Páginas

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O PRINCIPIO DA VISÃO ESPIRITUAL


O PRINCIPIO DA VISAO ESPIRITUAL

Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tabuas, para que possa ler quem passa correndo.  Habacuque. 2.2.

A maioria dos grandes projetos e conquistas começam a partir de uma visão, um sonho. Ter visão é o mesmo que ter sonhos, metas, objetivos definidos e propósitos firmes. Sem esses importantes componentes, não pode haver progresso. É preciso sonhar, mesmo que às vezes esses sonhos pareçam difíceis de se tornarem realidade. Aconteça o que acontecer, nunca deixe de sonhar.
Um reconhecido pensador e visionário afirmou uma certa vez com muita propriedade dizendo: Uma pessoa não morre quando deixa de existir, mas, quando deixa de sonhar. Se você tiver uma visão (sonho) e de fato lutar por sua realização, estará lançando as bases do seu sucesso. 
Uma pessoa que não tem visão do que realmente quer está fadado ao fracasso, independentemente da área que atua. Seja na família, no trabalho profissional, espiritual, ministerial, financeira, amorosa, na saúde, entre outras. É preciso ter convicção do que queremos e lutar por sua realização.
Uma boa visão sempre vem acompanhada de uma imaginação. É um ingrediente fundamental para alimentá-la. Mais uma vez recorremos a Salomão, quando este, nos sábios conselhos registrados em Provérbios diz: Porque como imagina no seu coração, assim ele é.  Pv.23.7).
Imaginar é pensar, raciocinar, refletir sobre o que queremos alcançar e quando isso é feito pela fé, muito mais ainda temos possibilidades reais e certas que chegaremos lá. Ninguém melhor do que Salomão para falar de visão, sonhos e conquistas. Enquanto monarca de Israel, rico, inteligente e poderoso, ele conquistou “tudo o que imaginou no seu coração”. A imaginação constrói o sonho. O que pensamos, assim será. Então pense grande e assim será.
Ter visão espiritual é ver além do que os olhos humanos são capazes de enxergar.  É ver os resultados e não as circunstancias que os envolve. Quando olhamos com os olhos espirituais, o medo desaparece e passamos a ver a realização dos nossos sonhos e projetos.
O profeta Elizeu tinha uma visão espiritual nítida do que estava acontecendo ao seu redor, mas o seu auxiliar não. Foi preciso o homem de Deus orar para que os seus olhos fossem abertos e ele também tivesse a mesma visão e tirasse por si mesmo suas próprias conclusões. Assim orou Elizeu:
“Senhor, abre os olhos dele para que veja”. Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Elizeu. 2.Rs.6.17.
O experiente profeta, via além do natural porque olhava através da ótica espiritual. O resultado da visão era um cenário esplendido; as colinas próximas repletas de cavalos e carros de foto, enviados por Deus. Já o jovem aprendiz de profeta, há princípio, não tinha a mesma visão do seu Mestre, via apenas pedras e vegetação rasteira sobre as colinas. Foi necessário que o profeta Elizeu orar pedindo a Deus que também abrisse os seus olhos espirituais e com isso pudesse contemplar as maravilhas do Senhor e a força do seu poder.
Possuir visão é ir além do obvio, do natural, do convencional. É ver além. É ver o que os outros não são capazes de enxergar. É usar a percepção divina concedida às pessoas que acreditam exercitam a fé e a sensibilidade às manifestações sobrenaturais do Espirito Santo.
Henry Ford, afirmou certa vez que: “ obstáculos são aqueles perigos que vemos ao tirar os olhos dos nossos objetivos”.
A pessoa que deseja exercer o princípio da visão não pode tirar os olhos dos seus objetivos. É preciso estar permanentemente focado nele. Quando nos distraímos, e desviamos a atenção, vemos os obstáculos, as dificuldades, surgem as dúvidas; os questionamentos sobre a nossa capacidade de realiza-los e com isso, surgem o medo, a insegurança e a incerteza.
O destemido apostolo Pedro, um dos preferidos de Jesus, caiu nessa armadilha enquanto caminhava sobre as aguas do mar da galileia ao encontro do seu Mestre. Enquanto ele manteve os olhos fitos em Jesus, equilibrou-se tranquilamente sobre as revoltadas ondas, no entanto, ao desviar a atenção começou a naufragar. Percebeu as grandes ondas debaixo de seus pés, os ventos fortes, a tempestade que caia e a escuridão da noite; obstáculos estes que o levaram ao naufrágio, e só não se afogou porque o Mestre o socorreu, pegando-o pelas mãos. Mt.14.29-32.
Aconteça o que acontecer, não tire os olhos dos seus objetivos. Eles irão leva-lo ao destino final. Foque os olhos no alvo a ser alcançado e caminhe resoluto, rumo à sua realização.
A mulher do fluxo de sangue (hemorragia interna) há doze anos, tinha uma visão claro, um sonho possível, um objetivo real: tocar na orla das vestes de Jesus. Mt.9.21.
Imaginemos o sofrimento dessa senhora israelita. Por longos doze anos ela perdia sangue em função de uma hemorragia uterina. Na tentativa de ser curada, tinha gastado todos os seus recursos com os melhores médicos da época, no entanto, só agravava o seu estado de saúde. Talvez até já tivesse perdido a esperança de um dia ter saúde novamente.   
Apesar da difícil situação de saúde pela qual passava, ela lutava heroicamente diariamente para manter-se viva. Quando já pensava em desistir, foi informada que Jesus, o Nazareno, passaria pela sua localidade. Essa importante noticia reacendeu a sua esperança de ser curada. Pela fé propôs no seu coração fazer o que fosse possível para pelo menos tocar na orla das vestes de Jesus, o que seria suficiente para ser curada.
Como uma boa judia que era, cumpridora dos seus deveres, ela sabia não ser fácil chegar até Jesus e tocar nas suas vestimentas. Para tento, ela teria que quebrar muitos protocolos, paradigmas e o que era pior, o preconceito e a rejeição pela qual, sofria uma mulher com aquela enfermidade.
Determinada e guiada por uma visão maior, ela não deu a mínima atenção para as pessoas que a discriminava. Esperou o momento e o local certo e partiu em direção ao seu alvo. Fixou os olhos no Mestre e rompeu a multidão. A cada passo que dava em direção a Jesus, a sua fé crescia e lhe dava a convicção de que estava fazendo a coisa certa.
Após vencer todas as dificuldades, por fim, tocou de leve na orla das vestes de Jesus. Imediatamente sentiu um alivio imediato e o sangue estancou. Discretamente, afastou-se a uma certa distância enquanto a emoção e alegria tomavam conta de seu coração. Ela não sabia se chorava ou se sorria.
Na hora do toque não fora apenas ela que sentiu algo incomum acontecer no seu corpo. Jesus também sentiu que do seu corpo foi liberado poder, por isso, ele parou mediamente, virou-se para a multidão que o seguia e perguntou: “ Quem me tocou...alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude”. Lc.8.45,46.
Os discípulos ainda tentaram o convencer de que alguém no meio da multidão poderia lhe ter tocando por acaso, afinal, tinham centenas de pessoas à sua volta. Entre elas, muitas querendo lhe tocar. A explicação dos discípulos não convenção Jesus, mas pelo contrário, ele insistiu perguntando quem o tinha tocado.
Não podendo mais esconder a emoção, a mulher levantou a mão e gritou: foi eu quem te tocou. Ela estava tão emocionada e fraca em função da doença que tremiam as suas pernas. Após se aproximar, caiu aos pés de Jesus e lhe revelou tudo o que tinha acontecido.
Sua emoção aumentou quando ela ouviu do próprio Jesus: “tem bom animo. Filha a tua fé te salvou; vai em paz”. Lc.8.48. Com isso, ela voltou para sua casa, curada, feliz e perdoada. A partir daquele encontro, ela iniciou uma nova vida. Ela nasceu de novo. Teve uma nova oportunidade para recomeçar a sua vida ao lado de sua família.
Sua visão somada à sua fé e determinação a levaram à realização do seu objetivo, a cura do fluxo de sangue. Aquele que põe a mão na arado não pode olhar para trás.  Desistir não leva ninguém vitória em nenhuma área da nossa vida. É preciso acreditar até o fim, para por fim, conseguir o que almejamos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário