Jô sentado no pó acompanhado dos seus quatro amigos
OUVISTE
QUAL FOI A PACIENCIA DE JÓ.
O Apostolo Tiago na sua importante carta universal, cita
o patriarca Jó como um exemplo de paciência e fé a ser seguido. Tiago. 5.11.
Tal virtude, lhe rendeu a aprovação divina, e muitas bênçãos materiais,
espirituais, sociais e familiar. Ele tinha todos os motivos para tomar um
caminho diferente, haja vista ter sido provado duramente por Deus, tendo como
seu executor o próprio Satanás.
No
primeiro capítulo do livro que leva o seu nome, vemos como tudo começou. Até
então, Jó tinha uma vida prospera e sossegada. Gozava de todas as benecias das
bênçãos materiais concedidas por Deus. Mantinha uma estreita comunhão com o
Criador, com o qual, falava constantemente nas suas orações.
Além
das bênçãos espirituais, Deus lhe deu também muito gado, terras, servos, poder,
gloria e uma numerosa e abençoada família, da qual, ele cuidava com muito
carinho. Suas filhas eram as mais belas do Oriente.
Como
era de se esperar, a prosperidade desse dedicado patriarca, despertou o
respeito, a admiração e a amizade de muitos, assim como a inveja e a ambição de
outros, entre eles, a Velha serpente, Satanás, o qual, andava ao “derredor”
procurando uma oportunidade para o atacar.
Essa
tão esperada oportunidade surgiu quando os “filhos” de Deus vieram se
apresentar perante a sua face e no meio deles Satanás. Percebendo a presença do
tentador entre os seus filhos, Deus lhe perguntou de onde ele vinha. “De rodear
a terra e passear por ela”. Respondeu ele.
Na
continuidade da conversa, Deus pergunta a Satanás se ele tinha observado Jó,
homem sincero, reto, temente a Deus e se desviava do mal, assim, não havia na
terra outro igual a ele.
Como
era de se esperar, o inimigo não perdeu tempo e logo insinuou que o patriarca
temia a Deus em função de tudo o que lhe tinha dado, mas se tocasse no que ele
tinha, certamente blasfemaria do Criador. Conhecendo bem a integridade de Jó,
Deus permite a Satanás tocar em tudo o que o patriarca possuía, menos na sua
vida. Jó.1.12.
Ao
permitir a Satanás tocar nos bens aterias de Jó, Deus revela sua inteira
confiança na integridade do patriarca. Sabia que ele era capaz de resistir à
tentação sem blasfemar ou se desviar dos seus retos caminhos.
Ao
sair da presença de Deus, o inimigo entrou em ação imediatamente e colocou em
pratica o seu ardiloso plano destruidor. Primeiro, ele atentou contra os
rebanhos de Jó, para isso, usou os sabeus para o assalto a mão armada. Estes,
tomaram os rebanhos de bois e mataram os pastores, deixando apenas um para
contar a história.
O
segundo ataque sistemático foi contra as ovelhas, para tanto, o inimigo
pessoalmente, fez cair fogo do céu e consumiu todos os rebanhos de ovinos bem
como os seus pastores, deixando apenas um para levar a triste mensagem a Jó.
O
terceiro ataque foi contra os camelos do patriarca, o instrumento utilizado
desta vez, foram os caldeus, os quais, divididos em três grupos, tomaram todos
os animais e mataram os homens que cuidavam deles, deixando apenas um para
levar a notícia.
Por
último, o inimigo, investiu contra os filhos de Jó, enquanto estes se divertiam
em uma festa na casa do mais velhos dos irmãos. Para tanto, o inimigo, usou a
as forças da natureza, provocando uma grande tempestade, a qual, sobreveio
sobre a casa lançando-a sobre os dez filhos do patriarca, os matando a todos de
uma só vez, apenas um servo que estava no local, escapou para levar a mensagem
do desastre ao seu senhor.
»
- As
reações de Jó ao receber tantas notícias ruins.
Diante
de tantas notícias ruins, ocorridas no mesmo dia, o integro patriarca, abatido,
agiu de forma digna de um herói da fé reconhecendo o difícil momento pelo qual
passava, mas sempre acreditando em Deus.
Primeiro
ele se levantou, rasgou o seu manto, rapou a
cabeça, se lançou em terra e adorou a Deus declarando a sua fé: “Nu sai do ventre de minha mãe e nu tornarei
para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor. Jó.
1.20-21.
Mesmo
passando por um momento de sofrimento e dor, o patriarca agiu dignamente, não
culpou a Deus ou ao próximo pelo que estava passando, mas em tudo isso ele não
pecou ou atribuiu a Deus falta alguma.
A
reação de Jó diante de tantos infortúnios, oriundos da ação direta de Satanás é
digna de reconhecimento de um homem de fé inabalável. Ele tinha todos os
motivos para reclamar e culpar Deus ou próprio Satanás pelo infortúnio, no
entanto, agiu de forma totalmente diferente. Primeiro, ele se humilhou rasgando
as vestes, raspando a cabeça, se lançando em terra e adorando o Criador.
Somado
a isso, Jó ainda confessou resoluto reconhecer que tudo o que tinha fora dado
por Deus, assim, como ele o deu também tirou, bendito seja o nome do Senhor.
»
A
adversidade e a real aflição de Jó.
Passado
um período da primeira investida do inimigo contra Jó, houve outra reunião no céu,
entre Deus e seus filhos e, mais uma vez, Satanás aparece entre os presentes. Indagado
por Deus se tinha observado a integridade de Jó, mesmo diante de todas as
perdas e sofrimento pelos quais passava, o inimigo respondeu ironicamente:
“Pele por pele, e tudo quanto o homem tem
dará por sua vida. Estende, porém, a tua mão, e toca-lhe nos ossos e na carne,
e verás se não blasfema de ti na tua face”. (Jó.1.4-5).
Percebe-se
a fúria de Satanás contra Jó. Até então Deus não tinha permitido tocar na saúde
do patriarca, mas apenas nos seus bens materiais e nos seus filhos, no entanto,
ele queria mais. Desejava atingir a sua próprio saúde, levando-o assim o seu
sofrimento. Diante da insinuação do inimigo, Deus o permitiu tocar no
patriarca, no entanto, deveria poupar-lhe a vida.
Saindo
as presença de Deus, o inimigo não perdeu tempo, tocou em Jó e o feriu com
terríveis chagas malignas, do pé até a cabeça, lhe causando dores
insuportáveis, a ponto do patriarca se isolar do convívio familiar e social e
se lacando na cinza, e para amenizar as terríveis dores, usava um caco de telha
para coçar as feridas.
A
situação de Jó era tão lamentável que parecia um mendigo, maltrapilho, com o
corpo coberto de feridas e jogado na cinza. Em pouco tempo, ele perdeu tudo o
que tinha; o gado, fazendo, filhos, amigos e a própria saúde. Não tendo mais
nada ou alguém a pudesse recorrer, a não ser o próprio Deus em que ele cria,
tendo a certeza que o seu Redentor vive.
A
sua própria mulher, a qual, sofria juntamente com ele, abatida e abalada,
física e emocionalmente, principalmente pela perda dos filhos, vai até Jó e o
aconselha: “Ainda reténs a tua
integridade? Amaldiçoa a Deus e Morre”. Jò.2.9.
Em
parte é até compreensível a reação da mulher de Jó, afinal, ela sofria
juntamente com o marido, e isso a deixou muito abatida. Diante de tanto
sofrimento, e não possuindo a mesma fé e estrutura emocional do marido, ela por
momento, achou está tudo perdido, assim, a melhor saída, na sua visão, seria
abandonar a fé, amaldiçoar a Deus e morrer.
A
resposta de Jó à sua mulher foi imediata. Ele disse a ela que agia com loucura,
pois, assim como recebemos o bem de Deus, podemos receber também o mal. Ou
seja, ele tinha consciência de que tudo o que estava acontecendo com ele, havia
uma vontade permissiva divina. Durante a sua vida tinha recebido muitas bençoes
espirituais e materiais e agora que recebia algo ruim, não podia abandonar sua
fé e muito menos amaldiçoar a Deus; preferia esperar na sua vontade. E em tudo
isso Jó não pecou contra Deus. Jò.2.10.
No
fim de toda a provação, Deus se manifestou a Jó e lhe restituiu tudo o que
tinha antes em dobro. Inclusive filhos sadios e abençoados. Suas filhas, eram
as bonitas do Oriente. Com isso, o patriarca viveu ainda muitos anos repletos
de saúde, riquezas, família e felicidade.

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