O
PRINCIPIO DA OPORTUNIDADE
Vosso Pai que está nos
céus faz que o sol se levante sobre os maus e os bons, e a chuva desça sobre
justos e injustos. Mt.5.44-45.
Deus
dar oportunidades iguais para todos. Ele permite que sol nasça todo dia e
ilumine igualmente todos as pessoas, indistintamente; tanto os bons quanto os
ruins, bem como permite cair a chuva sobre os justos e os injustos.
Partindo
desse princípio, o Mestre deixa claro que Deus concede oportunidades a todas as
pessoas de mudar de vida, tanto os bons quanto os ruins. Independente da origem
social, econômica, educacional, cultural ou familiar, todos têm a mesma
oportunidade de mudar a sua história.
É
importante lembrar, no entanto, que o Mestre não promete que essas
oportunidades serão iguais em outros aspectos da vida, mas que todos terão a
sua oportunidade.
Oportunidade
pode ser definida como uma ocasião favorável a alguém. Uma conveniência e pode
representar a qualidade de oportuno. Uma oportunidade pode ser vista como
um acontecimento oportuno capaz de melhorar o estado atual de um indivíduo, uma
situação nova que lhe traga benefícios. Por exemplo, uma oportunidade de
trabalho é uma oportunidade de trabalhar em troca da uma compensação
financeira. De mesma forma uma oportunidade de negócios consiste em uma
situação favorável para iniciar um bom negócio.
As
oportunidades oferecidas pelas pessoas ou por Deus para nós devem ser
aproveitadas da melhor maneira possível. Muitas pessoas reclamam de não terem
oportunidades na sua vida profissional ou espiritual, no entanto, elas aparecem
dia após dia tanto para o bem como para o mal.
Ninguém
melhor do que Deus nos proporciona oportunidades de alcançar os nossos
objetivos. A questão é estamos receptivos
a essa proposta feitas pelo Senhor. Nesse sentido a Bíblia diz:
Tudo
sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao
puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como o que não sacrifica; ao bom como
ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento. Ec.9.2.
No
jogo da vida, nem sempre o mais forte e inteligente vence. As oportunidades aparecerão
para todos mais cedo ou mais tarde. A forma como cada um lida com a situação é
que faz toda a diferença. Assim, o sucesso será de quem souber aproveitar bem
as oportunidades.
Jesus
mais uma vez volta a abordar o assunto ao comparar um homem prudente de um
insensato. Os dois assumem posições totalmente contrarias ao edificarem as suas
casas. O primeiro a construiu sobre uma rocha, vieram as chuvas, e correram os
rios, e assopraram os ventos, e combateram sobre ela, no entanto, não caiu por
estar edificada em um solo rochoso.
Já
o segundo (insensato) não tomou os mesmos cuidados, e edificou a sua casa em
solo arenoso. Vindo as chuvas, as correntezas, os ventos e tempestades, ela não
resistiu e desmoronou. Grande foi a sua queda. Mt.7.24-27.
Notemos
que os fenômenos provocados pela natureza, os quais, combateram sobre as casas
são os mesmos. Não houve diferenciação. A diferença de sustentabilidade das
duas edificações estava na sua base e estruturas solidas ou não.
O
prudente suou a camisa enquanto furava a pedra para fazer as fundações mais
seguras da casa, enquanto, o imprudente, preferiu o mais caminho mais fácil e
menos trabalhoso; construindo na areia.
Vimos
nesses ensinamentos de Jesus e Salomão que as oportunidades vêm para todos
indistintamente, assim como as intempéries, as crises, os problemas, contudo,
algumas pessoas possuem uma base emocional, intelectual, financeira e de
relacionamento para suportá-las mais do que os outros. O sol nasce para todos,
a chuva cai sobre todos, uns se prepara, mas outros não.
Há
ainda aqueles que perdem as oportunidades que lhe são oferecidas, seja pela
falta de base solida ou por serem levados por um sentimento ou apego por quilo
que já se conquistou. Se tratando de vida espiritual, às vezes é preciso abrir
mão de algo solido que já possuímos para ter outras oportunidades bem mais
importantes e duradouras, as quais, diz respeito à vida eterna.
Um
exemplo prático disso, encontra-se no Evangelho de São Mateus (19.16-23). Após
procurar o Mestre e lançar-se aos seus pés e adora-lo, o Jovem rico lhe faz uma
pergunta aparentemente difícil de ser respondida. Ele queria saber o que
deveria fazer para herdar a vida eterna.
Não
sabemos ao certo quem era esse jovem rico também chamado de príncipe por Lucas,
o que deduzimos se tratar de uma pessoa influente em Israel. Possivelmente,
fosse um fariseu nobre em pleno vigor da juventude e no auge de suas conquistas
financeiras. Rico, famoso e importante.
No
entanto, a pesar de ter aproveitado bem as oportunidades, tinha uma dúvida, a qual,
o incomodava muito: o que fazer para
herdar a vida eterna. Para tanto, foi buscar a resposta com Jesus de
Nazaré.
Ao
encontrar Jesus, o jovem rico, logo se prestou perante ele e confessou: bom Mestre, o que farei para herdar a vida eterna?
Jesus como sempre fazia nessas circunstâncias, foi incisivo em sua
resposta. Primeiro, afirmando que não era bom, mas sim Deus, e se ele queria
ganhar a vida eterna, deveria vender tudo o que tinha e distribuir aos pobres e
depois segui-lo incondicionalmente. Agindo dessa forma, ele teria um tesouro
nos céus. Mt.19.21.
Jesus
não o condenou por ser rico, no entanto, o desafiou a se desfazer das riquezas
que possuía, vendendo-as e distribuindo aos pobres. Depois disto, deveria
segui-lo e assim teria um tesouro nos céus.
O
jovem em vez de se alegrar de ter sido convidado por Jesus para o seguir, pelo
contrário, ficou muito triste, virou a costa para o Mestre e foi embora em uma
demonstração clara de não estar disposto abrir mão de tudo o que tinha para
seguir Jesus sem nenhuma garantia de retorno material.
A
promessa de Jesus feita ao jovem rico de receber um tesouro no reino dos céus,
era mais importante e valioso de que tudo o que ele possuía em bens materiais. Tratava-se
da vida eterna em paz com Deus, ele não entendeu o princípio da oportunidade e
preferiu continuar com o que tinha construído.
√ - Devemos aproveitar as
oportunidades
Como
já foi visto anteriormente, Deus dar oportunidades a todas as pessoas,
indistintamente, no entanto, nem todos as aproveitam de forma satisfatória. Há
indivíduos que tem oportunidades de realizar grandes projetos, mas nem sempre
aproveitam deixando escapar aquilo que aquilo que lhe fora oportunizado por
Deus.
Passaremos
a mencionar a seguir alguns exemplos de pessoas que quase perderam as
oportunidades; as que as desperdiçaram; os fatores que podem levar uma pessoa a
não aproveitar as oportunidades, bem como as que aproveitam bem todas as
oportunidades facultadas.
√ - Desperdícios de boas
oportunidades.
A
incredulidade pode levar as pessoas a desperdiçar uma grande oportunidade
concedida por Deus. Naamã, o general do exército Sírio quase perde a grande
oportunidade de ser curado de sua lepra. (2. Rs. 5.10-12).
O
orgulho e a prepotência somada a incredulidade fizeram com que ele não
acreditasse na palavra do Profeta Elizeu, o qual lhe ordenara mergulhar sete
vezes nas aguas do rio Jordao. Ele esperava que o homem de Deus orasse ao
Senhor e depois colocasse as mãos nas suas feridas, no entanto, este nem mesmo
o recebeu, mas mandou seu servo Jeazi lhe levar a mensagem.
O
prepotente General Sírio, subestimou o poder de Deus, a ordem do profeta e as
aguas barrentas do rio Jordao. Achando ser as aguas do Abarna e do Farpar, rios
Sírios de aguas cristalinas mais importantes e milagrosas do que as do Jordao. Por
esses motivos egoístas, voltava para sua terra leproso da mesma forma maneira
em que veio a Israel.
A
pesar da constante incredulidade, Naamã foi aconselhado por seus servos a
acreditar na palavra do profeta de Deus e mergulhar nas aguas do Jordao, assim
como ele tinha ordenado, afinal não era algo tão difícil de ser realizado. Após
muita insistência dos seus servos, por fim, o prepotente General sírio,
mergulhou sete vezes no rio Jordao e com isso foi curado totalmente da sua
lepra, conforme falou o Profeta Elizeu.
O
General sírio Naamã é um exemplo típico de pessoas que perdem grandes
oportunidades dadas por Deus, entre elas de serem curadas e abençoadas em
função de sua incredulidade e prepotência reinante nos seus corações
endurecidos. São elas mesmas que impedem o agir sobrenatural divino em suas
vidas. Estas pessoas precisam entender que sem fé (incredulidade) é impossível
agradar a Deus. Ele trabalha baseado na nossa fé e obediência à sua Palavra,
caso contrário, não há o que fazer.
√ - Desperdiçando boas
oportunidades.
O
primeiro rei de Israel, chamado de uma forma especial por Deus, para governar
sobre a nação escolhida, com o tempo perdeu a oportunidade de ter um reinado
prospero e duradouro ao desobedecer às ordens divinas. (1. Sm.13.13).
Saul,
agiu nesciamente não obedeceu uma
ordem simples do Senhor, desobediência esta que o levou a ser rejeitado, além
disso, perdeu a oportunidade de firmar o seu reino para sempre. Sua rejeição
foi imediata, o que tinha dado certo até então; passou a não dar mais; ele
mesmo passou a ser atormentado por um espirito maligno e Deus levantou o
pequeno Davi em seu lugar. Com isso terminou os seus dias de forma trágica,
amargurado e perturbado.
»
- Marta,
irmã de Maria e Lazaro, perdeu a oportunidade de aprender pessoalmente com Jesus.
(Lc.10.39-40). Enquanto sua irmã permanecia aos pés do Mestre aprendendo, ela
estava ocupada com as tarefas domesticas. Pensando está agindo certo e a irmã
errada. Pensando dessa forma, reclamou ao ilustre visitante, o qual lhe
respondeu pacientemente.
Marta, Marta, estás
ansiosa e estressada com muitas tarefas, mas uma só é necessária; e Maria
escolheu a melhor parte; a qual, não lhe será tirada. Lc.10.41-42).
O
Mestre deixa claro à atarefada Marta, ser mais importante naquele momento o
ouvir a sua Palavra do que as tarefas domesticas, embora as estivesse fazendo
em função dele e de seus discípulos.
A
ocupação e as tarefas em demasia, às veze, pode nos levar a perder grandes
oportunidades de aprendizado e crescimento espiritual, desviando a nossa
atenção para as coisas materiais e passageiras. Foi o que aconteceu com Marta
de Betânia na Judeia.
√ - A imprudência nos
leva a perder grandes oportunidades.
As
cinco virgens imprudentes da parábola
perderam a oportunidade de entrar na festa de casamento para a qual foram
especialmente convidadas. (Mt.25.11-12).
Eram
dez moças, todas elas virgens, bonitas e esperançosas. Todas elas foram
convidadas pelo noivo para o seu casamento. Todas tiveram a mesma oportunidade,
sem distinção. Cinco delas, no entanto, se precaveram tomando todos os cuidados
necessários para o tão esperado dia do casamento.
Tiveram
o cuidado com a aparência, roupas e calçados, os quais, seriam usados na festa.
Não esqueceram também dos convites, do horário e principalmente, das lamparinas
e do azeite que as alimentava. Sem esses componentes, dificilmente chegariam ao
local da festa de casamento.
Cinco
delas, no entanto, agiram totalmente ao contrário das prudentes; não se
preocuparam com os componentes necessários para irem ao casamento,
principalmente, com o azeite das lamparinas.
Chegado
o momento da festa, ouviu-se o grito do arauto: aí vem o noivo, saí-lhe ao encontro. Foi aquela correria. As dez
virgens se apressaram a fim de não chegarem atrasadas no casamento. Quando já
estavam a caminho, as cinco imprudentes, perceberam não haver azeite em suas lamparinas.
Então foi aquele desespero, sem saber o que fazer, tentaram emprestar um pouco
das suas colegas prudentes, no entanto, estas não emprestaram, não ser o caso
de faltar para elas também. Assim elas não tiveram outra alternativa senão ir
comprar azeite as altas horas da noite. Enquanto as outras seguiram para a
festa.
Passados
algumas horas, elas chegaram ao local, após terem ido comprar o azeite e o colocar
nas lamparinas. Todos já tinham entrado e a porta estava fechada. Desesperadas,
elas bateram insistentemente rogando: Senhor,
abre-nos a porta. Depois de algum tempo batendo na porta, o noivo vem
atender, abre a porta, olha para elas e diz categoricamente: na verdade vos digo que não as conheço. Dito
isso o noivo, fechou a porta novamente e voltou para a festa, deixando as
cincos virgens imprudentes pelo lado de fora.
Elas
perderam a oportunidade de participarem a da festa de casamento juntamente com
as outras cinco virgens prudentes, simplesmente porque descuidaram da
manutenção do óleo das lamparinas. Nesse caso, o óleo representava o próprio
Espirito Santo de Deus, o qual, mantem a chama espiritual acesa nas nossas
orações. Sem ele é impossível andar nos momentos de lutas e escuridão.
√ - Fatores negativos que
podem levar as pessoas a não aproveitarem as oportunidades.
»
- Falta de atitude. Jz.4.-8.
»
- Acomodação. Mt.25.24-25.
»
- Falta de autoestima. 1. Rs.19.4-14.
»
- Frustração. Mt.25.24.
»
- Falta de perspectiva de dias melhores. 2. Sm.9.8.
»
- Não valorizar as oportunidades oferecidas. Jo. 9.4;25.10.
√ - Exemplo de
oportunidades bem aproveitadas.
»
- Jacó e a benção do anjo. Gn.32.24-26.
»
- Elizeu e a espera da virtude de Elias. 2. Rs.2.13.
»
- Os dez leprosos curados por Jesus. Lc.17. 12-13.
»
- A mulher do fluxo de sangue. Mc.5.27-28.
»
- A mulher cananeia. Mt.15.22.
»
- O cego de Jericó. Lc.18.35-38.
»
- Zaqueu na arvore à espera de Jesus. Lc.19.2,3.
»
- A mulher que ungiu Jesus antes da sua morte. Jo. 12.2,3.
Existem oportunidades na nossa vida,
a qual, não pode ser desperdiçada, pois, jamais poderá surgir outra igual. Devemos
aproveitar bem as oportunidades, elas são proporcionadas por Deus para o nosso
bem.
O Principio da oportunidade, nos ensina que ha oportunidade na vida que não devemos disperdiçar, pois elas são oferecidas por Deus para nós e podem nunca mais se repetir. Por isso, devemos ficar atentos e aprovar bem as oportunidades que não dadas.
ResponderExcluir