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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O PRINCIPIO DO TRABALHO


O PRINCIPIO DO TRABALHO
Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também. Jo. 5.17.

            O trabalho foi estabelecido pelo próprio Deus no princípio. Ele mesmo trabalhou incansavelmente na criação e no sétimo descansou. Após concluir a obra da criação de todos os seres viventes, entre eles o homem, o confiou a administração de todas as suas criaturas. Nessa condição, o homem, o mais perfeito e inteligente de todos os animais, teve muito trabalho, ao cuidar e dar nome a todos os seres viventes, colocados à disposição.
Adão, mostrou-se um exímio administrador das demais criaturas divinas. Além disso, ele cuidava também do Jardim do Edem, seu habit natural, com suas centenas de espécies de plantas, da sua mulher Eva e de si mesmo.   
Como visto, Adão começou a trabalhar desde de cedo. Apesar de levar uma vida confortável no Edem, Deus não o poupou do trabalho. Ali contava com alimentação farta, paz, alegria, felicidade e o que é mais importante, com a proteção e comunhão com o seu Criador. O qual, o visitava todos os dias ao anoitecer.
Apesar de toda a bondade de Deus e a vida confortável que levava, Adão recebeu também do Criador, a proibição de comer da arvore do conhecimento do bem e do mal. (Gn. 2.9, 16-17), a qual, foi plantada no meio do jardim.
Adão tinha plena consciência da proibição divina. Comer o fruto da arvore do conhecimento, seria uma afronta direta à uma ordem expressa do Criador. Significaria quebrar um mandamento do Senhor e atrair sobre maldição e sofrimento. Apesar disso, o primeiro casal criado por Deus, não estava cercado apenas de criaturas amáveis, dóceis e dom bem no jardim, ali havia também a presença de um velho inimigo de Deus chamado Lúcifer, observando atentamente os movimentos de Adão e Eva.
Ao longo do tempo, ele observou haver um ponto franco na mente de Eva, o qual era alimentado pelo desejo de comer o fruto proibido por Deus. De posse dessa abertura na mente e no coração da mulher, o inimigo agiu sorrateiramente usando uma serpente, de estimação de Eva para ajudar a tomar coragem e comer do fruto da arvore do conhecimento do bem do mal.
 Não podendo resistir mais o incessável desejo e os constantes incentivos de satanás personificado na serpente, por fim, ele pegou o fruto e comeu. Não apenas o comeu como ainda convenceu Adão, seu marido a também comer dele. 
Uma vez provando o fruto proibido, tanto Adão quanto Eva, cometeram o pecado da desobediência a uma ordem expressa de Deus e com isso, abriram as portas para a maldade entrasse não somente em suas vidas, mas no próprio jardim, na natureza, nos animais e nos seus descentes. Com isso, estava estabelecido o caos no mundo, o qual perdura até hoje e só acabará no Reino de Cristo, o descendente da Mulher. 
É claro que o pecado cometido pelo casal, incentivado pelo tentador, não ficou impune. Deus impôs sensações a Adão, Eva, a serpente, aos animais e própria natureza. O casal, além de expulsos do paraíso, foram obrigados a viver como pessoas comuns, sujeitas, a doenças, dor, fraqueza e por fim, a morte. Experiências estas que não sentiam enquanto estivessem no Jardim.
Para Adão especificamente, a pena parece ter sido mais dura do que a aplicada á mulher. Entre elas, Deus determinou que: (Gn.3.17-19).
- Maldita seria a terra por causa do seu pecado.
- Com dor ele comeria da terra por todos os dias da sua vida.
- Espinhos e cardos produziria a terra a fim de dificultar o seu cultivo.
- Do suor do seu rosto comeria o seu alimento.
- Tonaria à terra de onde veio – Morte física.
Das cinco punições aplicada por Deus a Adão, três estão relacionadas ao trabalho. O que demonstra que a partir dali ele precisaria trabalhar duramente para sobreviver, uma realidade totalmente diferente da que vivenciava no Jardim do Edem.
Apesar disso, há uma ideia por parte de muitas pessoas (isso ao longo dos tempos) ser o trabalho um castigo impetrado pelo Criador a Adão, no entanto, uma análise mais profunda do texto e do contexto nos mostrará o contrário, o trabalho honesto é uma honra ao homem. Até porque Adão já trabalhava bastante cuidando do jardim e das demais criaturas antes do veredicto divino. (Gn.2.15).
Na referência citada na abertura deste capitulo, registrado por Joao Evangelista, Jesus disse que ele trabalhava incansavelmente, assim como o Pai, que está nos céus. Jamais ele se referiria a Deus como aquele que executa uma tarefa punitiva ou amaldiçoada a alguém. Mas pelo contrário.
Conforme afirma o Salmo (128.2). Pois comerás do trabalho de suas mãos, feliz serás, e te irá bem. Aqui o texto fala de felicidade e bênçãos reservadas ao homem ou a mulher que vive honestamente do trabalho de suas mãos.
Viva, portanto, do seu trabalho. Procure não depender dos outros. Se ainda não gosta de trabalhar, aprenda a gostar. Este é um dos preceitos mais importantes da Bíblia Sagrada, o qual, deve atrair a nossa atenção.
Gosto muito do Salmo 104 nele, o salmista destaca algo muito interessante com relação a jornada de trabalho diária. Ele diz: “Então sai o homem para a sua lida e para o seu trabalho, até a tarde”. No versículo anterior, ele menciona a luta de leão na selva para o sobreviver e sustentar os seus filhotes. A noite ele sai atrás do seu sustento (presas); quando nasce o sol, logo se recolhe e se deitam nos seus covis, então o homem sai para sua lida e para o seu trabalho até a tarde.
O trabalho honesto proporciona à pessoa sustento, dignidade e honra. Enquanto a falta dele, leva à pobreza, a desonra e a desonestidade. É comum vermos filas de pessoas em frente as agências de emprego, lojas e empresas em busca de trabalho, no entanto, a falta de preparo e qualificação, dificultam a sua contratação para preenchimento das vagas existentes. Há ainda aqueles que nem mesmo vão em busca do tão sonhado emprego, preferem depender de alguém que o sustente, tornando-se um “peso” desnecessário.   
Quem fica de braços cruzados não consegue absolutamente nada. Não chega a lugar algum. O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.  O sucesso depende do trabalho em qualquer área da vida.
Pensando em alcançar o sucesso rápido no trabalho, há muitas pessoas que tomam “atalhos” a fim de encurtar o caminho. Caindo em uma armadilha, e entrando em um caminho sem volta. Nem sempre o caminho mais curto e fácil é o melhor a seguir.
Os que seguem atalhos em busca de sucesso, correm sérios riscos de não manterem suas conquistas, ou até mesmo perderem até o que já tem, pois, os que cortam caminhos tem uma grande chance de agirem de forma desonesta. Os que agem dessa forma, não conseguem esconder a fraude por muito tempo.
Veja o que diz o sábio Salomão sobre o assunto: A riqueza de vã procedência diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará. Pv.13.11.
Para que tenhamos êxito no trabalho, é preciso dedicação. Trabalho e dedicação precisam andar juntas. Não basta apenas trabalhar. É preciso faze-lo com dedicação a fim de alcançar os resultados almejados.
A Bíblia Sagrada é enfática ao tratar dessa relação trabalho – dedicação ao recomendar aos cristãos: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens...”. Cl.3.23.
Devemos ter prazer em tudo o que fazemos, seja na vida profissional, ministerial ou espiritual, sabendo que não estamos fazendo ao homem, mas a Deus que é o dono da obra e Ele mesmo é quem recompensará cada um pelo trabalho realizado.
Confúcio, reconhecido filosofo grego disse certa vez nas suas meditações: “Faça um trabalho que gostes e jamais terás que trabalhar na vida”.
O pensamento de Paulo em Colossenses fortalece esse importante entendimento, ou seja, trabalhar com prazer e amor, torna tudo mais fácil e produtivo. Quando você faz o que realmente gosta, não sente cansaço facilmente, preguiça, parece que o tempo passa mais rápido e a produtividade é maior. 
Outra recomendação bíblica sobre a relação trabalho – dedicação encontra-se em Eclesiastes (9.10) a qual diz: “Tudo quanto te vier à mão fazer, faze-o conforme as tuas forças...”  E ainda: “semeia pela manhã a tua semente, e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela, ou se ambas igualmente serão boas” (Ec.11.6).
A Persistência é outro componente que não pode faltar no processo do trabalho vitorioso e vitorioso. Ela revela atitudes e disposição vencedoras. Esse pensamento estar de acordo com o que disse Salomão em Eclesiastes: “ Se o machado está cego e sua lamina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria asseguro o sucesso”. Ec.10.10.  
O machado é uma fermente cortante que serve entre outras facilidades, derribar arvores, rachar lenha, no entanto, para que o trabalho seja produtivo, precisa estar afiando. Quando isso não acontece, o trabalhador perde tempo, trabalha msis e produz menos. Sem falar no cansaço e exaustação. 
Para resolver o problema há apenas duas saídas: golpear com mais força, afiar o mechado ou simplesmente, parar o trabalho e com isso, não alcançar os objetivos almejados sofrendo os prejuízos. Nesse caso, a recomendação mais apropriada seria afiar o machado e consequentemente, trabalhar menos e produzir mais. Isso é trabalhar com sabedoria e alcançar o sucesso.
√ - O trabalho foi estabelecido por Deus para o nosso bem.
Na Bíblia, o trabalho é apresentado como fruto da vontade de Deus. Desde de o início, ele desejou que o homem trabalhasse, dando a este a responsabilidade de cuidar da criação. Assim, o trabalho pode ser considerado uma instituição da sabedoria divina. (Sl.104.19-24; Is.28.23-29).
Já na Nova aliança com Cristo, o trabalho é estabelecido como uma benção divina, uma realização da pessoa humana. O próprio Jesus como carpinteiro afim de se auto sustentar bem como sua mãe e seus irmãos menores, após a morte de Jose, seu pai terreno. Sua dedicação ao oficio, o tornou em o homem das mãos calosas profetizado por Isaias.
Jesus era trabalhador, nunca fez corpo mole.  Até o momento da sua morte, teve que carregar a sua própria cruz sobre os ombros. Ele não parou de trabalhar um só momento, deixando-nos o exemplo a ser seguido.
O apostolo São Paulo é outro exemplo de trabalho e dedicação. Ele tinha orgulho ele tinha orgulho disso, por isso fez questão de deixar registrado nos seus escritos esse importante princípio bíblico. Em Corinto, por exemplo, ele encontrou um casal, de cristãos que possuíam a mesma profissão que a sua; construir tendas. Aquila, Priscila sua mulher e Paulo construíram muitas tendas juntos naquela importante cidade grega. (At.18.3).
Ele mesmo aconselha os cristãos de Tessalonica e a nós na atualidade a trabalhar com as próprias mãos para andar honestamente e não necessitar de coisa alguma. Paulo conhecia muito bem o princípio do trabalho. Sabia que trabalhar honestamente proporciona à pessoa o sustento, o respeito e a dignidade, com isso, não necessidade de emprestar ou pedir de outra pessoa. Ele mesmo disse certa vez que trabalhava com suas próprias mãos para não ser pesado aos irmãos. Um belo exemplo a ser seguido.
√ - Trabalho X preguiça.
Assim como a Bíblia exalta o trabalho e o trabalhador, ela também condena a preguiça e o preguiçoso. São muitas as referências que trata do assunto. A preguiça é a   ausência do trabalho ou a falta de disposição de alguém para o trabalho.
O sábio Salomão dá um sábio conselho aos preguiçosos. Ele manda-os “Ir ter com as formigas”, olhar para os seus caminhos e buscar a sabedoria delas. (Pv.6.6). Ele destaca algumas qualidades importantes dessas pequenas criaturas invertebrados.
- Elas não têm superior (chefe, governante), oficial (comandante) e nem dominador (Rei, Governador, Presidente), no entanto, no verão preparam o seu alimento, e na sega, ajunta o seu mantimento para consumir no inverno.
Agindo dessa forma, as formigas dão uma demonstração de união, trabalho, determinação e sabedoria. O resultado de tudo isto, chama-se produtividade e provisão necessária guardada em estoque para ser consumida na estação chuvosa, quando fica difícil delas trabalharem.
Nos versos seguintes, o autor destaca o comportamento do preguiçoso bem como as consequências causadas pela falta de trabalho. Segundo ele, o preguiçoso gosta de ficar deitado, dormindo; um pouco deitado, um pouco dormindo, e cruzando as mãos. O resultado desse comportamento desastroso é a pobreza e a necessidade. (V.11).
Paulo, apostolo dos gentios, bate pesado no preguiçoso. Ele determina que aquele que não trabalha, também não coma. Na sua sabia concepção, não é justo um preguiçoso comer às custas de uma pessoa honesta e trabalhadora, mas que cada um trabalhe com suas próprias mãos a fim de não se pesado aos outros.


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