O
PRINCIPIO DA VISAO ESPIRITUAL
Então o Senhor me
respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tabuas, para que
possa ler quem passa correndo. Habacuque. 2.2.
A
maioria dos grandes projetos e conquistas começam a partir de uma visão, um
sonho. Ter visão é o mesmo que ter sonhos, metas, objetivos definidos e
propósitos firmes. Sem esses importantes componentes, não pode haver progresso.
É preciso sonhar, mesmo que às vezes esses sonhos pareçam difíceis de se
tornarem realidade. Aconteça o que acontecer, nunca deixe de sonhar.
Um
reconhecido pensador e visionário afirmou uma certa vez com muita propriedade
dizendo: Uma pessoa não morre quando
deixa de existir, mas, quando deixa de sonhar. Se você tiver uma visão
(sonho) e de fato lutar por sua realização, estará lançando as bases do seu
sucesso.
Uma
pessoa que não tem visão do que realmente quer está fadado ao fracasso,
independentemente da área que atua. Seja na família, no trabalho profissional, espiritual,
ministerial, financeira, amorosa, na saúde, entre outras. É preciso ter
convicção do que queremos e lutar por sua realização.
Uma
boa visão sempre vem acompanhada de uma imaginação. É um ingrediente
fundamental para alimentá-la. Mais uma vez recorremos a Salomão, quando este,
nos sábios conselhos registrados em Provérbios diz: Porque como imagina no seu coração, assim ele é. Pv.23.7).
Imaginar
é pensar, raciocinar, refletir sobre o que queremos alcançar e quando isso é
feito pela fé, muito mais ainda temos possibilidades reais e certas que
chegaremos lá. Ninguém melhor do que Salomão para falar de visão, sonhos e
conquistas. Enquanto monarca de Israel, rico, inteligente e poderoso, ele
conquistou “tudo o que imaginou no seu
coração”. A imaginação constrói o sonho. O que pensamos, assim será. Então
pense grande e assim será.
Ter
visão espiritual é ver além do que os olhos humanos são capazes de enxergar. É ver os resultados e não as circunstancias
que os envolve. Quando olhamos com os olhos espirituais, o medo desaparece e
passamos a ver a realização dos nossos sonhos e projetos.
O
profeta Elizeu tinha uma visão espiritual nítida do que estava acontecendo ao
seu redor, mas o seu auxiliar não. Foi preciso o homem de Deus orar para que os
seus olhos fossem abertos e ele também tivesse a mesma visão e tirasse por si
mesmo suas próprias conclusões. Assim orou Elizeu:
“Senhor, abre os olhos dele
para que veja”. Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as
colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Elizeu.
2.Rs.6.17.
O
experiente profeta, via além do natural porque olhava através da ótica
espiritual. O resultado da visão era um cenário esplendido; as colinas próximas
repletas de cavalos e carros de foto, enviados por Deus. Já o jovem aprendiz de
profeta, há princípio, não tinha a mesma visão do seu Mestre, via apenas pedras
e vegetação rasteira sobre as colinas. Foi necessário que o profeta Elizeu orar
pedindo a Deus que também abrisse os seus olhos espirituais e com isso pudesse
contemplar as maravilhas do Senhor e a força do seu poder.
Possuir
visão é ir além do obvio, do natural, do convencional. É ver além. É ver o que
os outros não são capazes de enxergar. É usar a percepção divina concedida às
pessoas que acreditam exercitam a fé e a sensibilidade às manifestações
sobrenaturais do Espirito Santo.
Henry
Ford, afirmou certa vez que: “ obstáculos
são aqueles perigos que vemos ao tirar os olhos dos nossos objetivos”.
A
pessoa que deseja exercer o princípio da visão não pode tirar os olhos dos seus
objetivos. É preciso estar permanentemente focado nele. Quando nos distraímos,
e desviamos a atenção, vemos os obstáculos, as dificuldades, surgem as dúvidas;
os questionamentos sobre a nossa capacidade de realiza-los e com isso, surgem o
medo, a insegurança e a incerteza.
O
destemido apostolo Pedro, um dos preferidos de Jesus, caiu nessa armadilha
enquanto caminhava sobre as aguas do mar da galileia ao encontro do seu Mestre.
Enquanto ele manteve os olhos fitos em Jesus, equilibrou-se tranquilamente
sobre as revoltadas ondas, no entanto, ao desviar a atenção começou a
naufragar. Percebeu as grandes ondas debaixo de seus pés, os ventos fortes, a
tempestade que caia e a escuridão da noite; obstáculos estes que o levaram ao
naufrágio, e só não se afogou porque o Mestre o socorreu, pegando-o pelas mãos.
Mt.14.29-32.
Aconteça
o que acontecer, não tire os olhos dos seus objetivos. Eles irão leva-lo ao
destino final. Foque os olhos no alvo a ser alcançado e caminhe resoluto, rumo
à sua realização.
A
mulher do fluxo de sangue (hemorragia interna) há doze anos, tinha uma visão
claro, um sonho possível, um objetivo real: tocar
na orla das vestes de Jesus. Mt.9.21.
Imaginemos
o sofrimento dessa senhora israelita. Por longos doze anos ela perdia sangue em
função de uma hemorragia uterina. Na tentativa de ser curada, tinha gastado
todos os seus recursos com os melhores médicos da época, no entanto, só
agravava o seu estado de saúde. Talvez até já tivesse perdido a esperança de um
dia ter saúde novamente.
Apesar
da difícil situação de saúde pela qual passava, ela lutava heroicamente
diariamente para manter-se viva. Quando já pensava em desistir, foi informada
que Jesus, o Nazareno, passaria pela sua localidade. Essa importante noticia
reacendeu a sua esperança de ser curada. Pela fé propôs no seu coração fazer o
que fosse possível para pelo menos tocar na
orla das vestes de Jesus, o que seria suficiente para ser curada.
Como
uma boa judia que era, cumpridora dos seus deveres, ela sabia não ser fácil
chegar até Jesus e tocar nas suas vestimentas. Para tento, ela teria que
quebrar muitos protocolos, paradigmas e o que era pior, o preconceito e a
rejeição pela qual, sofria uma mulher com aquela enfermidade.
Determinada
e guiada por uma visão maior, ela não deu a mínima atenção para as pessoas que
a discriminava. Esperou o momento e o local certo e partiu em direção ao seu
alvo. Fixou os olhos no Mestre e rompeu a multidão. A cada passo que dava em
direção a Jesus, a sua fé crescia e lhe dava a convicção de que estava fazendo
a coisa certa.
Após
vencer todas as dificuldades, por fim, tocou de leve na orla das vestes de
Jesus. Imediatamente sentiu um alivio imediato e o sangue estancou. Discretamente,
afastou-se a uma certa distância enquanto a emoção e alegria tomavam conta de
seu coração. Ela não sabia se chorava ou se sorria.
Na
hora do toque não fora apenas ela que sentiu algo incomum acontecer no seu
corpo. Jesus também sentiu que do seu corpo foi liberado poder, por isso, ele
parou mediamente, virou-se para a multidão que o seguia e perguntou: “ Quem me tocou...alguém me tocou, porque bem
conheci que de mim saiu virtude”. Lc.8.45,46.
Os
discípulos ainda tentaram o convencer
de que alguém no meio da multidão poderia lhe ter tocando por acaso, afinal,
tinham centenas de pessoas à sua volta. Entre elas, muitas querendo lhe tocar. A
explicação dos discípulos não convenção Jesus, mas pelo contrário, ele insistiu
perguntando quem o tinha tocado.
Não
podendo mais esconder a emoção, a mulher levantou a mão e gritou: foi eu quem te tocou. Ela estava tão
emocionada e fraca em função da doença que tremiam as suas pernas. Após se
aproximar, caiu aos pés de Jesus e lhe revelou tudo o que tinha acontecido.
Sua
emoção aumentou quando ela ouviu do próprio Jesus: “tem bom animo. Filha a tua fé te salvou; vai em paz”. Lc.8.48. Com
isso, ela voltou para sua casa, curada, feliz e perdoada. A partir daquele
encontro, ela iniciou uma nova vida. Ela nasceu de novo. Teve uma nova
oportunidade para recomeçar a sua vida ao lado de sua família.
Sua
visão somada à sua fé e determinação a levaram à realização do seu objetivo, a
cura do fluxo de sangue. Aquele que põe a mão na arado não pode olhar para trás.
Desistir não leva ninguém vitória em
nenhuma área da nossa vida. É preciso acreditar até o fim, para por fim,
conseguir o que almejamos.
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