punitiva ou amaldiçoada a alguém. Mas pelo contrário.
Conforme
afirma o Salmo (128.2). Pois comerás do
trabalho de suas mãos, feliz serás, e te irá bem. Aqui o texto fala de
felicidade e bênçãos reservadas ao homem ou a mulher que vive honestamente do
trabalho de suas mãos.
Viva,
portanto, do seu trabalho. Procure não depender dos outros. Se ainda não gosta
de trabalhar, aprenda a gostar. Este é um dos preceitos mais importantes da
Bíblia Sagrada, o qual, deve atrair a nossa atenção.
Gosto
muito do Salmo 104 nele, o salmista destaca algo muito interessante com relação
a jornada de trabalho diária. Ele diz: “Então
sai o homem para a sua lida e para o seu trabalho, até a tarde”. No
versículo anterior, ele menciona a luta de leão na selva para o sobreviver e
sustentar os seus filhotes. A noite ele sai atrás do seu sustento (presas);
quando nasce o sol, logo se recolhe e se deitam nos seus covis, então o homem
sai para sua lida e para o seu trabalho até a tarde.
O
trabalho honesto proporciona à pessoa sustento, dignidade e honra. Enquanto a
falta dele, leva à pobreza, a desonra e a desonestidade. É comum vermos filas
de pessoas em frente as agências de emprego, lojas e empresas em busca de
trabalho, no entanto, a falta de preparo e qualificação, dificultam a sua
contratação para preenchimento das vagas existentes. Há ainda aqueles que nem
mesmo vão em busca do tão sonhado emprego, preferem depender de alguém que o sustente,
tornando-se um “peso” desnecessário.
Quem
fica de braços cruzados não consegue absolutamente nada. Não chega a lugar
algum. O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. O sucesso depende do trabalho em qualquer área
da vida.
Pensando
em alcançar o sucesso rápido no trabalho, há muitas pessoas que tomam “atalhos” a fim de encurtar o caminho. Caindo
em uma armadilha, e entrando em um caminho sem volta. Nem sempre o caminho mais
curto e fácil é o melhor a seguir.
Os
que seguem atalhos em busca de sucesso, correm sérios riscos de não manterem
suas conquistas, ou até mesmo perderem até o que já tem, pois, os que cortam
caminhos tem uma grande chance de agirem de forma desonesta. Os que agem dessa
forma, não conseguem esconder a fraude por muito tempo.
Veja
o que diz o sábio Salomão sobre o assunto: A
riqueza de vã procedência diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a
aumentará. Pv.13.11.
Para que tenhamos êxito
no trabalho, é preciso dedicação. Trabalho e dedicação
precisam andar juntas. Não basta apenas trabalhar. É preciso faze-lo com
dedicação a fim de alcançar os resultados almejados.
A
Bíblia Sagrada é enfática ao tratar dessa relação trabalho – dedicação ao
recomendar aos cristãos: “E tudo quanto
fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens...”. Cl.3.23.
Devemos
ter prazer em tudo o que fazemos, seja na vida profissional, ministerial ou
espiritual, sabendo que não estamos fazendo ao homem, mas a Deus que é o dono
da obra e Ele mesmo é quem recompensará cada um pelo trabalho realizado.
Confúcio,
reconhecido filosofo grego disse certa vez nas suas meditações: “Faça um trabalho que gostes e jamais terás
que trabalhar na vida”.
O
pensamento de Paulo em Colossenses fortalece esse importante entendimento, ou
seja, trabalhar com prazer e amor, torna tudo mais fácil e produtivo. Quando
você faz o que realmente gosta, não sente cansaço facilmente, preguiça, parece
que o tempo passa mais rápido e a produtividade é maior.
Outra
recomendação bíblica sobre a relação trabalho – dedicação encontra-se em
Eclesiastes (9.10) a qual diz: “Tudo
quanto te vier à mão fazer, faze-o conforme as tuas forças...” E ainda: “semeia
pela manhã a tua semente, e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual
prosperará; se esta, se aquela, ou se ambas igualmente serão boas” (Ec.11.6).
A
Persistência é outro componente que
não pode faltar no processo do trabalho vitorioso e vitorioso. Ela revela
atitudes e disposição vencedoras. Esse pensamento estar de acordo com o que
disse Salomão em Eclesiastes: “ Se o
machado está cego e sua lamina não foi afiada, é preciso golpear com mais
força; agir com sabedoria asseguro o sucesso”. Ec.10.10.
O
machado é uma fermente cortante que serve entre outras facilidades, derribar arvores,
rachar lenha, no entanto, para que o trabalho seja produtivo, precisa estar
afiando. Quando isso não acontece, o trabalhador perde tempo, trabalha msis e
produz menos. Sem falar no cansaço e exaustação.
Para
resolver o problema há apenas duas saídas: golpear
com mais força, afiar o mechado ou simplesmente, parar o trabalho e com
isso, não alcançar os objetivos almejados sofrendo os prejuízos. Nesse caso, a
recomendação mais apropriada seria afiar o machado e consequentemente, trabalhar
menos e produzir mais. Isso é trabalhar com sabedoria e alcançar o sucesso.
√ - O trabalho foi estabelecido por Deus
para o nosso bem.
Na
Bíblia, o trabalho é apresentado como fruto da vontade de Deus. Desde de o início,
ele desejou que o homem trabalhasse, dando a este a responsabilidade de cuidar
da criação. Assim, o trabalho pode ser considerado uma instituição da sabedoria
divina. (Sl.104.19-24; Is.28.23-29).
Já
na Nova aliança com Cristo, o trabalho é estabelecido como uma benção divina,
uma realização da pessoa humana. O próprio Jesus como carpinteiro afim de se
auto sustentar bem como sua mãe e seus irmãos menores, após a morte de Jose,
seu pai terreno. Sua dedicação ao oficio, o tornou em o homem das mãos calosas profetizado por Isaias.
Jesus
era trabalhador, nunca fez corpo mole.
Até o momento da sua morte, teve que carregar a sua própria cruz sobre
os ombros. Ele não parou de trabalhar um só momento, deixando-nos o exemplo a
ser seguido.
O
apostolo São Paulo é outro exemplo de trabalho e dedicação. Ele tinha orgulho
ele tinha orgulho disso, por isso fez questão de deixar registrado nos seus
escritos esse importante princípio bíblico. Em Corinto, por exemplo, ele
encontrou um casal, de cristãos que possuíam a mesma profissão que a sua; construir tendas. Aquila, Priscila sua
mulher e Paulo construíram muitas tendas juntos naquela importante cidade grega.
(At.18.3).
Ele
mesmo aconselha os cristãos de Tessalonica e a nós na atualidade a trabalhar com as próprias mãos para
andar honestamente e não necessitar de coisa alguma. Paulo conhecia muito bem o
princípio do trabalho. Sabia que trabalhar honestamente proporciona à pessoa o
sustento, o respeito e a dignidade, com isso, não necessidade de emprestar ou
pedir de outra pessoa. Ele mesmo disse certa vez que trabalhava com suas
próprias mãos para não ser pesado aos irmãos. Um belo exemplo a ser seguido.
√ - Trabalho X preguiça.
Assim
como a Bíblia exalta o trabalho e o trabalhador, ela também condena a preguiça
e o preguiçoso. São muitas as referências que trata do assunto. A preguiça é a ausência do trabalho ou a falta de disposição
de alguém para o trabalho.
O
sábio Salomão dá um sábio conselho aos preguiçosos. Ele manda-os “Ir ter com as formigas”, olhar para os
seus caminhos e buscar a sabedoria delas. (Pv.6.6). Ele destaca algumas qualidades
importantes dessas pequenas criaturas invertebrados.
-
Elas não têm superior (chefe, governante), oficial (comandante) e nem dominador
(Rei, Governador, Presidente), no entanto, no verão preparam o seu alimento, e
na sega, ajunta o seu mantimento para consumir no inverno.
Agindo
dessa forma, as formigas dão uma demonstração de união, trabalho, determinação
e sabedoria. O resultado de tudo isto, chama-se produtividade e provisão
necessária guardada em estoque para ser consumida na estação chuvosa, quando
fica difícil delas trabalharem.
Nos
versos seguintes, o autor destaca o comportamento do preguiçoso bem como as
consequências causadas pela falta de trabalho. Segundo ele, o preguiçoso gosta
de ficar deitado, dormindo; um pouco deitado, um pouco dormindo, e cruzando as
mãos. O resultado desse comportamento desastroso é a pobreza e a necessidade.
(V.11).
Paulo,
apostolo dos gentios, bate pesado no preguiçoso. Ele determina que aquele que
não trabalha, também não coma. Na sua sabia concepção, não é justo um
preguiçoso comer às custas de uma pessoa honesta e trabalhadora, mas que cada
um trabalhe com suas próprias mãos a fim de não se pesado aos outros.

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